Então o facto de não ter estado presente retira unanimidade à decisão tomada? O que é que lhe parece “excessivo”? Não ter estado presente ou os outros terem decidido por unanimidade? O que é que isto tem de pouco transparente?
O senhor pode não ter estado presente, não acompanhar o sentido da decisão e esta refugiar-se em argumentos meramente formais, o que até não é de estranhar atendendo à prática dos tribunais portugueses, da administração pública e dos responsáveis políticos. Só que isso não altera em nada o sentido da decisão, feliz ou infeliz, tomada por todos os outros. E isto, por muito que lhe custe, é unânime em qualquer parte do mundo. Até entre nós.
Um membro da ERC devia saber isto. Era o mínimo.

O problema deste senhor é que decidiram sem esperar por ele, coitadinho.
Ainda por cima, dizer que vem a público apenas a bem do «rigor e transparência», declarar que discorda da decisão e nada esclarecer não me parece muito rigoroso e transparente…
Só para dizer que, independentemente de se concordar com a sua atitude pública neste caso (e eu discordo), o Luís Gonçalves da Silva tem sido, na ERC, o único a remar contra o evidente socretinismo ali reinante e de que é exemplo máximo, não a Estrela ou o Azeredo, mas um tal Elísio, indicado pelo PSD, imagine-se!
O que acho engraçado é o jornal Público dar tanto relevo a um único elemento que discorda da decisão, em vez de dar primordial importância à decisão em que todos os outros elementos concordaram.