Não me recordo onde li (mas isso pouco importa) que, se os livros académicos nos fazem mais cultos, os de ficção fazem-nos mais sábios.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana
Não me recordo onde li (mas isso pouco importa) que, se os livros académicos nos fazem mais cultos, os de ficção fazem-nos mais sábios.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana
Talvez. O que sei, e aprendi com ambos, é ser a leitura um ganho de tempo. Ainda que de maus textos se trate – o espírito crítico é um bom remédio nestes tratamentos.
A Sabedoria advém não dá erudição mas sim de fazermos bom uso daquilo que não sabemos.
Não sei….
“A Sabedoria advém não da erudição mas sim de fazermos bom uso daquilo que não sabemos.”
Ser consciente da ignorância é sinal de grande sageza.
Disso não duvido. Duvido é de serem “consciência e acção” antónimos de “inconsciência e inacção”. Porque o uso, bom ou mau, é sempre acção. No limite, melhor delegar o uso. É uma questão de costume 🙂
A/C Sarin:
Julguemos as acções/inacções pelas suas intenções.
PS: Eu não acredito na bondade das intenções, mas temos que partir de algum lado, ou isto descambava num niilismo doido
Isso não é redundância, “niilismo doido”??
E doida é também uma tal de metal belly dance, já que é para trocar as voltas à sabedoria milenar 🙂
Mas já sabemos tudo o necessário para a Religião Política controlar ao Clima.
Eu até iria mais longe; os livros de ficção, fazem-nos mais cultos e sábios.
Os livros académicos não nos ensinam a conhecer os meandros da alma humana…
Ahora digo —dijo a esta sazón don Quijote— que el que lee mucho y anda mucho vee mucho y sabe mucho. (Quijote, 2ª Parte, Cap. XXV)
Concordo com o Quijote que era D.
” os livros académicos nos fazem mais cultos, os de ficção fazem-nos mais sábios.” Pois eu acho que é ao contrário: os livros académicos nos fazem mais sábios, os de ficção fazem-nos mais cultos.
Conviria precisar os conceitos.
Cultura e sabedoria são duas faces da mesma moeda.
Os livros académicos não nos dão nem uma nem outra.
Quando muito, dão-nos saberes (diferente de sabedoria) e/ou erudição.
A ficção, a boa ficção, pelo seu lado, também não dá sabedoria – alimenta-se dela.
A ficção científica, por definição, tem a ver com a ciência, que é outra coisa, distinta de todas as anteriores.
João de Brito
“Os livros académicos não nos dão nem uma nem outra.” Esta nunca tinha ouvido. mas é originalíssima.
Sendo a cultura o outro lado da sabedoria, o que é então erudição?
E sendo verdade que a boa ficção se alimenta da sabedoria, e presumindo que o leitor se alimenta com essa mesma ficção, o que resulta então de tal digestão?
O homem mais sábio que conheci tinha a 4ºclasse, bebia vinho a copo de três, e pensava que Kant era uma raça de cão.
Acredito. O que conheço tem a 3.a classe e 97 anos.
O que não percebi no comentário do João de Brito foi a diferença entre cultura e erudição.
Porque a sabedoria alimenta a ficção, e ainda assim quem lê retém algo da sabedoria de quem escreve. Só assim se justifica que compreendamos aqueles que nunca vimos, agora que quase perdemos o olfacto.
Que sábias Verdades nos conta Borges através das mais perfeitas Ficções.
Opinião ou inquirição?
Ser ou não ser… eis a questão.
E o meu mais sábio chamava Nerudo ao meu cão, pois era cão e não cadela. E tantos anos depois ainda lhe luz sorriso e lagrimita ao dizer que “não era só um cão”. Não se recorda do Poeta que nunca leu.
Tretas — só a Poesia é que coiso.
“Não me recordo onde li …”
Foi na vida real. E isso importa muito.