Optimismo e pessimismo são resultado estatístico. Em regra, as pessoas optam por um ou outro aplicando ao seu histórico o cálculo de probabilidades. A maior ou menor incidência da variável sorte na sua experiência de vida determinará a atitude predominante.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Isto não é um pensamento.
É uma… estatística.
João de Brito
O optimismo de uns resulta da razão de serem outros pessimistas.
A alegria, nalguma parte do seu trajecto, resulta de uma mortificação.
Pela desgraça alheia são as nossas, pequenas, alegrias grandes
em 1975, o calculo de probabilidades, não existia, pelo menos na Europa !! Qual a probabilidades de o Ocidente se Islamizar com a queda do Império Militar Planetário Católico Português….
Não me parece que seja apenas a sorte a determinar a atitude predominante. Diria que existe um lado do carácter individual (mistura de vida e predisposições genéticas) que ajuda bastante. Mas é um facto que a sorte (boa ou má) ajuda muito. O que, bem vistas as coisas, não é agradável por aí além. E muito menos é justo.
Grande sofrimento espera os que acreditam na justiça do mundo, pois ele não o é – provérbio budista.
Quanto à sorte, sempre se pode militar no PS, já ajuda muito.
Optimista ou Pessimista?
https://en.wikipedia.org/wiki/Adrian_Car ton_de_Wiart
Optimismo e pessimismo são os “updates” laico-millenials da redenção e culpa (ou fé e desesperança) que a religião nos legou, temperados (e algoritmisados) por um certo determinismo mágico (ai! a “sorte”..) pós-jacobino de moda.
A falha nestas dicotomias é a simplificação que parece fazer de estados de alma a unica força motriz, como se fazer e sequênciar escolhas (mesmo que limitadas) fosse negligenciável nesta gestão daquilo que os Zens referem como busca de “paz interior”. Ao perder isto de vista, arrisca-se não só a dissonância cognitiva – como aquela exemplarmente narrada por Rubem Fonseca referindo uma mulher que confessa perante o senhor padre ter cometido adultério, ao que o padre lhe pergunta (recordo de memória) “minha filha, foi contra seu livre-arbítrio?” “Não, foi contra o muro”- como se vai perdendo a capacidade de vislumbrar possibilidades e virtualidades ao longa das jornadas. Antes como Corto Maltese que, confrontado com a leitura das suas mãos que indicava uma quase ausência da ‘linha da sorte’, i.e. a premonição que o destino lhe seria pouco grato, pegou numa lamina e na sua mão sulcou uma ‘linha da sorte’ apropriadamente dimensionada.
Jorg
“tudo vai pelo melhor no melhor dos mundos possíveis”
mas
“devemos cultivar nosso jardim.”
Cândido o Optimista, Voltaire
Mas para ter sorte dá imenso trabalho