O golfe é a prova acabada de que o Homem é incapaz de andar umas centenas de metros sem dar com um pau em qualquer coisa.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana
O golfe é a prova acabada de que o Homem é incapaz de andar umas centenas de metros sem dar com um pau em qualquer coisa.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana
É o instinto de caçador.
Desde os primórdios.
E contra isso, não há feminismo que nos valha.
João de Brito
Dizem que escalar montanhas, surfar ondas de 20 metros ou correr maratonas permite-nos sublimar instintos que, de outra forma, talvez fizessem de nós assassinos em série. Eu mesmo, de vez em quando, ignoro o elevador e subo ao meu terceiro andar a pé
O fantástico da sublimação de instintos é a sua flexibilidade, via cultura.
A competição e a luta pelo reconhecimento, dentro da matilha, pode ser manifestável no campo de batalha, caso a sociedade faça da derrota do inimigo uma virtude, ou na ciência, e na ajuda ao outro, caso a sociedade decida serem estes os mais virtuosos comportamentos. Aproveitando os instintos – ganhar ao outro – temos a capacidade de decidirmos quem nós queremos que o “outro” seja – uma montanha, um vírus, um bloco de mármore de Carrara, ou outro igual a nós.
E os juvenis, que ao andar na rua, pelos passeios, vão dando pontapés em tudo, pedras, paus, caricas?
António Cabral
Já tenho visto juvenis a aprender golfe, e ainda nem têm barriguinha. Ao que chegaremos? Ao que chegaremos?
Mais tarde, jogarão golfe.
Sentir-se-ão muito mais realizados.
Porque o golfe, para além do pau, tem bolas e buracos.
Muito mais satisfatório.
João de Brito
Mas no golfe são as bolas que entram!
Só mesmo um Emborcador poderia fazer uma observação destas.
João de Brito
Faz sentido. Não tinha visto a coisa por esse ângulo mais, digamos assim, agudo.
E os adultos, que para não tropeçarem em caixotes os levam para casa?
António Cabral
Neste caso, é por uma boa causa. Não há dinheiro que pague o prazer de fazer um birdie com um put de 12 metros… Fazer um hole-in-one não tem preço. Por outro lado, nunca ouvi nenhuma bola de golfe queixar-se a não ser das más pancadas.
Se bem que (dizem-me) um número considerável de bolas tenta, se não fugir, pelo menos esconder-se.
A ideia é escondê-las no buraco. Mas de vez em quando algumas escondem-se muito bem, ou pior, vão tomar banho…
Desconfio de que é jogador, pelo conhecimento e pelo ‘fair-play’. Olhe se eu me tinha metido com outras modalidades (nas quais, dizem-me, as bolas de golfe também têm o seu uso)…
“O golfe é a prova acabada de que(…)”, à semelhança de outras imparidades na repartição de lucros e prejuízos entre a coisa pública e a privada, também a seca, mesmo que severa, não é para todos!
” sem dar com um pau em qualquer coisa.” Erro!! Não é o artigo indefinido mas sim o definido que deve figurar.
Ah! Malandrice, mas didáctica.
Damo-nos agora muito bem,arrimados um no outro,salvando-nos das covinhas camarárias,dos cócós canídeos.
Tiudózio
‘Arrimados’!—não lia o termo há anos. Podemos por fim ressuscitar o Camilo.
Pau direito não tem respeito…
O Homem e muitas mulheres, que o golf é como o gin tónico, vai dominando PAUlatinamente as nossas preferências recreativas.
“PAUlatinamente” PAU LATINAMENTE
Não concordo muito… recreações latinas lembram coliseus, touradas… pouco da pasmaceira do golf… nem abtranquiludade do verde, nem paus, nem bolas, nem buracos, só histeria…. bem, há a tomatina…
Fico sempre contente quando a conversa deriva para a Antiguidade Clássica 🙂
A prova acabada de que a snobeira e ter a mania de que se é um grande gestor só lá vai à paulada