Verbalizar ajuda muito, claro. Não por acaso, como ensina o apóstolo João, «no princípio era o Verbo». Mas o verdadeiro amor, o mais profundo, é o que perdura para além das palavras e nem chega a necessitar delas.
Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana

Desconheço. Ou se admite que, antes desse amor verdadeiro, as palavras e a presença existiram. Isso que diz, de amor sem palavras, não sendo um estado avançado do amor que começa com a palavra, é pura ficção. Mas como sentimento num mundo ideal e não humano, talvez sirva alguns. Há até quem afirme não ser apenas a razão a distinguir-nos dos animais.
Se as palavras fossem fundamentais, os surdos-mudos não amavam.
Mas amam.
Oh! Não me diga. Quer dizer, os gestos entre eles são aleatórios, nada significam, não querem dizer as palavras. E sabe Deus quanto lhes custa não haver outro processo para se expressarem além do olhar e dos gestos. Assisti a verdadeiras fúrias e amuos por não serem entendidos (eram crianças, note-se)
O verdadeiro amor necessita muito mais de gestos do que de palavras.
As palavras, tantas vezes, servem apenas para camuflar a ausência de amor.
na Teogonia de Hesíodo « no começo era o caos » e este voltou a instalar-se em Portugal e no mundo
Do caos sairá a ordem. Costa….perdão,consta que é um moto aventalista.
Caramba, vocês metem política em tudo.
Não sei se o caos foi o começo, é difícil acreditar nisso.
Mais fácil acreditar que o caos apressará o fim.
‘É mais fácil parir no caos que dançar numa estrela que explode’. Li esta frase algures numa estação do metro de Lisboa. Talvez no Parque station.
Não sabia que os filósofos também andavam de metro.
Falr de algo que só existe sem palvras é uma contradição.
Falta sempre alguma coisa. Uma letra em palavras, por exemplo.
E outra em falar
Mas a minúscula já se tornou Maiúscula.
Não percebo qual é a dúvida.
O amor é cego, se não verbalizar está de certeza às apalpadelas. Palavras para quê?
Amor é cego e vê.
“Mas o verdadeiro amor, o mais profundo, é o que perdura para além das palavras e nem chega a necessitar delas.”
Caro Pedro, como em tudo na vida, também isso é relativo. Como seria possível transmitir um sentimento tão avassalador sem palavras?
“Morrer de amor
ao pé da tua boca
Desfalecer
à pele
do sorriso
Sufocar
de prazer
com o teu corpo
Trocar tudo por ti
se for preciso”
Maria Teresa Horta
E como diria a Emily Dickinson: “Não conheço nada que tenha tanto poder como a palavra.”
Maria, o amor mais profundo não necessita de se expressar por palavras. As palavras são fundamentais para a atracção, para a sedução. O amor está noutro patamar. E pode até nem haver uma palavra trocada entre quem ama e o ser amado: isso não o anula nem o dissolve.
Respeito a sua opinião Pedro, mas e sem pretensões de filosofar sobre o assunto, esse amor profundo e sem necessidade de palavras, não é um amor objetivado no Outro; é um amor subjetivo, em que o objeto amado, é o próprio amor.
Talvez o Fernando Pessoa explique melhor do que eu:
“Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?”
Bom domingo Pedro e que o amor exista em qualquer patamar, porque ele faz de nós melhores pessoas.
Bom domingo para si também, Maria.