A motivação é crucial, no desporto como na vida. Repare-se na selecção espanhola, com despedida pré-anunciada do Campeonato do Mundo. Porquê? Défice de motivação: estes jogadores fatigados e enfastiados já conquistaram tudo. São campeões mundiais em título e bicampeões da Europa. Extinguiu-se neles a sede de vencer. Deviam ter dado lugar a outros antes deste Mundial para o ciclo se renovar com a cadência que o Eclesiastes recomenda na sua milenar sabedoria: “Há tempo para nascer e tempo para morrer, tempo para plantar e tempo para arrancar o que foi plantado.” Ganhar sempre também cansa.
Penso rápido (6)
Pedro Correia,

Felizmente que os nossos magriços/tugas/navegadores/etc ainda não foram campeões mundiais nem europeus e motivação é coisa que não lhes falta.
Segunda de madrugada há prognósticos no fim do jogo.
Não basta a motivação: o talento também faz falta.
Pois.
“Há tempo para nascer e tempo para morrer, tempo para plantar e tempo para arrancar o que foi plantado.”
Lembra-me: Wk
http://www.youtube.com/watch?v=-GkL_GiVj
Muito boa. Já foi canção do século aqui no Delito.
Também não será estranho o facto de aquela que foi a base da equipa espanhola estar também em crise, o Barcelona, e os restantes terem na sua maioria estado em competição ao mais alto nível até aos últimos estágios das competições europeias.
Já os nossos, tirando os do Real Madrid e os do Benfica, que ainda são uns… dois, não têm a mesma desculpa.
À falta de outros argumentos, tenho ouvido falar no calor e na humidade. Não pode haver desculpa mais esfarrapada. Como se as outras equipas não estivessem igualmente sujeitas às condições climatéricas. Incluindo aquelas que são oriundas de climas bem mais frios que o nosso, como é precisamente o caso da Alemanha.
eclesiastes 3, é uma daquelas mézinhas que dá para tudo…até para inspirar os mão morta (graças a deus, felizmente. aleluia, etc…).
custa acreditar que alguém com a sua experiência e conhecimento, recorra a esta treta.
…
tempo para matar e tempo para curar,
tempo para destruir e tempo para edificar,
tempo para chorar e tempo para rir,
tempo para se lamentar e tempo para dançar,
tempo para atirar pedras e tempo para as ajuntar,
tempo para abraçar e tempo para evitar o abraço,
tempo para procurar e tempo para perder,
tempo para guardar e tempo para atirar fora,
tempo para rasgar e tempo para coser,
tempo para calar e tempo para falar,
tempo para amar e tempo para odiar,
tempo para guerra e tempo para paz.
Custa acreditar que alguém como Erich Maria Remarque tenha intitulado um dos seus melhores romances precisamente com um versículo do Eclesiastes: ‘A Time to Love and a Time to Die’.
Custar acreditar que alguém como Ernest Hemingwat tenha inscrito trechos do Ecclesiastes na epígrafe do seu romance ‘The Sun Algo Rises’: «One generation passeth away, and another generation cometh; but the earth abideth forever… The sun also ariseth, and the sun goeth down, and hasteth to the place where he arose…»
é a tal mézinha que para tudo serve, e cada um usa-a como entende e para aquilo que acha que lhe serve.
http://www.imdb.com/title/tt0117913/
http://www.youtube.com/watch?v=W4ga_M5Zd n4&feature=kp
não faz bem nem faz mal, antes pelo contrário….e agora tenho que ir ali que são horas de matar.
Vá lá cometer esse homicídio, não se atrase… Depois aplique um penso rápido: cicatriza num instante.