
«Não me importa uma porra que as mulheres tenham os seios como magnólias ou como figos secos; uma pele de pêssego ou de lixa. Também é indiferente se amanhecem com um hálito afrodisíaco ou um hálito insecticida. Sou perfeitamente capaz de suportar um nariz que arrecadaria o primeiro prémio numa exposição de cenouras; mas, isso sim – e nisso sou irredutível –, não lhes perdoo, sob nenhum pretexto, que não saibam voar. Se não sabem voar perdem tempo as que pretendam seduzir-me.
Foi esta – e não outra – a razão por que me apaixonei tão loucamente por Maria Luísa.
Que me importavam os seus lábios às prestações e os seus ciúmes sulfurosos? Que me importavam as extremidades de palmípede e os olhares de prognóstico reservado?
Maria Luísa era uma autêntica pluma!
(…)
Depois de conhecer uma mulher etérea, pode achar-se algum atractivo numa mulher terrestre? Existirá alguma diferença entre viver com uma vaca ou com uma mulher que tenha as nádegas a setenta e oito centímetros do chão?
Eu, pelo menos, sou incapaz de compreender o interesse de uma mulher pedestre, e por mais que tente, não consigo sequer imaginar que se possa fazer amor senão a voar.»
(Oliverio Girondo, “Espantalhos” – Edição Língua Morta)
Pergunto: quantos dos cavalheiros que me lêm – ou lêm este texto de Oliverio Girondo, melhor dizendo – são capazes de tão excepcional “visão distanciada” da anatomia de uma mulher, para apreciar-lhe somente a essência e dela se encantarem? É que as mulheres – todas nós o sabemos – amam independentemente da forma física. São capazes de passar alegremente e com olímpica indiferença por cima de barrigas proeminentes, calvícies, mãos maltratadas e outros atributos desclassificativos, para se dedicarem, com todo o carinho e entusiasmo, ao que está por debaixo da pele dos seus homens. E, quantas vezes, ao que nem sequer lá está. E o inverso, será verdadeiro? Quem se atreve a responder-me?
(Imagem: Marc Chagall)

Eu respondo-te, Ana. Não, o inverso não é verdadeiro.
Pois, bem me parecia. Mas há excepções em ambas as barricadas, Pedro. Valha-nos isso. 🙂
Isso é verdade. Basta reparar no caso daquele moçoilo de 60 anos que casou há dias “por amor” com a Duquesa de Alba, 25 anos mais velha.
LOL. E o moçoilo não é nada de se deitar fora, ainda por cima. Mas a duquesa é divertida, pelo menos não é uma velha chata…
Caraças, pás, não sei se é mais intimidante a ausência de hesitação do Pedro, se a cláusula de excepcionalidade da Ana…
Intimidante para mim seria a Duquesa de Alba, Cláudia.
Dirão talvez que as mulheres (e)laboram demasiado sobre estas coisas, mas a mim parece-me que há qualquer coisa no nosso momento histórico, na nossa atenção excessiva à beleza física que por vezes atinge uma proporção mórbida, no sentido clássico (doentia) e neo-clássico (artística, sofisticada, construída, relacional) do termo. E isso é sempre, sempre intimidante alguém ‘real’ ou ‘normal’. Ou não? Talvez esteja a exagerar.
Não estás, não. É útil elaborar sobre estas coisas, e neste particular as mulheres têm toda a autoridade para fazê-lo. Os esterótipos intimidam e limitam qualquer um, e infelizmente vivemos rodeados deles. Um amigo meu, que é corrosivo até mais não, diz que só se admite que um homem goste de mulheres feias por “fétiche”… e para ele está tudo dito.
Por outro lado, outro amigo – eu tenho-os de todos os tipos, felizmente! – repete-me, sobre o tema, esta frase fabulosa de Proust: “Deixai as mulheres belas para os homens sem imaginação”. Aplaudo! 😉
O problema é que são as próprias mulheres, demasiadas vezes, a sobrevalorizar os estereótipos que dizem recusar – nomeadamente o da perfeição corporal, sempre inalcançável. Por erro de avaliação da mente masculina e também por excesso de competição (com outras mulheres e com o ‘glamour’ pré-fabricado de revistas, filmes e séries televisivas).
Nada há tão atraente, muitas vezes, como as chamadas ‘imperfeições’.
Touchée. Essa é uma grande verdade. Até porque os homens tendem a ver só o conjunto, são muito menos atentos ao detalhe. E as mulheres competem entre si exibindo os seus trunfos e valorizando-os até ao limite, quase sempre muito mais para as outras mulheres do que para os homens.
A imperfeição para os homens é o picante pessoal e intransmissível, é isso? E nós, parvas, que só queremos ser perfeitas… 🙂
atenção, meninas: abriu-se uma janela de oportunidade… Toca a valorizar as pequenas imperfeições.
Já estou a pôr as minhas em cima da mesa, para aproveitar a mudança de paradigma… lol
questão difícil… e eu fico-me pelo que disse alguém, para lá do Minho:
“…No son nube ni flor los que enamoran;
eres tú, corazón, triste o dichoso,
ya del dolor y del placer el árbitro,
quien seca el mar y hace habitar el polo. …”
Fernando, aí tem uma forma poética e bonita de se dizer que a beleza de uma pessoa está nos olhos de quem a vê. Ou o velhinho ditado, que é uma grande verdade: “quem feio ama, bonito lhe parece”. 🙂
os mentirosos.
os contadores de histórias gostam sempre de tornar possível o impossível, Ana. 🙂
e ainda bem. lembra-nos das tais excepções que podem existir algures…
Valham-nos os utópicos, Luís, para que a vida não se torne numa insuportável e real chatice!
E não haverá muitas excepções, mas… que las hay, las hay. 🙂
Hum, fiquei um bocadinho corado – eu sou do anverso. Mas, vá lá, tenho inveja do escritor e do homem. Talvez não seja um caso perdido.
Neste caso, a inveja fica-lhe bem. 🙂
O Outono é má época para romances. Acredite, a coisa está estudada: tem que ver com os ritmos biológicos e sazonais e isso… passa.
Nem tudo é para ser personalizado, Zedeportugal. Não se trata de mim ou de si, estamos a discutir um tema geral e nem sequer é propriamente o romance. Mas enfim, vamos por partes: em primeiro lugar, não sei de más épocas do ano para romances. E o Outono até é uma época magnífica, morna e dourada. Em segundo lugar, acha desejável que “isso passe”? Eu não.
Não percebo onde foi buscar a ideia de que o meu comentário “personaliza” o que quer que seja. Peço-lhe que volte a ler.

Julgo que o equívoco pode estar na interpretação da palavra “acredite”, que uso apenas no sentido da ênfase. Ou, talvez, na expressão sincopada pelas reticências “isso… passa”, a qual, garanto-lhe, se refere aos ritmos e não aos romances. Mas, o mais certo é ter-se deixado influenciar pela provocação do sapinho que pisca o olho: quanto a isso, devo avisá-la que sou péssimo a escolher os “bonequinhos emocionais”.
A outra hipótese – que nem me atrevo a considerar – seria que a sua interpretação estaria a ser condicionada pela sua própria motivação.
Desejo-lhe uma noite muito descansada. A sério.
Parece que estamos condenados a tresler-nos, Zedeportugal… mas não se preocupe, não é nada de grave e talvez a culpa seja dos sapinhos. O melhor é calá-los!

Uma noite descansada para si também. 🙂
Adorei o texto, e sim Ana há excepções. Já vi homens que ligam a isso tudo e são falsos, mas já tive homens que sei que gostaram de mim pelo que sou, sem ligarem às minhas peles a mais, ou barriga de quem teve uma filha.
Mas que já são raros, lá isso são!
🙂
E também há os que ligam muito à beleza exterior e não são falsos, porque o admitem sem rodeios (esta caixa de comentários está cheia deles, por exemplo). E há os que não ligam ao aspecto mas são falsíssimos noutras matérias. Há de tudo, Andreia… 🙂
Ana, Ana, ele é um falso. Ser feia é fácil e confortável. Ser bonita deve dar mais trabalho. Mas saber voar, então, é de um grau de exigência de que nem vale a pena falar. É para quem só se contenta com o céu. 😉
Essa é uma excelente questão, Ivone: o que é que dá mais trabalho, ser bonita ou feia? Como tudo isso é muito subjectivo (apesar dos estereótipos), concluo que dá mais trabalho – muito mais! – ser mulher do que ser homem.
Quanto a voos, no meu caso aplicados a eles, acho a exigência mínima. Homem que não saiba voar, não perca tempo comigo… o mais engraçado é que tocaste no ponto: saber voar é muito mais difícil do que ser-se bonito! 😉
Deve ser pelo que ficou escrito pela Ana que sempre ouvi que “é dos carecas que elas gosdtam mais”…
Não acredite nisso, João. Nós somos é de generosidade tão grande que vos fazemos acreditar nessas tretas por pura caridade cristã… loool.
Ana:
Prefiro as mulheres bonitas que voam. Pode-se ter tudo numa só. Elas existem. De qualquer modo, agradeço a benevolência das mulheres para tantos defeitos dos homens. Não fora assim e eu não teria tido as mulheres bonitas que voam 🙂
Isso é uma batota, Joaquim… há alguém que não prefira o pleno? Difícil é ter de escolher, porque elas existem, sim, mas não chegam para todos! 🙂
Mas fica-te bem o último parágrafo, ó D. Juan tripeiro! lol
A mim parece-me que cada resposta é um excepção – porque acho que há de tudo, como na farmácia. Posso, por exemplo, dizer que amo sem reservas; mas então terei de concordar que a sentinela dos sentidos (masculinos?, só?), o olhar, me levou pela norma animal da certa beleza que procurava… Que, obviamente, não se ficava pela ‘casca’.
Como diria o Pessoa, esse fingidor…
Aí é que está, António: a escolha já não foi inteiramente desinteressada… mas, vendo bem, alguma o é verdadeiramente? Enfim, no Pessoa é que eu não confio para estes assuntos… era um génio, mas não percebia nada de amor. Muito provavelmente porque esse estado de espírito o deixava atordoado e lhe parecia um empecilho. E ele tinha muito mais em que pensar! 🙂
Também acho o Pessoa um péssimo conselheiro na matéria, só o citei porque acho Girondo muito poético (e também fingidor). O Chico Buarque fala de amar «uma mulher sem orifício» – o que para mim não seria uma mulher realmente…
Prefiro dizer que a beleza é de quem a vê, ou sente, ou ama. E que o voo nem sempre é um exclusivo das feias…
Anónimo António (este cruzamento dá “Antónimo”…), fingidores somos todos nós…
O Vinicius também dizia “Que me perdoem as feias, mas beleza é fundamental”. E tinha alguma razão, há sempre quem perca na comparação. Mas quem disse que a vida é justa? O que nos vale é que a noção de beleza tem muito de subjectivo… 🙂
Tem razão, Ana, todos fingimos, muitas vezes sem o querer. Acho mesmo que a única coisa que nos aproxima um pouco da realidade é a arte. E no verdadeiro amor farta-se de haver arte (sendo que o contrário também é verdade, para tornar as coisas ainda mais subjectivas…)
Resposta claríííííííssima, não é, Ana? ;)) Sabe-o toda a mulher desde que nasce ‘et se soigne’… eheh 🙂 Ele há desigualdades insuperáveis! Mas isto, a ser socialmente relevante, foi só desde o momento histórico em que o casamento deixou de ser um mero contrato e inventaram o amor romântico, claro.
Excepções? Então não há? Conheço algumas (ou julgo que conheço, assim a avaliar por fora). Chapeau, a esses.
Quanto à Duquesa de Alba, só nos confirma uma outra regra: a de que há homens (poucos) que casam não pela beleza mas pela conta bancária; à semelhança de algumas mulheres que também exercem essa descaradíssima prática, mas não dão nas vistas: porque as barrigas, as carecas, e todas as restantes… disfuncionalidades, digamos assim… não costumam ser, afinal, critérios substantivos da escolha feminina.
Esse é outro dos meus temas de eleição, Laurinha: o raio do romantismo deu cabo do casamento, que era uma instituição tão útil! 😉 Tudo culpa do séc. XIX.
Mas tens toda a razão: as mulheres podem mover-se pelas mesmíssimas razões que se safam sempre melhor. Afinal de contas, é suposto isso não lhes interessar muito…
E o teu Chagall está perfeito. Tb é um dos meus pintores favoritos, a seguir ao Modigliani. O “Aniversário” ´é um dos meus top ten.
Não fazia ideia que existia um Oliverio Girondo que gostava de mulheres voadoras
mas tenho a certeza que ele conhecia o amor
Eu também acho que conhecia, Rita. Embora haja uma finíssima ironia neste texto, atraiçoada pelo exagero que ele põe nos defeitos físicos femininos…
E ninguém comenta o meu belo Chagall?
A mulher parece que vai cair, não a voar 🙂
Eu acho que ela está a levitar, e até voaria se ele não a prendesse ao chão… 😉
a mim parece-me que ela está pendurada numa árvore, mas queria muito voar, talvez para a liberdade, sem a mão masculina e sem a árvore…
Ora bem, é isso mesmo. Acho que a outra mão já agarrou uma nuvem, mas ele é mais forte…
Belíssima escolha, Ana.
E muito romântica, por sinal.
http://www.youtube.com/watch?v=qioqruaTw h4
Chagall’s love for his first wife Bella, using his own words from his autobiography My Life. Chagall’s artwork depicts both Bella in life and Bella in death. These later images reveal the love he had for her that never died with her.
Um amor voador, portanto. 🙂
Evidentemente que não somos capazes dessa visão “distanciada”, cara Ana Vidal (e ai dos que me desdizem).
Aí está a inultrapassável barreira para o “feminismo radical” (na qual não a incluo).
É impossível que batatas nasçam duma pereira, a não ser que… por mutações artificiais, se lá chegue.
Com um abraço.
(nota: não sei se não estou a abrir uma caixa de Pandora)
Faça favor, Joaquim: as caixas de Pandora fizeram-se para serem abertas!
O feminismo radical procurou o contraste com o que queria abolir, meu caro. Não me incluo no grupo, tem razão, mas só porque já não é preciso. Alguém fez o trabalho sujo por mim, para que eu possa estar aqui a debater este assunto consigo e ao mesmo tempo não deixe de usar “aquele vestido que me fica bem” para sair…
Ana querida, não concordo contigo.
Eu não me deixo levar apenas pelo recheio. Gosto da embalagem, gosto de gostar do que vejo e dificilmente me encanto por um homem feio e desproporcionado. Essa é mais uma visão romântica do altruísmo e despojamento feminino. Hoje, e sempre, gostámos do poder, escolhemos os machos mais vigorosos e desenvolvemos estratégias de conquista, cheias de pressupostos desleias e, digo até, maquiavélicos.
Ana, em primeiro lugar gosto de ver-te por cá! Mas estás enganada: como te disse lá na outra tertúlia, não é de romantismo nem de altruísmo que se trata, mas de pura natureza. Tens razão quando dizes que a embalagem alicia, mas quem não gosta disso? O que digo é que para as mulheres (em geral) ela não é determinante, enquanto para os homens, é. Mas isso não faz de nós santas ou românticas. O macho mais vigoroso nem sempre é o mais bonito, mas é o que defende melhor o território. E o poder, como sabes, pode ser para nós altamente afrodisíaco. E lá se vão as exigências estéticas para as urtigas…
Este poema é o eixo central do filme “El lado oscuro del corazón” de 1993, do argentino Eliseo Subiela, sobre o genial poeta argentino Oliverio Girondo. Um filme sublime, poético, emocionante, fascinante…
“No sé, me importa un pito que las mujeres tengan los senos como magnolias o como pasas de higo; un cutis de durazno o de papel de lija. Le doy una importancia igual a cero, al hecho de que amanezcan con un aliento afrodisíaco o con un aliento insecticida. Soy perfectamente capaz de soportarles una nariz que sacaría el primer premio en una exposición de zanahorias; ¡pero eso sí! y en esto soy irreductible no les perdono, bajo ningún pretexto, que no sepan volar. ¡Si no saben volar pierden el tiempo las que pretendan seducirme! “
El lado oscuro del Corazón. Dirección: Eliseo Subiela. 1992
http://www.youtube.com/watch?v=-lWyKm6dq Ck&feature=related
Si no sabes volar…pierdes el tiempo conmigo.
Ver o vídeo: La que vuela [El lado oscuro del corazón]
“Puedo quererte sin tenerte…hemos volado juntos… que mas hace falta?”
Não coloco o link porque contém cenas para maiores de 18. 🙂
Mais um filme a não perder, Ana, que pode ser visto no Tubo 🙂
Ana, acho que vou contratá-la para minha pesquisadora particular… faz os trabalhos de casa como ninguém!
Ana, DY
Much obliged for your kind comment. 🙂
That’s my job. I’ll always be at your service, just ring the bell.
E espere só até ler a minha “resposta” ao desafio do Chagall. Está lá tudo.
Ai ai, como eu gosto de todos vós… escritores, bloggers e leitores.
Antes de continuar a minha leitura “Estudios sobre el amor” de Ortega y Gasset, oitava edição de 1952, os meus Parabéns ao DO.
Acabo de ler o post lá em cima, Ana V. e Pedro Correia, mas já estou um pouco cansadita de andar a subir e a descer constantemente. 😉
Boa noite… daqui a nada começa um filme que recomendo vivamente:
http://www.youtube.com/watch?v=EPBSYXeZn
That´s your job? Ana, would you please explain this amazing statement?
E posso perguntar-lhe porque não tem um blogue seu, se gosta tanto deste universo? Ou tem e não se acusa? Ai, o mistério adensa-se e eu estou quase a dar palpites sobre a sua identidade… 😉
http://www.youtube.com/watch?v=tZzmxAnye Gs&feature=channel_video_title
Obrigada pela achega, Rui. O filme promete.
(espero que aquela pobre mulher soubesse mergulhar, já que não sabia voar…)
Eu atrevo-me é a desmacarar-te: “É que as mulheres – todas nós o sabemos – amam independentemente da forma física”- tu não, e nem eu 🙂
Não desmascaras nada, ora. Isso é uma questão de perspectiva, e acredita que vai mudando com o tempo… lá chegarás. É incrivelmente libertador mudar de parâmetros! 🙂
Se fosse uma das tuas provas cegas diria que o excerto tinha sido escrito por uma mulher. E será que perdoamos mesmo tudo isso aos homens, Ana?
Ah, não, Leonor… nós não lhes perdoamos nem uma migalha! Pelo contrário, passamos uma vida inteira a fazer-lhes ver a incrível sorte que tiveram em ter alguém “como nós” a salvá-los da triste sina de serem eternamente ignorados… lol
LoL
Essa teve piada.
Também estou a ver que não são tantos os cavalheiros que lêem e respondem, mas sim nós mulheres que adoramos “picá-los”! É ou não é, Ana?
Claro que é, Ana. Somos sempre nós a picá-los. 🙂
As mulheres «amam independentemente da forma física»?
Bom, faço parte da excepção feminina 🙂
Eu acho, e só podia achar, o homem que amo bonito, Ana!
Claro que admito que o meu sentido estético não seja partilhado por mais ninguém (nem todas podem ter o meu bom gosto – risos) mas a questão não é se a barriga é ou não proeminente, se tem muito ou pouco cabelo e mãos e/ou pés maltratados. Nem se é importante (é, muito, aliás) o que está por debaixo da pele dele.
A questão é que olho para ele e gosto muito do que vejo.
E preciso de gostar, para o desejar como amante (se não gostasse do que vejo por fora, não valia a pena gostar do que está por debaixo da pele, a não ser que o quisesse apenas como amigo); preciso de gostar para… voar… 😉
(pronto, vou ser trucidada…)
Achar bonito o homem que amas é naturalíssimo, querida Fugi. Se o amas… A questão é se o escolheste por essa razão, ou se ela pesou tanto ou mais que outros atributos importantes. Conhecendo-te, não me parece.
Trucidada? Que ideia, gosto muito de ver-te por cá de novo. E diz ao teu Apolo que eu também já tenho saudades de vê-lo por aqui. lol
Falando seriamente, tenho uma vaga ideia de que, quando o conheci, me pareceu uma pessoa divertida.
Mas não sei explicar porque razão me senti atordoada (custa-me admitir dizer apaixonada) no fim de um passeio à beira-mar, na segunda vez em que as nossas vidas se cruzaram.
Já sabia quem que ele é?; já lhe conhecia as características de personalidade que amo (além de o achar bonito – segundo os meus padrões, claro)?
Nunca dei credibilidade aos amores à primeira vista e aqui estou eu, sem saber explicar o que me aconteceu. E esta, hein?
P. S: tenho saudades da tua Porta.
Bjs.
That’s Amore, como diria o Dean Martin. 🙂