O ano jornalístico, por cá, começou com um Congresso de Jornalistas. O primeiro do século XXI, o primeiro em 19 anos.
Nada de relevante se avançou nesse congresso. Nem sequer uma tímida proposta de auto-regulação da classe, constituída em Ordem de Jornalistas (com um quarto de século de atraso), como devia ser regra em todas as profissões alicerçadas num código deontológico.
O resultado está à vista. Nova vaga de proletarização dos quadros, novas ondas de despedimentos, novos encerramentos de títulos – alguns muito prestigiados. Há dias, segundo me informaram, o director de um dos principais jornais recebeu instruções da administração para organizar uma lista de despedimentos.
Mais uma, a somar a tantas outras. Enquanto os jornalistas que restam no activo, salvo honrosas excepções, vão escrevendo em circuito cada vez mais fechado, mergulhados nas bolhas do twitter e do facebook, formatando aí o seu imaginário social e extraindo dessas fontes as principais “notícias”. Verdadeiras ou falsas, tanto faz.
Com essa tendência, impulsionada por chefias inaptas, cavam ainda mais fundo a sepultura de uma profissão que é essencial à democracia. Porque não há escolhas esclarecidas sem um jornalismo vigilante, prestigiado e competente. Precisamente aquele que mais falta nestes dias tão precários.

Resultados da formatação política das “escolas” de jornalistas.
Ainda me lembro do programa de Extrema Esquerda da Ordem dos Jornalistas na RTP-2…ou seria Sindicato?
E isto diz tudo sobre a profissão, não existe para informar, existe para proselitismo político, fake news.
Tal como a falta de Jornalismo em Portugal levou à bancarrota Sócrates, intervenção do FMI, Troika.
Aliás o orgão de Comunicação Social “de referência” nas vésperas da entrada do FMI escreveu na primeira página em letras garrafais: “O FMI já não vem”.
Poderia ter escrito: O jornalismo não existiu.
Jornalismo é só o maior problema do Ocidente. Vai levar à sua ruína.
(ó Pedro…, bote lá o acento…)
Já está, Cristina.
Sublinho: “Porque não há escolhas esclarecidas sem um jornalismo vigilante, prestigiado e competente.”
É que não há mesmo.