‘Política de A a Z’: sala cheia


Pedro Correia,

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Não me lembro, sinceramente, de uma sessão de apresentação de um livro tão concorrida no piso 7 do Corte Inglés, de onde se desfruta um dos panoramas mais belos de Lisboa. Ontem a sala encheu-se na apresentação da Política de A a Z, o dicionário enciclopédico que a editora Contraponto – pertencente ao grupo Bertrand-Círculo – apresenta como “um guia para compreender todos os segredos da política” e considera “altamente recomendado para políticos”. Mas também para jornalistas, líderes de opinião, estudantes e cidadãos em geral – permito-me acrescentar, como co-autor desta obra, que tem 333 entradas. De Absolutismo a Zé-Povinho.

Havia deputados, autarcas, escritores, vários jornalistas, muita gente amiga. Tive o gosto de encontrar por lá companheiros de diversas etapas profissionais e quatro colegas de blogue – a Inês Pedrosa, a Teresa Ribeiro, o Diogo Noivo e o Luís Naves. E também leitores do DELITO, que gosto sempre de conhecer nestas ocasiões.

 

Foi igualmente com imenso gosto que vi dois políticos que muito estimo acederem ao meu convite para apresentarem a Política de A a Z: José Ribeiro e Castro, que foi deputado logo na primeira legislatura democrática e presidente do CDS, e António Galamba, ex-secretário nacional do PS, ex-deputado e último governador civil de Lisboa. Dois benfiquistas que merecem o maior respeito do sportinguista que escreve estas linhas. Por pensarem pela própria cabeça e nunca terem hesitado em remar contra a maré dentro dos seus próprios partidos, dando assim genuínas lições de cidadania. Agradeço aqui as palavras lisonjeiras e porventura imerecidas que ontem proferiram, recomendando a leitura deste livro.

O Rodrigo Gonçalves e eu sublinhámos que uma das intenções da obra é colmatar uma lacuna do mercado editorial português num ano em que tanto se falará em política, por cá e lá fora. A propósito da nova administração norte-americana, dos processos eleitorais em França, Holanda e Alemanha, das eleições autárquicas portuguesas e do centenário da Revolução de Outubro na Rússia.

 

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A sessão terminou quase duas horas após as primeiras pessoas terem chegado ao sétimo piso do Corte Inglés. E depois de uma longa sessão de autógrafos, etapa que tanto parece maçar alguns autores mas que protagonizo sempre com muito agrado (este é já o meu quarto livro). Porque me recorda sempre quando estava eu do lado de lá, na fila dos autógrafos, para conseguir a assinatura de alguém que admirava ou estimava.

Hei-de falar disso aqui muito em breve. Para já, fica a minha recomendação para que espreitem esta Política de A a Z. Se me permitem a imodéstia, sou capaz de apostar desde já que vão gostar.

0 comentários em “‘Política de A a Z’: sala cheia”

  1. Pedro,

    Também não me lembro de ver tanta gente naquele espaço, em eventos do género.
    Como gosto de ler diversos livros ao mesmo tempo (ando a reler o Doutor Jivago) este teu dicionário calhou que nem ginjas.
    Tenho quase a certeza que vai ser uma obra marcante.
    Grande abraço com votos de muitos sucessos.
    A gente lê-se e vê-se por aí!

    1. Meu caro, havia tanta gente de pé como sentada. Foi muito gratificante assistir a esta sessão de lançamento tão concorrida e participada.
      Gostei de te rever. Até breve, num jantar do (outro) blogue.
      Grande abraço.

  2. Meu caro

    Um leitor que já conhecia de outras ocasiões e que, para além de leitor, já se sente um bocadinho mais que só leitor, uma vez mais lhe agradece o autógrafo e as simpáticas palavras que deixou no exemplar que levava.

    Acabei por não ficar até ao fim, do que me penitencio, mas já lhe contei que tenho tido aí umas emergências à minha volta.

    Grande abraço

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