Penso rápido (101)


Pedro Correia,

Nunca nos libertaremos por completo dos instintos – e ainda bem. Um ser humano sem instintos estaria condenado à extinção. O instinto sexual, por exemplo. O instinto de conservação. O instinto de sobrevivência. São elementos vitais. Também nos distinguimos das máquinas graças a eles.

14 comentários em “Penso rápido (101)”

  1. Absolutamente Pedro. Se alguma vez isso acontecesse, deixaríamos de ser humanos.
    E no entanto, lutamos permanentemente para nos desligarmos desse impulso animalesco e a ascender a um estado racional e desapaixonado da existência. Vive-se permanentemente em busca do equilíbrio impossível entre estes dois lados do que somos. E seremos.

    1. como diz Habermas , um homem só é livre através do auto conhecimento : é óptmo saber porque fazemos as coisas , e descartarmos logo as que fazemos por instinto… não deixávamos de ser humanos , seríamos humanos mais livres , libertos da ditadura dos instinto, e mais
      conscientes. dominem-se , rapazes
      uma máquina que consiga livrar-se do programador converte.se em quê? num ser consciente.

    2. Devemos agir contra os instintos muitas vezes, mas conscientes de que no fim de contas só nos preservamos com eles. Faz parte da nossa irrenunciável condição biológica.

    3. Não aspiro a um estado racional, longe disso.
      Relembremos Damásio: “Somos máquinas de sentir que pensam” (não o contrário).
      Somos melhores quando sentimos, não quando pensamos (embora o pensar também seja necessário). O equilíbrio, para mim, é, digamos, 30% a 35% de racionalidade.

  2. Daniel Kahneman in Pensar rápido, pensar despacio
    « Me imagino que todo autor piensa en los lectores que podrían beneficiarse de la lectura de su obra. En mi caso, pienso en el proverbial dispensador de agua de la oficina, junto al cual se comparten opiniones y se intercambian chismes. Espero enriquecer el vocabulario que la gente emplea cuando habla de las opiniones y las decisiones de otros, de las nuevas directrices empresariales o de las inversiones que ha hecho un compañero. ¿Por qué nos interesan los chismes?
    Porque es mucho más fácil, y también más entretenido, encontrar y etiquetar los errores de otros que reconocer los propios

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