0 comentários em “Pois é, as boas acções são mais fáceis com o dinheiro dos outros”

  1. Notável é também que ninguém tenha advogado que por causa disto Porto Rico deva deixar de fazer parte dos Estados Unidos da América. Ao contrário da Grécia, para a qual se advoga que deixe de fazer parte da Zona Euro pelo facto de entrar em default.

      1. ninguém em Porto Rico pondera seriamente sair do dólar

        Provavelmente não. Mas, segundo a Economist desta semana, o Equador pensa sair do dólar. (O Equador não tem moeda própria, utiliza o dólar.) Julgo que sem hacking.

        1. E então? Quem o proíbe? E também ninguém proibia a Grécia de sair do euro. Os restantes países do euro só tinham uma posição similar à de Obama (na verdade, mais flexível: aceitavam enviar dinheiro extra, o que limitava a agressividade do ajustamento).

          1. Os restantes países do euro só tinham uma posição similar à de Obama

            Não. Obama diz que não ajuda Porto Rico, mas não pretende forçar Porto Rico a deixar de utilizar o dólar. Países como a Alemanha estavam dispostos a ajudar a Grécia, mas queriam que ela deixasse o euro. Ou seja, uma posição bastante distinta da de Obama.

            E não são somente, nem principalmente, os países. É sobretudo o Banco Central Europeu. A Reserva Federal não faz aos bancos de Porto Rico aquilo que o BCE fez aos bancos gregos – dar-lhes tão pouca liquidez que basicamente ia forçar o país a sair do euro, emitindo moeda própria.

      1. Acha que sim? Como se mantém um país, uma empresa, um lar e até um ser vivo, gastando/consumindo mais do que aquilo que produz?
        Os grandes também caem.

  2. A diferença é que o default de Porto Rico não põe em causa a economia dos EUA nem o dólar.
    Economia que tem crescido razoavelmente se comparada com a da zona euro, essencialmente devido às políticas expansionistas (de intervenção e apoio) tomadas pelo Obama.
    E Porto Rico não tem relevância estratégica.
    Tomar as coisas pelo seu valor facial, movido apenas por preconceito ideológico (sabe-se lá senão também racial) em relação ao Obama é no que dá.

    1. “A diferença é que o default de Porto Rico não põe em causa a economia dos EUA nem o dólar.”

      Viva a solidariedade.

      “sabe-se lá senão também racial”

      Exacto, sabe-se lá. Faça-me um pequeno favor e vá-se… você sabe.

          1. Não vale a pena argumentar contra fanáticos fundamentalistas que têm sempre a mesma resposta para tudo: a culpa é do socialismo.
            E o que é o socialismo?
            Tudo aquilo de que esses fanáticos não gostam.
            Até o governo do Passos Coelho foi há dias apelidado de socialista por si.
            Estamos conversados.

      1. vá-se… você sabe

        Não me parece nada apropriado utilizar este tipo de linguagem em debates, que se pretendem civilizados, na internet. Especialmente neste blogue, que eu considero civilizado.

        As pessoas que andam na internet, especialmente os autores de blogues, devem aprender a deixar resvalar na couraça da sua indiferença todos os obuses que lhes sejam enviados.

    2. “às políticas expansionistas (de intervenção e apoio)”

      Ah… então é isso que chama a especulação financeira e criação de bolhas especulativas quando é feito pelos progressistas…

      O crescimento da economia americana não dá para pagar o crescimento da dívida americana.
      Nem vamos falar da artificialidade de boa parte dos preços.

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