“Save the plane”, leio na t-shirt da empregada de balcão. Um ligeiro movimento das pregas converte a frase num menos ofegante “Save the planet”. Se perguntar “Que avião?” ainda há pouco me parecia pertinente, perguntar agora “Que planeta?” será talvez tolice—um bocadinho como perguntar “Que avião?” a partir do lugar à janela, sobre a asa, que é onde mais gosto de voar.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

mas era uma avião?
Não entendo muito bem este pensamento.
Mas também gosto de viajar à janela sobre a asa dos aviões.
João de Brito
Tem toda a razão, João (posso tratá-lo assim?), não é bem um pensamento: é antes, talvez, uma caixinha para questões. Por exemplo: alguém compraria uma t-shirt onde se lesse “Save the passengers” ou mesmo “Save the human kind”? (em inglês por uma questão de consistência). Haverá muito quem ame “o planeta” e deteste a humanidade para além da sua família mais chegada? Bem vistas as coisas, mesmo nos dilúvios da antiguidade havia sempre uma família que se safava e acabava por estragar tudo dando origem à humanidade seguinte. O que é exactamente esse “the planet”? Estaria a empregada de balcão optimista em demasia quanto aos poderes da sua clientela?, etc., etc. E sim—nada bate um lugarzinho à janela sobre a asa.
🙂
“E sim—nada bate um lugarzinho à janela sobre a asa.” Só um lugar junto à coxia bate o da janela. Aí pode espernear à vontade.
Não nos voos low-cost, que há sempre um carrinho a passar (mas que sei eu, só voo em executiva;)
Nunca pensei que alguém gostasse de tal lugar que, por norma me cabe por não haver escolha melhor. Afinal, que vantagens tem sentar-se uma pessoa sobre a asa?
se houver turbulência ‘bate a asa’ mais depressa !…
:))
Fica pertinho de uma porta de emergência
(claramente, este pensamento levantou voo:)