Penso rápido (59)


Pedro Correia,

Aos 18 anos comecei a anotar todos os livros que ia lendo. É uma lista que sempre me acompanhou de então para cá. Já são mil e muitas anotações. Com nome do livro, autor, data e local em que terminei a leitura. E as estrelinhas da praxe.

Ajuda sempre na releitura. Como tenho verificado nestes últimos meses dedicados a revisitar alguns dos livros que mais me marcaram.
Ajuda também a lembrar quais foram os anos mais férteis em leituras. No ano em que fiz 20, por exemplo, li setenta e tal livros completos. Algo impensável nos tempos que correm, pelos mais diversos motivos.
Ajuda ainda a recordar que livro líamos quando nos ocorreram determinados factos que marcaram as nossas vidas, para bem ou para mal.
Ajuda enfim a pontuar a nossa memória. Como uma espécie de GPS para consumo próprio.
Dá jeito, muito mais vezes do que possamos imaginar.

6 comentários em “Penso rápido (59)”

  1. É uma excelente ideia, que infelizmente não pratiquei… Lembro-me de quando li alguns títulos, principalmente por associação às datas e efemérides… no dia 25 de Abril de 1974, por exemplo, acabei de ler Os Maias, só porque tinha que ler a obra, integrada no PNL da altura. Nem lhe dei a devida atenção. Em 81, estando de baixa de parto, reli Os Maias e voltei a reler em 2000… como outros tantos que li e reli, porque falaram comigo, posso assegurar que um dia destes, não sei quando, provavelmente voltarei a pegar nele. 🙂

    1. Comecei aos 18, quando acabei de ler ‘A Utopia’, de Thomas More (não Thomas Mann). Senti esse impulso de anotar a data. E mantive esse hábito desde então, acrescentando o local em que terminei de ler o livro e as estrelinhas da classificação (hábito que me ficou de uma experiência de dois anos como crítico de cinema).

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