Na ressaca de um dos períodos mais esquizofrénicos da nossa imprensa e da história do clubismo em Portugal, lembrei-me do que me disse alguém que em tempos já foi presidente de um dos “três grandes”. À luz daquilo que é mentalidade (ou falta dela) instalada na generalidade dos adeptos portugueses de futebol, por melhor gestor que um líder desportivo seja, por melhores resultados financeiros que obtenha ou por melhor estratégia que implemente ao nível da formação e das ditas modalidades amadoras, se a bola teimar em não entrar na baliza do adversário, mais cedo ou mais tarde, a massa associativa perde a paciência e vai colocar em causa o seu trabalho. Daí, a clássica promessa fácil dos títulos imediatos para alimentar as hostes, mesmo que isso em nada contribua para a estabilidade e sustentabilidade a longo prazo de um projecto. Infelizmente, em várias áreas da nossa sociedade portuguesa costuma ser assim, privilegia-se o amanhã e descura-se o médio e longo prazo.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Uma bola é uma bola é uma bola.
Na política é igual…..e no mundo empresarial. …reina o pensamento de casino…. tudo ou nada, já!
Excelente e correto pensamento.
Mais sucintamente: se a equipa de futebol ganhar, o presidente do clube é bestial; se perder, é uma besta.
Meus senhores , os clubes como SCP,FCP e SLB , só se tornaram grandes com vitórias e só continuaram grandes com vitórias .
Senão ganharem com alguma regularidade acabam como o Belenenses .
Por isso presidente só é bom quando ganha .(independentemente dos métodos usados , apito dourado , etoupeira, etc )
O problema é que se o político/dirigente de clube não for eleito amanhã, de pouco lhe servirão as ideias depois.
Uma questão :
Deve escolher o político/pessoa uma boa reputação ou uma boa consciência?