Pensamento da semana


Bandeira,

Não me recordo onde li (mas isso pouco importa) que, se os livros académicos nos fazem mais cultos, os de ficção fazem-nos mais sábios.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

22 comentários em “Pensamento da semana”

  1. Talvez. O que sei, e aprendi com ambos, é ser a leitura um ganho de tempo. Ainda que de maus textos se trate – o espírito crítico é um bom remédio nestes tratamentos.

      1. “A Sabedoria advém não da erudição mas sim de fazermos bom uso daquilo que não sabemos.”

        Ser consciente da ignorância é sinal de grande sageza.

        1. Disso não duvido. Duvido é de serem “consciência e acção” antónimos de “inconsciência e inacção”. Porque o uso, bom ou mau, é sempre acção. No limite, melhor delegar o uso. É uma questão de costume 🙂

          1. A/C Sarin:

            Julguemos as acções/inacções pelas suas intenções.

            PS: Eu não acredito na bondade das intenções, mas temos que partir de algum lado, ou isto descambava num niilismo doido

          2. Isso não é redundância, “niilismo doido”??

            E doida é também uma tal de metal belly dance, já que é para trocar as voltas à sabedoria milenar 🙂

  2. Eu até iria mais longe; os livros de ficção, fazem-nos mais cultos e sábios.
    Os livros académicos não nos ensinam a conhecer os meandros da alma humana…

  3. ” os livros académicos nos fazem mais cultos, os de ficção fazem-nos mais sábios.” Pois eu acho que é ao contrário: os livros académicos nos fazem mais sábios, os de ficção fazem-nos mais cultos.

  4. Conviria precisar os conceitos.
    Cultura e sabedoria são duas faces da mesma moeda.
    Os livros académicos não nos dão nem uma nem outra.
    Quando muito, dão-nos saberes (diferente de sabedoria) e/ou erudição.
    A ficção, a boa ficção, pelo seu lado, também não dá sabedoria – alimenta-se dela.
    A ficção científica, por definição, tem a ver com a ciência, que é outra coisa, distinta de todas as anteriores.
    João de Brito

    1. “Os livros académicos não nos dão nem uma nem outra.” Esta nunca tinha ouvido. mas é originalíssima.

    2. Sendo a cultura o outro lado da sabedoria, o que é então erudição?

      E sendo verdade que a boa ficção se alimenta da sabedoria, e presumindo que o leitor se alimenta com essa mesma ficção, o que resulta então de tal digestão?

      1. O homem mais sábio que conheci tinha a 4ºclasse, bebia vinho a copo de três, e pensava que Kant era uma raça de cão.

        1. Acredito. O que conheço tem a 3.a classe e 97 anos.

          O que não percebi no comentário do João de Brito foi a diferença entre cultura e erudição.

          Porque a sabedoria alimenta a ficção, e ainda assim quem lê retém algo da sabedoria de quem escreve. Só assim se justifica que compreendamos aqueles que nunca vimos, agora que quase perdemos o olfacto.

          1. Que sábias Verdades nos conta Borges através das mais perfeitas Ficções.

        2. E o meu mais sábio chamava Nerudo ao meu cão, pois era cão e não cadela. E tantos anos depois ainda lhe luz sorriso e lagrimita ao dizer que “não era só um cão”. Não se recorda do Poeta que nunca leu.

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