Perplexidades


josegomesandre,

Já não bastava termos um futuro deputado da nação a proferir insultos públicos, usando não uma, mas duas vezes uma expressão ("filho da pu…") que julgava banida do debate civilizado. Agora temos também uma curiosa personagem ("João Coisas") de um blog de primeira linha (o Simplex) a enviar mails intimidatórios, apenas porque alguém resolveu ilustrar um texto com uma foto de Carolina Patrocínio – daquelas que se encontram aos milhares no Google. O episódio é explicado aqui e tem a sua graça. Sorte teve o Pedro Correia em apostar num cherrycake em vez de uma foto da dita Carolina, ou tinha também uma ameaça de um processo em cima por um "alegado amigo" da dita.

Mais curioso ainda foi verificar que o tal de "João Coisas", esse censor dos tempos modernos, confessou num outro blog estar a produzir conteúdos para o Simplex sem sequer ser apoiante do PS, mas apenas na sua condição de "art-director". Traduzido por miúdos, quer isto dizer que o Simplex tem membros contratados para ali escreverem, mesmo que nada lhes diga o socialismo socrático? Apetece perguntar se ainda podemos falar de um "blog de apoio" ou se estamos na verdade perante uma agência de comunicação ao serviço do PS ou, pior, do Governo.

23 comentários em “Perplexidades”

  1. Ás vezes fico contente comigo mesmo, mas é só ás vezes,lol.Nunca tive curiosidade de ir a esse blog e nem irei.Lamentável a figura que determinadas pessoas estão dispostas a fazer por coisa nenhuma.É o País que temos….

  2. Ignorava que a mandatária do PS para a juventude era uma marca. Mas é sempre bom saber que corremos o risco de um processo ao mencioná-la. Fica-me a dúvida: acontecerá o mesmo se nos referirmos à empregada que tira os caroços à fruta da menina?

  3. JGA:

    Eu não queria ir tão longe mas vou-me convencendo que não existe diferença nenhuma entre o regime socrático e o estado novo e pelos vistos para me darem razão foi criada a “policia de costumes” que ameaça quem for do contra ou não pensar como o “chefe”.
    Será que falta muito para o dia 27 de Setembro?

  4. José Gomes André, desculpe-me a franqueza mas incomoda-me que a propósito da tonta da menina Patrocinio e de um tal Coisas que não faço ideia quem seja, nem me interessa, tema que aparentemente é o motivo deste post , traga aqui o infecto assunto do fdp . Julgava eu que o fedorento tema do fdp , resultado do lamaçal em que está transformada a irrespirável campanha eleitoral, já tinha sido varrido deste blog, ontem com o post do Pedro Correia e sucessivos comentários, não sei se reparou. Presumo que não, senão teria tido o bom gosto de não o misturar com as parvoíces e tontices da nódoa da Patrocínio, mais o Coisas e a sua agência, que são coisas que, pessoalmente me estou borrifando.
    Tenho por principio nunca comentar posts de pessoas que estão implicadas em campanhas eleitorais. A paixão partidária cega-as. Abri aqui uma excepção, sem exemplo. Obrigada.

    1. Obrigado pelo seu comentário. A história do fdp surge aqui devido a um padrão: a ideia de ameaças e intimidações que se fazem a pessoas com as quais não concordamos. A si não lhe faz diferença? Está no seu direito. Como eu estou de ficar incomodado.

      1. A ideia do padrão depende do lado em que nos colocamos na história, O padrão que o José entendeu utilizar para ilustrar o caso da menina Patrocinio e do sr . Coiso é absurdo, está metido a martelo. Há muitas coisas que a mim também me fazem diferença, só que por um acaso do destino, parecem não ser as mesmas que fazem diferença ao José, sobretudo em campanha eleitoral. No problem . Estamos em democracia. Mas sabe que nisto do rol das intimidações que se fazem a pessoas com as quais não concordamos, Portugal é um terreno fértil, e muitas vezes elas nem sequer vêm do “inimigo”, mas da própria casa. Obrigada.

        1. Ariel, deve ser problema meu, mas já não sei do que está a falar. Eu denunciei aqui uma situação que me pareceu grave: um “art-director” pago pelo PS (?) anda por outros bloggers a ameaçar pessoas de serem processadas por usarem fotos do google. Há coisas mais importantes que isto? Claro que há. Isto tem relevância, em todo o caso? Eu creio que sim. Mas repito: está no seu direito de achar que não…

          1. Quem não quer entender é o José. Se quiser ter a bondade de reler o meu primeiro comentário, irá perceber. se não quiser paciência.

  5. A intrigalhada política não me interessa nada, tudo isto é uma miséria pegada. Mas o que acho mesmo curioso é que o Rodrigo Moita de Deus, que deu o peito às balas num episódio que pode até render-lhe pena de prisão, se tenha deixado intimidar com as ameaças de Coisas anónimas (é o nome que lá está, não tenho culpa) e tenha retirado à pressa uma fotografia que jamais poderia comprometê-lo.
    Engraçadas, as fragilidades humanas…

    1. Cara Ana, sublinho a ideia da intrigalhada política, que acho lamentável. Mas esclareço apenas que o Rodrigo deste episódio é o “Adão Fonseca”, e não o “Moita de Deus”. Quanto aos motivos que o levaram a retirar a foto, parecem-me compreensivos: quem é que quer arriscar um processo por estes dias? Um abraço!

        1. 🙂 Tv não. Sei quais foram os motivos que o levaram a fazer isto, mas foram-me comunicados em privado, pelo que não seria razoável dizê-los aqui. O que me parece estúpido em tudo isto é haver quem faça uma ameaça destas. Silly season? Isto quase dava para a tua série! 🙂 Bjs!

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