Tudo quanto é mau tem um lado bom, sempre ouvi dizer.
Quase nada de bom consigo associar a esta pandemia que destrói vidas, poupanças, empresas e empregos. Excepto no linguajar oficial imposto pela correcção política, que confunde sexo com género. Acabaram, ao que parece, as incontáveis duplicações de substantivos ignorando a norma gramatical que entende como genérico o plural masculino. Andámos anos a ouvir certos políticos matraquearem a pleonástica fórmula «portugueses e portuguesas, trabalhadores e trabalhadoras, funcionários e funcionárias, todos e todas».
Isto parece pertencer já ao passado.
Tenho escutado mais conferências de imprensa neste mês de reclusão forçada do que em todo o ano que ficou para trás. Até ao momento não ouvi ninguém dizer «infectados e infectadas, desalojados e desalojadas, detidos e detidas, hospitalizados e hospitalizadas, recuperados e recuperadas, falecidos e falecidas». O velho plural masculino afinal sempre continua a revelar utilidade na comunicação política.
Antes assim.

Boa altura também para separar definitivamente a língua portuguesa da língua brasileira e criar duas línguas autónomas com domínios de internet diferentes.
Nós dizemos inéme. Eles dizem inem.
Já agora… porque é que a porcaria das ambulâncias continuam com as sirenes excessivamente estridentes se nem sequer há trânsito? Baixem o volume, pá.
Ambulância, género feminino. E língua. Sirene, idem – não confundir com sereia, do mesmo género. Por acaso ou talvez não.
Também já me perguntei isso. Aliás, não só agora. Às vezes, com a rua deserta, os bombeiros teimam em pôr aquilo a guinchar. Julgo que lhes deve dar algum tipo de prazer. Porventura tudo relacionado com o desejo de poder e pulsão sexual.
Ahahah. Às vezes um carro de bombeiros é só um carro de bombeiros.
Por acaso as ambulâncias dos bombeiros até são marginalmente mais toleráveis. As sirenes do Inéin é que são estupidamente agressivas — até fazem dores de cabeça.
Reclamei tantas vezes e com tantos palavrões no website deles que os tipos acabaram por fechar a página das reclamações. Agora se forem lá ao formulário das reclamações aquilo dá erro, ahahah. São uns cobardolas. Pfff.
🙂
Errata: onde se lê “eles dizem inem” deve ler-se “eles dizem inẽin”
Bom dia Pedro Correia
Que esteja tudo o melhor possível.
Será mais um milagre?
Boa semana, saúde.
Agora vou dar a minha volta matinal, pelo bairro, nada do que fazia até 18 Março, mas é o que posso agora. Com um dos meus chapéus, felizmente está Sol.
António Cabral
Haja saúde, caro António Cabral.
O C19, para certas verdades até é um gajo porreiro.
Calou a Greta.
Devolveu ao mundo os plásticos e os “descartáveis”.
Suspendeu ou acabou mesmo com eventos tipo “Festival da Eurovisão” e outra tretas mais nacionais.
Reduziu a “bola” à sua ínfima espécie.
Dá para ver os verdadeiros amigos. Os que passam para o outro lado da estrada são bons, os que ficam do meu lado são maus.
Se isto se mantiver assim, mesmo depois da vacina, era muito bom.
Tudo quanto é mau tem um lado bom. A minha avó, afinal, tinha mesmo razão.
Adenda : já agora também usam, para o vírus, o artigo definido O, mas presumo que sendo o bicho ruim as brigadas genéricas não se importem
Mas aplicam o artigo definido feminino para Covid-19. Fica assim estabelecida a paridade de género.
“O vírus e a doença”, formato patriarcal.
“O.A Vírus.a e a.o doença.o”, formato inclusivo.
Isto anda tudo ligado.
Pedro, por falar em associações. Veja se é plausível a minha teoria sobre a razão da covid atacar mais os homens do que as mulheres :
1.
https://www.google.com/amp/s/www.sa bado.pt/ciencia—saude/amp/homens-sao-m ais-vulneraveis-ao-coronavirus-devido-ao s-testiculos-conclui-estudo
2.
https://www.google.com/amp/s/exame.abri l.com.br/ciencia/o-coronavirus-tambem-po de-afetar-o-cerebro-dizem-medicos-de-ny/a mp/
Todos sabemos que as mulheres têm ovários e….
Sempre houve mulheres mulheres com grandes tomates.
Mulheres com H grande
MulHeres?
«”O vírus e a doença”, formato patriarcal.»
Fantástico, Miguel! Digna de um verdadeiro gerador de entropia!
Também em “formato patriarcal”, em “formato inclusivo”, em formato matriarcal e, decididamente, em formato científico, já que tem conhecimento da existência de um dT/dz atmosférico, volto a repetir questões anteriores, às quais ainda não deu resposta em qualquer dos formatos aludidos. Presumo que em virtude do “formato sapiência”, do “formato ciência” e do formato das equações.
Mas responda-me, que sou um mero ignorante que nunca deduziu a expressão de dT/dz atmosférico adiabático seco, que desconhece a bibliografia da energética ambiental, que de Climatologia nada percebe, mas que gosta sempre de aprender.
Porque diminui, genericamente, a temperatura atmosférica com a altitude, exceptuando os casos em que existem inversões de temperatura? E porque aumenta, genericamente, a referida temperatura com a profundidade, registando-se as temperaturas mais altas do planeta em depressões, como o Vale da Morte?
Questões simples, que não precisam de revisão blibliográfica feita na net ou onde quer que seja. Pelo menos para quem compreende as equações, as premissas inerentes à sua dedução e as suas implicações, tudo em “formato científico”.
Dirigem-se no masculino porque tod@s sabem que isto das doenças é de homens. Qualquer tossezinha abate logo. As mulheres são rijas, o covid não faz mossa.
A covid. Feminina singular.
Tem razão. deveria ser “o vírus do covid”. Covid é doença, logo é feminino
(longe de mim querer insinuar que doença é feminino porque só existe para chatear homem)
Pandemia também é do género feminino.
Ao que parece, o vírus é que faz discriminações, matando mais homens que mulheres, sendo que as mulheres estão em maioria.
Morra o vírus!
Pum!
Presumo que os géneros referidos e muito bem observados foram implantados pelos Sindicalistas após 1974 . Neles, a mulher passou a ser incluída.
Teria sido?
Cumps.
A propósito do seu comentário, fiquei a reflectir que as datas também precisam de uma actualização de género.
As datas terminadas em quatro, precisamente.
E também em oito.
Substantivos masculinos, o que é inaceitável.
Há que neutralizar o género destes algarismos. Passando a grafá-los oit@ e quatr@.
E o cinco? Passa a cinc@?
Passa, pois.
Enganou-se no ano. Foi em 1874.
Na verdade, se as brigadas da correcção política quisessem ser realmente consequentes e inclusivos nas suas reinvidicações, deviam antes dizer “infectados e infectadas e infectad@s”, “detidas e detid@s e detidos”, etc.
E já nos podemos considerar com muita sorte por não terem ainda generalizado a ideia do “camaradas e camarados” de Pedro Filipe Soares: “militantes e militantas”, “democratas e democratos, “girafas e girafos”…
Pires e chávenas, garfos e facas — isto nunca mais acaba..
Lá diz o velho ditado popular que inventei mesmo agora: entre garfo e faca, não metas a colher.
Pertinente alerta.
A Bloca da Esquerda que esteja alerta.
Ladies and gentlemen, please,
Would you bring your attention to me?
For a feast for your eyes to see,
An explosion of catastrophe…
https://www.youtube.com/watch?v=tMlKmELI hgY
Não dê ideias. Basta por aqui passar uma fada Mortágua para ficar tudo perdido.
José de Bêtum
Fez bem em avisar-me. É um sério risco.
Lamento, Pedro, mas não vai ter tempo de sentir saudades.
Deixe chegar as anunciadas festividades do 25 de Abril e tenha a certeza que os portugueses e portuguesas, tal como todos e todas e etc, etc, renascerão como que por encanto.
Ridículo, eu acho. É como se à pergunta “como se chamam os habitantes de Portugal” a resposta fosse “portugueses e portuguesas” e de Espanha, “espanhóis e espanholas”, e os da Bélgica “belgos e belgas” (sim, porquê a descriminação?) e por aí fora. E é só um exemplo.
Cuidado com essa dos Belgas. É que temos os Flamengos/ Flamengas e os Valões/Valonas que não gostam de ser Belgas.
Ah, claro, alto patrocínio a todos os gostos e sensibilidades …
E em Espanha há os galegos e as galegas, os bascos e as bascas, os castelhanos e as castelhanas, os valencianos e as valencianas, os andaluzes e as andaluzas, os canários e as canárias, os catalões e as catalanas…
Na área gramatical temos géneros. No reino da flora também, não obstante ocorrer-me o termo “invaginante”, de conotação sexual, referente à forma dos orgãos reprodutivos de algumas plantas em que esse orgãos são designados por femininos.
No reino animal, a que pertence a espécie humana (Homo Sapiens Sapiens), temos sexos e não géneros. Podendo, contudo, a definição do sexo como característica sexual primária ser difusa, socorrendo-me para o efeito da classe dos Gastrópodes, em que alguns dos membros (não sei se todos) possuem ambos os sexos, praticando uma dupla cópula no acasalamento. Os vulgares caracóis são disso exemplo, esses “malandros”.
Ao nível da “construção social” humana, completamente desligada da Biologia, surge depois a multitude de géneros com que nos deparamos. Chegando-se ao ridículo de uma criança, com características sexuais primárias bem definidas, ter sido registada no Canadá sem “género”, argumentando os pais, que até ganharam a acção judicial interposta contra eles, que só a criança poderia definir mais tarde o seu “género”.
Não causa estranheza, portanto, o pragmatismo de um médico americano que, perante um doente entrado nas urgências e registado como homem transgénero, dada a impossibilidade do sistema informático permitir a realização de um teste de gravidez, tenha alterado o seu registo para mulher, realizado o teste de gravidez e confirmado que o “homem transgénero” estava “grávido”.
Qual é o feminino de doente? Doenta, como Presidenta? Talvez seja em crioulo brasileiro.
Por curiosidade, qual seria o seu parecer para esta informação:
– 15932 infectados
– 12733 infectadas
– 488 mortos
– 367 mortas
– 389 recuperados
– 325 recuperadas.
Já que estamos numa de género, haveria um director e uma directora da DGS e de uma vez por todas, para não haver frequentes enganos, chamaria-mos Direcção Geral de Saúde e não Direcção Geral da Saúde como está registada.
Da Saúde não há problema, porque a saúde é fêmea. Haveria se fosse macho.
De facto, agora que leio isto, reparo que já não há #metoo para ninguém. Mas não é de agora, desde que o kevin spacey foi ilibado e se confirmou que as queixosas contra weinstein queriam mesmo era dinheiro, colocou o movimento em ko técnico.
#metoo passa agora no Canal Memória.
Bacoquices deixadas pelo guterrismo – impactado belenzismo feminista “da igualdade”.
O bicho pegou – e não sai tão depressa.
Está para durar.
Até o mimético papagaio-mor…