Poesia de Inês Fonseca Santos, livro a ler


Patrícia Reis,
As coisas livres

 

Havia várias formas de chamar-te.

Chamar-te não era apenas dizer o teu nome.

Muito menos fazer-te virar a cabeça na direcção da casa.

Era conhecer-te o rosto – dedicado, disponível, raro.

 

As coisas livres ficaram escritas no chão.

 

Inês Fonseca Santos, As Coisas, edição Abismo com ilustrações de João Fazenda

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