A democracia liberal foi uma das maiores conquistas políticas da humanidade, e os países que a adoptaram dispõem de uma sociedade mais aberta, mais plural, com mais oportunidades, com mais qualidade de vida. Ao contrário do que é opinião comum, esses países vivem hoje, como aliás o Mundo vive, melhor do que nunca: os níveis de pobreza, subnutrição, analfabetismo, exploração no trabalho ou mortalidade infantil estão a ser reduzidos a uma velocidade nunca vista, ao mesmo tempo que o PIB per capita e os níveis de qualidade de vida crescem sustentadamente (para os que duvidam deste diagnóstico recomendo a leitura de Progress: Ten Reasons to Look Forward to the Future, de Johan Norberg).
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Os últimos estudos de Piketty ( dez,2017 ), mais actuais do que o livro do seu mentor, não dão a visão cor-de-Rosa que descreve. Hoje já ninguém contesta que a classe média está a desparecer, que as perspectivas de vida dos jovens estão muito abaixo das dos seus pais, que as classes mais abastadas detém sempre maior percentagem ( quase obscena ) da riqueza criada anualmente e se há uma melhoria da situação dos mais necessitados, ela é insuficiente e obtida à custa da classe média.
O liberalismo clássico permitiu de facto um avanço formidável da sociedade. Mas a pretensa organização liberal que estao a tentar criar agora, com total circulação de pessoas, bens, serviços e capitais numa perspectiva mundial, destruindo nações, identidades, e tudo o que em atrás, reescrevendo a história, preparando um governo único (? ), o “ grand remplacement”, etc etc parece-me um atentado inequívoco à democracia e, segundo os resultados mais recentes, só tem promovido as desigualdades econômicas, onde já se fala correntemente numa nova sociedade de servos e senhores feudais.
Espero que saibamos guardar, em paz, toda a diversidade maravilhosa que nos e os nossos parceiros europeus tão bem souberam criar e defender ao longo dos tempos.
Os jovens educados pelo Estado Social das Democracias Socialistas parece que não têm grandes perspectivas segundo as suas palavras… Porque será?
Tiveram 9, 12, 16 anos metidos no sistema de ensino. Muito mais que os seus pais. Não era isso o futuro?
Porque é que as outras pessoas não precisam desses jovens?
Porque é que as promessas que pessoas como você fizeram a esses jovens não deram resultado?
Quando finalmente descobrir que diversidade e igualdade são opostos talvez comece a entender.
Em países que não são democracias liberais (aliás, que não são nem democráticos nem liberais), como a China, “os níveis de pobreza, subnutrição, analfabetismo, exploração no trabalho ou mortalidade infantil estão a ser reduzidos a uma velocidade nunca vista”. Talvez até mais do que nas democracias liberais.
Esses países não têm Marxistas interessados em destruir uma Civilização ganhando votos pela diminuição da exigência, qualidade e destruição da linguagem.
A China não tem marxistas? Como se pode escrever algo tão disparatado? Vá lá para a China dizer mal do camarada Mao que logo vê como é que os marxistas chineses reagem…
Já que o Adolfo nos recomenda um livro, eu também lhe recomendo um, e pequenino, do sr Kishore Mahbubani, que apareceu há pouco tempo em Portugal: “O declínio do Ocidente”. O sr Mahbubani concorda com o Adolfo em que os níveis de pobreza estão a descer, mas não tece encómios às democracias liberais como o Adolfo faz.
Também tem este, homónimo desse, de um tipo às direitas :
https://www.wook.pt/livro/o-declinio-do-o cidente-niall-ferguson/15614985
Qual é a alternativa a uma democracia liberal? Uma ditadura absoluta? Desculpe, dispenso, o valor da liberdade não é mensurável porque é infinito.
A democracia liberal sim. Sou particularmente fã da revolução francesa e das revoluções de 5 de Outubro e de 25 de Abril em Portugal.
O neoliberalismo desregulado, a ditadura dos mercados e das corporações, a austeridade do “custe o que custar” e do “não há alternativa”… isso tudo é sim uma ameaça à sociedade. Teve os resultados que teve nos anos 20 mas parece que as elites não aprenderam.
Um fã da Revoluçao Francesa, da manipulação da linguagem, não admira que odeie os outros.
Os mercados…ou seja os outros. Devemos obrigá-los a comprar-nos a dívida assim como já obrigamos os outros a pagarem os aumentos de capital da CGD. Até podemos chamar aumento de capital ao vendermos dívida, assim já nem precisamos de pagar.
As democracias liberais assenta em valores que, por natureza, resultam no benefício de cada vez menos e em prejuízo de cada vez mais.
Contra factos não há argumentos.
João de Brito
Onde estão os factos?
O unico facto é o seu ódio à Liberdade. O seu ódio aos outros, quer impedi-los de criar, inventar, vender, comprar.
« John Pierpont Morgan (1837-1913) foi um grande banqueiro americano, numa época de capitalismo selvagem. /…/ Este clássico capitalista entendia que a remuneração do executivo máximo de uma empresa não deveria exceder 20 vezes o salário mais baixo pago nessa empresa./…/Há 10 anos os administradores das 100 maiores empresas britânicas ganhavam 47 vezes mais do que o salário médio (não o mais baixo) dos seus trabalhadores. Em 2010 recebiam 120 vezes esse salário médio. Nos Estados Unidos, em 2008, os gestores máximos ganharam 318 vezes o salário médio (não o mais baixo) das suas empresas. »
Francisco Sarsfield Cabral – SOL 9 de Setembro 2011.
As Democracia Liberais acabaram há já algum tempo, agora temos Democracia Socialista e a decadencia do Ocidente é inevitável por causa disso mesmo.
Veja-se como os comentadores anteriores não querem Liberdade alguma para criar só querem uma % do que os outros criam.
…como Atenas e Roma, via Marguerite Yourcenar, i.e. o seu proxy imperador do estupendo “Mémoires d’Hadrien”
“Je me disais qu’il était bien vain d’espérer pour Athènes et pour Rome cette éternité qui n’est accordée ni aux hommes ni aux choses, et que les plus sages d’entre nous refusent même aux dieux.
Ces formes savantes et compliquées de la vie, ces civilisations bien à l’aise dans leurs raffinements de l’art et du bonheur, cette liberté dans l’esprit qui s’informe et qui juge dépendaient de chances innombrables et rares, de conditions presque impossibles à réunir et qu’il ne fallait pas s’attendre à voir durer. Nous détruirions Simon ; Arrien saurait protéger l’Arménie des invasions alaines. Mais d’autres hordes viendraient, d’autres faux prophètes. Nos faibles efforts pour améliorer la condition humaine ne seraient que distraitement continués par nos successeurs ; la graine d’erreur et de ruine contenue dans le bien même croîtrait monstrueusement au contraire au cours des siècles.
Le monde las de nous se chercherait d’autres maîtres ; ce qui nous avait paru sage paraîtrait insipide, abominable ce qui nous avait paru beau.
Comme l’initié mithriaque, la race humaine a peut-être besoin du bain de sang et du passage périodique dans la fosse funèbre. Je voyais revenir les codes farouches, les dieux implacables, le despotisme incontesté des princes barbares, le monde morcelé en états ennemis, éternellement en proie à l’insécurité. D’autres sentinelles menacées par les flèches iraient et viendraient sur le chemin de ronde des cités futures ; le jeu stupide, obscène et cruel allait continuer, et l’espèce en vieillissant y ajouterait sans doute de nouveaux raffinements d’horreur. Notre époque, dont je connaissais mieux que personne les insuffisances et les tares, serait peut-être un jour considérée, par contraste, comme un des âges d’or de l’humanité”
Jorg
O curioso é constatar que os ativos defensores de puritanas democracias musculadas nunca se dignam emigrar para essas paradisíacas paragens. Porque não querem ou não os deixam? Misteriosa questão para decifrar.
Se D.Afonso Henriques reinasse viveríamos hoje melhor do que em 1143.
Já para não falar no “Botas”.
Isso diz algo sobre as gentes, os regimes, ou sobre o processo do progresso?
Só quem nunca saiu do conforto europeu e vive agarrado e manipulado pelo marxismo cultural vigente pode contrariar esta verdade. Há mais de 10 anos que ando por África e digo com a toda a certeza e convicção, que a experiência me dá: ninguém, que não tenha saído do hemisfério norte, imagina o nível de conforto, riqueza e qualidade de vida que a Europa conquistou nos últimos 50 anos. É abissal o fosso, são mais de 100 anos de atraso social, cultural e económico. Fui dos que se indignou com a expressão “shit-holes”, não pelo tom pejorativo, mas porque é a nua e crua verdade.
E não, não é culpa do “malvado homem branco”, não dou para esse peditório, mas como isto dá uma tese (quiçá um dia), não me alongo muito mais. Acredito piamente que foi o “nosso” modelo de democracia liberal que permitiu atingir este nível de desenvolvimento, que hoje muitos desejam e não à toa se atiram ao mar para atingir.
Poderão existir duas formas de responsabilidade :
Por acção e por omissão
Muitas ditaduras africanas foram activamente apoiadas por democracias liberais, permitindo a fuga de capitais para os seus países ou investindo activamente em projectos que apenas beneficiavam a elite corrupta desses mesmos países
Ex:
Mobutu, David Dacko, Jean-Bédel Bokassa, Albert Bernard Bongo…..
Ou o clã Santos e como Portugal permitiu que empresas estratégicas fossem compradas por capitais manchados angolanos.
Realmente é muito bonita a expressão shit-holes. Sendo eu de ascendência nórdica presumo que não me levam a mal ao afirmar que Portugal é um shit hole, quando comparado com os índices de desenvolvimento humano do Norte europeu
“Muitas ditaduras africanas foram activamente apoiadas por democracias liberais, permitindo a fuga de capitais para os seus países.”
Por isso é que tu e a maior parte das pessoas apoiam a fuga do “capital humano”= pessoas mais dinâmicas das ditaduras africanas?
Epá, parece-me que o desemprego, a fome e a guerra são bons motivos para não se querer ficar. Mas isso sou eu que sou um excêntrico
Comentário do típico lírico que nunca saiu do sofá europeu. Só confirma o que escrevi.
Sabe o que se diz por aqui?
Em África criam-se dificuldades para vender facilidades.
Não seja ingénuo.
Peço desculpa. Obrigado pela elucidação.
E nos Emiratos e Sultanatos em que e o Emir ou do Sultão são os chefes do Estado e donos das grandes riquezas do Estado.
Já se vê que não está a falar, para não dar muitos exemplos, nem da América Latina nem de centenas de milhares de famílias vivendo nas periferias de muitas grandes cidades europeias. Mas pronto, desde que as empregadas domésticas não cheguem a arrastar ossos desguarnecidos e chorando pelo escorbuto da filharada é prova do fim da História e da perfeição de um futuro que se espera imutável pois que apenas necessitará de afinação e limar de arestas. Finalmente, que alívio!
Que dizer da economia liberal dos Emiratos e Sultanatos, sendo os Emires e Sultões os Chefes do Estado e donos das ri