No restaurante, pede sempre duas doses: uma de Rancho à Lavrador para enfardares e outra de Sushi para partilhares no Insatagram.
Pérolas de sabedoria para uso quotidiano
Rui Rocha,
No restaurante, pede sempre duas doses: uma de Rancho à Lavrador para enfardares e outra de Sushi para partilhares no Insatagram.
Raros restaurantes têm ambos os pratos na ementa.
Achas que o Rui não sabe disso?
Então e há dinheiro para mandar vir dois pratos, um dos quais só para enfeitar?
Não sejas tão literal, man!
Abre espaço à interpretação.
Obrigado, da Maia!
Continua abençoado por um agudo sentido da literalidade, Luís.
A Autoridade Tributária ainda vai querer meter o nariz numa factura com essas iguarias.
Isso. Dê-lhes ideias.
Eu pertenço aquele naipe de sacrílegos que não é de modas nem vai em sushizadas. Se arranchasse à boa maneira da Beira, teria que ser num sítio em que pudesse trocar o bilhete de volta 🙂 🙂
Pois o sushi não me convence e eu até vivi no Japão uns tempos no fim dos anos 70 e sempre comi de tudo, vendia-se nuns recipientes na rua e comia-se com os pauzinhos, era uma espécie de fast-food mas era o que havia e os restaurantes eram caros.
O mais giro (para mim) é que tenho netos que agora me acompanham nas almoçaradas, vinham do sushi e estão rendidos aos “ranchos”!
A moda do sushi tem muito de “emergente” no sentido social do termo, neste caso pouco simpático.
Julgam que estão a comer comida japonesa e estão a comer as versões adaptadas ao gosto ocidental que ninguém encontra no Japão.
Pouco amante de Sushi ou sashimi, estou absolutamente de acordo consigo. Trends will come and go, but tradicion will always remain.
PS. com a novidade de ser avó, chegou também aquela fase de reflexão que conduz à sensatez , à calma e à possível conquista da minha paz.
Estou a começar a aprender a ser avó, e devem seguir-se os bons exemplos. 🙂
É aproveitar a experiência, Dulce.
Pois é como diz, a base estará lá sempre.
Mas nós também podemos e devemos fazer muito por isso.
Já com os filhos todos (agora entre os 40 e os 45) comia-se de tudo em toda a parte a começar por casa.
Com os netos (agora entre os 12 e os 15) é o mesmo, sempre foi, as refeições são completas e sempre sentados à mesa e sem pressa nenhuma, só conversa pois um aparelho de TV ligado por perto só transforma o círculo familiar num semi-círculo impessoal.
Ainda hoje foi por aqui uma risota pegada, ver os netos adolescentes (idade do armário) a divertirem-se com as nossas “maluquices” é o melhor sinal de que vamos aguentando bem os anos.
Temos uma das melhores cozinhas do mundo e a malta, em casa ou fora, anda a comer porcarias o tempo todo, as quais lhes saem muito mais caras do que qualquer prato tradicional e simples de confeccionar.
Muito obrigado pelo que diz mas estou certo que não precisa de aprender com ninguém, essas coisas vêm agarradas a nós e querer o melhor para os nossos passa decerto por ajudá-los a escolher uma pratalhada de algo bom e bem português.
Como é Mãe não lhe estou decerto a dar novidade nenhuma…
Uma boa noite para si
É bem capaz de ser isso, sim, RMG.
Como sempre… genial, Rui.