Uma Casa Civil cujos membros falam sob anonimato e dão entrevistas aos jornais enquanto o Presidente da República está de férias não desempenha as funções que lhe estão destinadas num Estado de direito democrático. Impunha-se, por isso mesmo, que quem tem falado por tudo e por nada, incluindo sobre as coisas mais triviais, se pronunciasse agora para confirmar ou infirmar as notícias do Público. De outro modo, os rumores passarão a recados e só o recibo da tença distinguirá os seus membros dos militantes de um partido ou dos seguidores de uma qualquer seita, o que, em qualquer caso, não abonará a favor da respeitabilidade das instituições e do equilíbrio de poderes entre elas.
Percepções
Sérgio de Almeida Correia,

Subscrevo.
Em perfeita sintonia, como ressalta do post que escrevi sobre o assunto
Pois é. Bizarrias da nossa democracia, que seriam anedóticas se não fossem preocupantes.
Caro Sérgio, isso parece-me razoável, mas bastante ingénuo. Estar de férias já não quer dizer nada, não desactiva ninguém, muito menos o boliqueimeano.
E essa conversa do Estado de Direito Democrático também desencadeia um largo sorriso nos que assistem mais ou menos impávidos ao Estado de Torto Oligopolista e Cleptocrático grassando como um fogo, levando tudo à frente, numa sofreguidão inimaginável.
Caro leitor,
Pois não, mas como já sei que se perguntarem alguma coisa a personagem em causa vai dizer que estava de férias a carregar e a descarregar o jipe, é só para depois ela não vir com aquele ar ingénuo de quem não quer ser comprometido dizer que não sabe, que não viu nem ouviu.
Quanto ao mais, também assisto a esse deprimente espectáculo . Por não me conformar é que ando por aqui.
Andaremos os dois “por aqui-bloga” em amizade, se o quiseres.