Júlio Verne: um autor a que regresso sempre. Não admira: o grande prosador francês, escrevendo na sua pacata cidade natal de Nantes, soube transportar-nos, com imaginação e talento, a outros mundos. Alargou-nos horizontes, deu-nos vontade de transcender fronteiras, inspirou-nos diversas digressões pelo nosso planeta, ainda não totalmente conhecido na sua época (faltava então chegar aos pólos, subir aos Himalaias e descer à fossa das Marianas, por exemplo).
Verne fundou a literatura de ficção científica e foi de algum modo também um ilustre precursor da moderna literatura de viagens.
E viajar é preciso. Mais que nunca. Evitemos estreitar os horizontes que Verne tão bem abriu.

Viajar com Jules Verne é comum a todos os adolescentes que gostem de ler. Não tenho ideia de jovens ou jovens da minha idade que nunca tenham lido o grande imaginador, fã incondicional das invenções e teorias náuticas e aerodinâmicas de Da Vinci.
Apesar de todos os livros fantásticos, de mundos dentro do mundo e fora dele, eu sempre fui muito Miguel Strogoff … Coisas de mulheres 🙂
Também gosto muito de ‘Miguel Strogoff’, Dulce. Que acaba por ser, à sua maneira, um livro de viagens. Ainda sou capaz de falar deste excelente livro na minha série Grandes Romances.
Hoje em dia o papel de “fundador” da ficção científica é mais atribuído a Mary Shelley do que a Verne – e não é uma questão de agenda feminista (coisa que percebi há um par de meses, quando finalmente me aventurei por “Frankenstein”). Mas isso é um pormenor, já que a importância de Verne para o género é, para todos os efeitos, inegável; dele guardo sobretudo a memória da minha surpresa, ainda em criança, quando li a “Volta ao Mundo em 80 Dias” e cheguei àquele final surpreendente, em que por momentos se julga estar tudo perdido. Ando para reler o livro há alguns anos (a edição da Penguin que tenho custou-me uma bagatela), mas por algum motivo ainda não o fiz. Talvez seja este ano.
Verne é autor de diversas obras-primas. Essa é uma delas. E ‘Cinco Semanas em Balão’, ’20 Mil Léguas Submarinas’, ‘Viagem ao Centro da Terra’, ‘Miguel Strogoff’, etc, etc.
Um verdadeiro clássico. Por nunca passar de moda.