Pensamento da Semana


João Pedro Pimenta,

A justiça é cega. Todos os homens são iguais, mas uns são mais iguais do que outros. A aplicação simultânea destas duas máximas em países lusófonos provoca sempre um tufão de protestos.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

4 comentários em “Pensamento da Semana”

  1. A justiça não é cega, isso é uma falácia para animar os pobres.
    Todas as Leis têm duas interpretações, em Portugal podem ser mais de acordo com os pareceres pedidos.
    Portanto a realidade é Todos os homens são iguais, mas uns são mais ricos do que outros.

  2. A segunda máxima é tema constante de todos os dias.
    Vou quedar-me pela primeira.
    É menos falada, mas eu sei do que falo.
    A justiça é cega.
    Uma juíza leva a julgamento uma ação prescrita.
    Previamente, sou insistentemente convidado a um acordo pelo meu advogado.
    Não aceito.
    Mal entro na sala, antes de proferir qualquer palavra, sou logo avisado pela juíza de que aquele não era o sítio para desabafos.
    Factos provados: duas cadelas pastor-alemão foram surpreendidas dentro da cerca de rede com aproximadamente 20 ovelhas. Mais ou menos metade estavam mortas, uma das quais fora da porta derrubada pela violência do ataque, e as restantes feridas; as cadelas, cumprindo o seu instinto, não só permaneciam no interior como defendiam ferozmente as presas; a custo e com muito cuidado, foram retiradas pelas autoridades veterinárias, entretanto chamadas ao local pelos agentes da PSP, e levadas para o canil municipal, onde, através do chip, se identificou o respetivo dono.
    No fim, a juíza sentenciou que a ação estava prescrita, mas, se não estivesse, seria considerada improcedente, por falta de prova.
    Com o argumento, avançado pela defesa e revelador de tudo o que possa imaginar quem conhece minimamente a realidade destas cercas:
    – Se a cerca estava fechada, como entraram lá as cadelas?
    Não há dúvida de que a justiça é mesmo cega.
    Literalmente!
    João de Brito

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