Jean-Luc Mélenchon, o representante da esquerda radical na recente campanha presidencial francesa, patinou em toda a linha. Num momento em que se exigem mais que nunca posições claras dos políticos, sem ambiguidade de qualquer espécie, o ex-socialista preferiu chutar para canto, evitando recomendar o voto na segunda volta desta corrida ao Palácio do Eliseu. Equiparando assim de algum modo Emmanuel Macron a Marine Le Pen. Uma ambivalência que lhe valeu muitas críticas e contrastou com o ocorrido em 2002, quando assumiu a preferência pelo conservador Jacques Chirac na segunda volta das presidenciais, contra Jean-Marie Le Pen, pai de Marine.
Desta vez o ódio a Macron – um centrista moderado, bastante mais próximo da esquerda do que alguma vez Chirac foi – falou mais alto, levando o vacilante Mélenchon a imitar a atitude de Pilatos.
Lavou as mãos.
E os Pilatos, como é sabido, nunca ficam bem na história.
Penso rápido (83)
Pedro Correia,

chamar moderado, a Jacobinos de Meca, é muita benevolência da sua parte…
Cuidado com as costeletas à salsicheiro, o bitoque de porco e as espetadas de javali: a patrulha de Meca anda aí à espreita. Aconselho-o a mudar de menu.
você sabia que os Judeus andam também vendedores em Nova York ?? e sabe a quem!!??? ao Império de Meca…o Allah já reina em Nova York !!
Allah? Aqui não há.
não há!!?? mas o laicismo ja se converteu ao islamismo…Alah laicismo…a nova religião em Portugal…o laicismo fez um allah upgrade
O “laicismo” converteu-se ao islamismo?
Então deixou de ser laicismo.
A menos que estejamos perante a quadratura do círculo. E nesse caso eu passaria a chamar-lhe Pacheco Pereira.
Para Melocotón, Macron representa o politico e as politicas que conduziram a um reavivamento dos partidos nacionalistas, xenófobos, protecionistas, e ao declínio dos valores fundadores da Comunidade Europeia.
Nesse sentido Melocotón comete, apenas, o pecado de ser intelectualmente honesto.
E por vezes é necessário que os sistemas caiam para que a opinião publica acorde/se interesse um pouco mais pela história (nada como experiencia-la), de molde a se consciencializar ao que conduzem essas politicas/partidos de fechamento agressivo, passe o pleonasmo.
Fala do “Melocotón” de 2002 ou do de 2017?
Pedro, o tempo presente é o único que conta…sob o tempo que já lá vai a gente sonha que valha a pena o que agora temos.
Pela paciência que tem e para momentos mais….:
Rachmaninov: The Isle of the Dead, Symphonic poem Op. 29
https://www.youtube.com/watch?v=dbbtmskC RUY
Abraço
Obrigado por mais essa dica. Sou grande apreciador de Rachmaninov.
Sim, têm sido esses apelos para votar contra a Le Pen que têm conseguido baixar a votação na extrema direita. Muito bem, muito inteligente este senhor, palmas.
E o culpado da subida da FN nos últimos anos também tem sido o Mélenchon. Muito bem. Temos analista.
A FN é de extrema DIREITA, mas como diz o nome, quem vota nela em maioria é a ESQUERDA. Magnífica análise.
Isso, continua a fazer ataques ao Mélenchon que quando deres por ela tens a fascista no presidência.
Cada vez mais me convenço de que as maiores propagandistas de Marine Le Pen são as pessoas que dizem situar-se no campo oposto.
Eis um exemplo disso. O de alguém que, indiferente ao facto de a candidata da FN ter levado uma monumental sova eleitoral no escrutínio presidencial em França, ficando 32 pontos percentuais atrás do vencedor, Macron, imagina apesar disso que ela ascenderá à presidência.
Só se for por levitação…
Isto quando a própria sobrinha de Marine, a deputada da FN Marion Le Pen, acaba de declarar alto e bom som que o resultado eleitoral da tia foi “decepcionante”.
Não precisa ver o vídeo todo, basta aos 3:24 do vídeo, ver o “grande” líder Macron, protegido dos rothschild, sentadinho no chão, aos pés de Merkel, com um ar de “muita preocupação” com o futuro dos europeus.
Uma imagem que vale mais do que mil palavras.
https://www.youtube.com/watch?v=D6H0cjIN 4gw&t=205s
O povo francês elegeu Macron.
Por mais que vocês o detestem, e o injuriem desde o primeiro minuto, esse é um dado incontornável.
Enquanto o vosso candidato, o da “verdadeira esquerda”, não conseguiu melhor do que a quarta posição. Ficando até atrás do inapresentável Fillon.
A esquerda, na definição “estanque” do séc XX, como sistema de governo, alguma vez foi democrática ?
Mas de que “esquerda” é que você está a falar?
Falo da portuguesa:BE,PCP e algum PS.
Sobre Portugal não faltarão ocasiões para comentarmos. Por agora continuemos em França, salvo seja.
Macron está prestes a tomar posse. Vêm aí eleições legislativas. Não nos é indiferente o que se passa na segunda economia europeia, da qual estamos tão dependentes.