Piano Bar


lauraramos,

10 comentários em “Piano Bar”

    1. É o meu tema fetiche de Pagani. Que foi muitíssimo mais do que um cantor de esquerda e morreu demasiado cedo. Devo-lhe, em plena vaga abrilista e nuns 18 anos incendiados, demolhados em Paris, o meu olhar pró-sionista. Completamente contra a corrente.

  1. laura,
    e eis que quando eu julgava que já não havia surpresas…
    … acontece esta espantosa coincidência de gostos, absolutamente improvável se levarmos em conta o esquecimento a que foi votado este cantautor genial que faz parte das minhas memórias musicais mais queridas e que eu julgava exclusivo ou quase…
    Sabe que foi em vão que há cerca de dois anos, talvez três, procurei insistentemente (com recurso a cunhas e tudo) nos arquivos da Valentim da Carvalho um qualquer exemplar do LP ‘Pagani a Bobino’ que porventura tivesse ficado por lá esquecido num canto e que ninguem quisesse… tal como já disse foi em vão a busca, nada feito: não existe nenhum registo discográfico em vinil (e muito menos em CD) desse espectáculo absolutamente memorável e que inclui este l’amitié, claro e ainda outras pérolas como ‘La musique, le menáge et l’amour’ que lhe recomendo vivamente se, como parece ser o caso, é fã do nosso Herbert…

    Decididamente você revela-se uma caixinha de surpresas… chapeau, lady laura!

    cumprimentos, do

    rvn

    1. Teve graça a coincidência ;);) Até porque estou muitíssimo habituada a que, positivamente, ninguém conheça o Herbert Pagani em Portugal, e por isso entendo perfeitamente a raridade deste gosto. Aliás, os meus interlocutores ficam invariavelmente com um ar zomby a olhar para mim quando falo dele…
      O certo é que o ouvi e cantei até à exaustão (pobres vizinhos…), e ainda hoje, ao segundo acorde, vêm-me todas as letras decor, como se o tivesse acabado de ouvir na véspera. E sou (sim, declaro que sou) pró-sionista, não propriamente graças a ele, mas ao que aprendi a “ver” a partir dele, ideologicamente insuspeito.
      Rui, conte-me lá o que é que se faz exactamente com um LP de vinil…? É que eu tenho o Pagani à Bobino e o Megalopolis. Mas o homem foi saneado quase totalmente, até no youtube, já reparou? Nada casual… diga-se.
      Quanto ao “la cuisine, le ménage et l’amour”, então não conheço? A memória é tramada (tu sais pas faire la cuisine, tu sais pas faire le ménage, tu sais rien faire pour ton âge…, etc). E o “Chez nous”? Fantástico.
      Tem os meus LP a disposição, a sério (não sei que faça com eles).

      1. la cuisine, claro, passe o lapso… esse poema tem de resto uma das expressões mais queridas, um dos mimos mais doces e carinhosos que em francês se pode usar no trato a quem se gosta, digo eu: mon petit mamifére… Brilhante, muito bom, mesmo!

        O que se pode fazer com o vinil? Gravá-lo, claro, passar de LP para CD, depois de CD para o computador e finalmente do computador para o rvn, que ficará grato e devedor por décadas, no mínimo… Assim de repente não vejo melhor forma de ganhar o céu, garantidamente… que me diz, caríssima?

        1. Hum… ando muito precisada de ganhar o céu, embora aquilo deva ser uma chatice porque não há lá ninguém conhecido!! 😉 Farei isso com td o gosto: será uma homenagem ao HP, censurado de todos os fóruns. Um dia destes hei-de pôr aqui uma coisa especialíssima dele (não, não é música, consegue ser melhor do que isso).

  2. Laura e Rui,
    Não vos conheço, mas é como se conhecesse; revejo-me nas vossas/nossas memórias da canções do Herbert Pagani. E venho pôr ao vosso dispor o meu CD (sim, CD) do Mégalopolis, que comprei pela Net já não sei onde (Amazon?), e que tem uma excelente qualidade de som. E uma diferença curiosa em relação ao meu vinil do mesmo: no último tema, “Le printemps d’après la fin du monde” (para que é que estou a dizer o nome, vocês conhecem perfeitamente…), logo no início, Pagani proclama “Oui, nous sommes les chevaliers de la Table Rase!”, que não se ouve no vinil. Estou a citar de cor, pode haver alguma pequena diferença no texto.
    Bem, Se quiserem cópia do cd digam. E também já o tenho em mp3, claro, que é possível de enviar por e-mail.
    Pelo meu lado, não tenho o Pagani à Bobino… Alguém o tem em mp3?
    Deixo uma questão que me tem atormentado: alguém se lembra com algum rigor de quando esteve Pagani em Portugal? Lembro-me de o ver na RTP a cantar “Au clair de l’amitié/Mon ami Mario…” 1975? 1976? Acho que Mário Soares já era 1º MInistro, mas não tenho a certeza.
    Amicalement vôtre,
    Luís Belard
    (L.Belard@netcabo.pt)

    1. Luís: depois de um dia particularmente infernal, ler este seu comentário deixou-me de alma lavada, pode crer! Assim numa espécie de ‘concert mood’ de teen ager.
      Fiquei sensibilizada com esta corrente herbertiana . (Que dis-je? Bouleversée ;))
      Não há dúvida: a música é uma pátria sem geografia …
      Eu prometi a Rui VN (e é para cumprir!) que, mal conseguisse tempo para encontrar os meus vinis, trataria de os passar a cd. Mas ainda não tive hipótese nenhuma de os procurar. Mal isso aconteça, terei todo o gosto em lhe alargar o acesso à cópia do ‘Pagani a Bobino’. Agora, se me diz que tem o mp3 do Megalopolis e não se importa de mo mandar… enchantée 😉 Mando-lhe o meu email em separado.
      Quanto ao Pagani em Portugal, de facto não me lembro mesmo. E além disso os 75 foram uns tempos vertiginosos. Por acaso, nesse ano andava eu por Paris e foi lá mesmo que o descobri. Obrigadíssima!

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