Pérolas de sabedoria para uso quotidiano


Rui Rocha,

Pensar que a vida te vai tratar bem por seres boa pessoa faz tanto sentido como esperar que um leão não te ataque por seres vegetariano.

0 comentários em “Pérolas de sabedoria para uso quotidiano”

  1. Nós, os Leões, não somos esquisitos mas, só comemos quando temos fome… e, quanto aos vegetarianos… são mais tenrinhos e saborosos 😉

  2. Provavelmente tratar-me–á melhor se fizer bem em vez de mal. Não penses que a fazer o mal vais receber o bem. Mais tarde ou mais cedo, quem faz mal, terá a recompensa devida, quem faz o bem, no mínimo, viverá bem consigo mesmo e isso, já é muito bom.

  3. Pondo de parte o futebol, ainda agora vi uma notícia no canal RT e vim procurar na net porque não a vi desde o início e, vem mesmo a propósito, do ser boa ou má pessoa, na sociedade em que vivemos e a nível global parece mesmo que algo está muito errado. Foi feita uma experiência de um pedinte com um cartaz que precisava de dinheiro para droga e álcool, durante uma hora conseguiu mais do que depois… de mudar de cartaz, como pai de família e com uma criança.
    Fica aqui o relato da experiência:
    A prankster has carried out a social experiment in New York to find out who would be granted more charity – a homeless single father or a drug user – and received a truly surprising result.
    In a hidden cam video, prankster Coby Persin dressed up as a homeless guy and pretended to be begging. He first displayed a sign, reading: “Homeless need money for drugs, weed and alcohol,” and managed to raise a decent sum of money across just an hour.
    The homeless addict was mainly assisted by young men, who encouraged him by saying “stay high, man, stay high” or “make sure you get a big bottle.”

    However, things changed when the prankster put up a different sign, reading: “Homeless single father need money for charity” and was joined by a small girl, sitting on the pavement next to him.
    He was left without any donations for almost the whole hour as people walked by, completely ignoring the “troubled pair

    A entropia de uma espécie, curiosamente em 2010 foi publicado na Europa a tradução atualizada do clássico Enthropy de Jeremy Rifkin, que apresenta a tendência universal de todos os sistemas – sejam os económicos, sociais e ambientais – a passagem de uma situação de ordem à crescente desordem. Todos os sinais nos três sistemas estão bem visíveis para quem os quiser ver.
    O novo ideal já não é o “animal”, mas a “coisa”
    Paradoxalmente, apesar do ênfase no pluralismo, nunca tivemos uma cultura global tão homogénea. E, em termos filosóficos, aniquila-se a intuição em favor de um exacerbado raciocínio auto-gerador (Hegel): exaustivos emaranhados conceituais em detrimento da intuição que incide diretamente sobre o real. Especular sem intuição é o equivalente a operar sem energia.
    Na atual crise, já são visíveis todos os agentes e até a aparência enganadora de que a técnica moderna seja ciência natural aplicada” mas, ao deixarmos de pensar e de fazer a síntese do que passa à nossa volta temos, apenas uma ciência abstrata, uma realidade virtual (formada pela tecnologia) e a base real da nossa vida: fica apenas o esgotamento de tudo (ambiental, social, económico), não é pois de admirar que o consumo dos antidepressivos esteja a aumentar.
    E tenho de parar por aqui porque, verdadeiramente, ninguém se interessa em tentar perceber coisa nenhuma, é tudo boa gente e, com uns debates de futebol, umas novelas, uns copos ou um comprimido… ficam à espera que o mal passe 😉

    1. Um pedinte toxicodependente não compete no mesmo nível de estatuto social, logo não é uma ameaça aos indivíduos que predominam nesse mesmo nível, antes pelo contrário: os actos de pseudo-caridade para com os níveis sociais inferiores engrandecem o ego dos níveis superiores e ainda proporcionam uma sensação muito agradável de euforia viciante também capaz de gerar a ideia arrogante de superioridade sobre os demais, coisa que é bastante mais intensa quando a alegada “caridade” projecta positivamente o individuo sobre o grupo através da publicidade dos diversos órgãos de comunicação social. Um teatrinho óptimo para alimentar a vaidade, o ego e também conduzir os indivíduos nos seus projectos de ascensão social.
      Mas um pai de família já, ou ainda compete no mesmo meio, por isso é uma ameaça em potencia. Assim, logo que um individuo potencialmente concorrente se encontre numa posição desfavorável, o instinto competidor da sociedade contemporânea dita que todas as oportunidades que o possam diminuir ou até o excluir, devem ser aproveitadas, uma regra que serve tanto para indivíduos como para grupos de indivíduos. Afinal talvez Lacassagne esteja certo quando concluiu que a sociedade tem os criminosos que merece. Eu, embora pouco dado a estudos sobre as convenções eleitas pela sociedade, estou convencido que vivemos na práctica a teoria do Drawinismo Social. Porquê? Porque a população humana cresce mas o nosso habitat não.

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