Portugal já teve uma importante indústria de calçado. Hoje em dia, presumo que as fábricas sobreviventes e as recentes sejam pouco mais do que residuais, em termos numéricos. É pena. Andamos sempre ao contrário.
O ex-presidente dos Estados Unidos levou com dois sapatos há pouco tempo. O primeiro-ministro chinês levou com um sapato hoje. Ao todo, são já três sapatos voadores. Algum desses sapatos era português? Nenhum. Em três sapatos, nem sequer um só era português. Lamentável. Dizem as previsões que este novo nicho de mercado está em franco crescimento. Espera-se que Vítor Constâncio faça em breve uma revisão em alta do consumo esperado e que o José Rodrigues dos Santos anuncie um novo máximo histórico. Mas estamos condenados ao costumeiro crescimento negativo.
Perdemos sempre o mercado internacional. E já será uma sorte se tivermos sapatos suficientes para uso interno…

Vão-se os sapatos, que fiquem os pés. Para caminhar não se sabe bem para onde, mas parados é que não.
“Perdemos sempre o mercado internacional. E já será uma sorte se tivermos sapatos suficientes para uso interno…”
Temos:
existem os sapatos chineses, para quem nada tem!
os de fabrico nacional para os que ainda sustentam este país!
E os sapatos italianos, para os ricos que fogem com a riqueza nacional para paraísos fiscais!
É verdade, João, há um novo nicho de mercado a despontar: podemos pôr S. João da Madeira a produzir “sapatos para atirar a líderes políticos”, um armamento autorizado e muito mediático. É uma boa hipótese de salvação para as fábricas de calçado nacionais, que não tarda nada estão a fazer só “sapatos de defunto”…
E também é um bom tema de ficção histórica para José Rodrigues dos Santos, que vai a todas. Já estou a ver a capa espampanante do próximo best seller: “O sapato codex”. 🙂
Hehehe…
Vocês, claramente, não conhecem o sector do calçado nacional. É pena. Não sabem o que perdem. E não, não é um sector residual. Usem o Google e pesquisem. Terão uma supresa.