«Então?»
«Foi muito giro.»
«Aprendeste alguma coisa?»
«Aprende-se sempre qualquer coisa.»
«Pensas que a partir de agora vais agir de forma diferente?»
«Talvez, não sei. Mas é sempre bom.»
«E achas que vai ser útil para a empresa?»
«Claro. É sempre útil.»
…
«E este tempo?»
«Pois é. Se não chove depressa, vai ser terrível.»

Pelo diálogo, fica claro que o interrogador é que precisava de formação.
Fazer perguntas é uma arte. Como sabe qualquer um que se debata com um motor de busca…
O interrogador é apenas cínico, sampy e, por si só, a formação não elimina o cinismo. Nem, por artes mágicas, resolve outras questões. Sei de um director de recursos humanos, numa grande empresa da zona do Porto, que quando lhe falam em problemas de motivação responde: «Então temos que marcar umas acções de formação.»
Sintomático.
Pois.
e idiossincrático, também.
A formação, (técnica ou comportamental) não pode servir de escape para todos os problemas de uma Organização, é verdade. Quanto à formação comportamental, em particular, esta tem muito que se lhe diga, até porque se tornou numa daquelas modas da Gestão de Recursos Humanos! Apesar disso, contínuo a defendê-la. Mau seria. Se falamos de comportamentos e se não acreditamos na mudança, isso seria o mesmo que dizer que a Psicologia não serve para nada, o que é completamente falso, se atentarmos para a mudança comportamental observada nos indivíduos, por exemplo.
Cristina Silva