Pensamento da semana


Pedro Correia,

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O secretário-geral da ONU desistiu de ser mediador no conflito do Médio Oriente, escolhendo campo. Declarar que o massacre cometido pelo Hamas em 7 de Outubro – a maior matança de judeus num só dia desde a II Guerra Mundial – «não surgiu do nada» tem algo de obsceno. Como reagiria António Guterres se alguém dissesse que a barbárie nazi e os campos de extermínio na URSS estalinista também não surgiram do nada, podendo assim justificar-se? 

 

Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana

106 comentários em “Pensamento da semana”

  1. Tenho o ligeira impressão que esse senhor
    tem os dias contados. Tic…Tac…Tic…Tac…
    Ainda não percebeu que não está em Portugal.

      1. Esses selvagens são peritos em malvadez .
        Sem querer ser pessimista penso que o pior
        está próximo. 2 anos de preparação não foi só
        para o ataque do dia 7.

        1. O ainda secretário-geral da ONU diz que o 7 de Outubro não veio do nada e aludiu a “um cerco de 56 anos”, parecendo assim atribuir o massacre de mais de 1400 judeus ao próprio Estado de Israel.
          Declarações inauditas.
          A propósito de “não vir do nada”, eis uma história (ignorada por muitos) de massacre de judeus na Palestina, por árabes. Muito antes de haver Estado de Israel. Muito antes da diabólica aliança entre Hitler e o Múfti de Jerusalém. Muito antes dos fornos crematórios nazis.
          https://en.wikipedia.org/wiki/1929_Hebron_massacre

          Caso para perguntar se Guterres a conhece.

          1. Obrigada Pedro Correia .
            Desconhecia esses acontecimentos e vou agora mesmo
            dedicar toda a minha atenção.

  2. Não menos obsceno é selecionar cirurgicamente uma afirmação extraindo-a do contexto.
    António Guterres “Condenou, na terça-feira, inequivocamente os “atos de terror” e “sem precedentes” de 7 de outubro perpetrados pelo Hamas em Israel. Admitiu ainda ser “importante reconhecer” que os ataques do grupo islamita Hamas “não aconteceram do nada”, frisando que o povo palestiniano “foi sujeito a 56 anos de ocupação sufocante”.
    A comparação feita com o holocausto é absolutamente desconcertante. Os Judeus não estavam a encurralar os Alemães. Quer o líder do Hamas quer o Bibi” Netanyahu são dois bárbaros assassinos.

    1. Comparar um movimento terrorista com um Estado reconhecido (e criado) pela ONU reflecte a “pedagogia” de Guterres. Que no discurso junto à fronteira da Gaza esqueceu as centenas de reféns dos terroristas e agora até admite justificação histórica para os actos de terror.
      Com um “mestre” destes, não admira haver “pupilos” (e pupilas) a debitar frases anti-semitas, a atacar sinagogas e a assinalar residências de judeus com a estrela de David riscada nas portas.
      Como não se via desde a Alemanha nazi.

      1. “criado) pela ONU re” só isto diz tudo. a onu tem mandato divino para criar países ? e o frankenstein pode recusar depois seguir as resoluções da criadora onu?
        o Pedro está a ficar completamente infantiloide , os seus argumentos soam a falsete , a palavra “obsceno” é repetida vezes sem conta , veja lá o que se passa.

        1. O massacre de 7 de Outubro pôs toda a escumalha anti-semita com a pipoca aos saltos.
          Os nazis do Hamas abriram as portas dos armários onde essa escumalha estava acoitada.

          1. O Estado de Israel foi criado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em 29 de Novembro de 1947.
            Com 33 votos a favor, 13 contra e 10 abstenções.
            O presidente da AG da ONU era então o brasileiro Osvaldo Aranha: ficou na história deste organismo como um dos mais competentes e qualificados diplomatas que ali prestou serviço.

          2. E, para “comemorarem” 5 Estados vizinhos no dia 15 de Maio de 1948 invadiram Israel. Tiveram azar…felizmente perderam. Para tristeza deste neo nazis.

          3. Guerra decretada mal o Estado de Israel nascia. Tentaram estrangulá-lo à nascença.
            Os mesmos que hoje se dizem vítimas de Israel.

          4. A criação do Estado de Israel aconteceu no dia 14 de maio de 1948, por intermédio da Organização das Nações Unidas, como parte da divisão da Palestina que essa organização estabeleceu. O Estado de Israel surgiu a partir de décadas de lobby e de campanhas imigratórias promovidas pelos defensores do sionismo.
            Numa Assembleia da ONU, presidida por brasileiro Oswaldo Aranha, só presidiu, como adiou a votação por três dias para dar oportunidade aos líderes judaicos de angariar votos.

          5. Fez muito bem, porquê?
            uma milenar injustiça histórica? Você tem de ir para a escola da marreca.
            Israel nunca existiu, existiam judeus como em quase todos os países.
            O Aranha protelou a votação e cedeu ao lobby dos racistas sionistas para formar um estado na Palestina.
            Uns conceituados judeus estiveram em Lisboa para comprar a área do Planalto de Benguela para se fixarem, Salazar não vendeu mas alugava durante anos, prorrogáveis, que não foi aceite.

          6. A primeira divisão da Palestina foi em 1921 com a formação do Emirato da Jordânia que ascendeu a independência propriamente dita em 1946.

        2. “o Pedro está a ficar completamente infantiloide “
          Está é a ficar obcecado pela concretização daquilo que pensa e não vê que a realidade não coincide com o seu pensamento. Isso leva a chamar nomes em vez de argumentar e acaba a ver nazis em todo o lado, acho que chamam a isto complexo de Hitler (não menciona Hitler explicitamente porque sabe que seria posto a ridículo devido ao conhecido e super citado complexo).
          É preciso mais racionalidade na discussão. É preciso evitar sofrimento e morte. A situação parece difícil, nisso concordo.
          E pergunto: se uma organização for considerada um Estado, se for reconhecido pela ONU e se tiver práticas que levem a classificação-la como um Estado democrático, já pode matar e promover guerras e sofrimento?
          O Hamas é reconhecido como terrorista, o Estado de Israel não tem promovido acções que podem ser consideradas terroristas? Se eu fosse expulsa do meu lugar para que se edificasse o Estado de Israel, como é que eu classificaria a situação?

          1. Pensei que gastasse um átomo da sua indignação a criticar a ONU por ter concedido a presidência da Comissão de Direitos Humanos ao Irão, um dos países do mundo que mais violam direitos humanos. Com uma teocracia que relega as mulheres para a condição de infra-humanas e as tortura e mata só por se atreverem a sair à rua de cabelo solto. Estado terrorista, portanto.

            Já que usa uma assinatura feminina, pensei que fosse mais sensível a esta questão.
            Afinal não. Nem uma palavrinha sobre este tema infelizmente tão actual.

            P. S. – O Irão é um dos principais financiadores e municiadores do Hamas.

          2. Concordo com tudo o que diz sobre o Irão. Simplesmente não posso falar de tudo ao mesmo tempo e, apesar disso, o meu comentário anterior foi muito longo. Só apelo a que haja mais racionalidade e se perca o costume de chamar nomes àqueles de quem discordamos.

          3. Difícil haver racionalidade quando vemos o Irão, Estado assassino, acusado de crimes contra a humanidade visando os próprios iranianos e financiador de terrorismo sanguinário, a presidir à Comissão de “Direitos Humanos” da ONU.
            https://www.reuters.com/world/irans-appointment-chair-un-rights-meeting-draws-condemnation-2023-11-02/

            Imagine-se a Alemanha hitleriana a presidir à “Comissão de Direitos Humanos” da Sociedade das Nações…

  3. Não sei bem porquê, mas desta vez, e contra todas as opiniões, não condeno Guterres. Parece-me que ele não concordou com o Hamas e nem tomou o seu partido. Talvez apenas tenha dito uma verdade incómoda que, por ser tal, foi de imediato condenada por Israel e pelo mundo em geral. Embora tenha suscitado reacções mundiais, pendo que, como alto representante, viu os dois lados. Mas há muito quem discorde e interprete diversamente. Infelizmente, a realidade mundana mostra a ineficácia das palavras: as guerras não se fazem com elas senão como pretexto de começo ou sinal de final, fazem-se com vidas e pequenos mundos que se perdem dolorosa e irremediavelmente.

      1. Lá está, não acho que tenha abdicado do papel de mediador. Mas concordo que pouco caso lhe fazem e que a ONU é quase figurativa Tenho por vezes a tentação de pensar que algumas pessoas são escolhidas para certos cargos com um propósito determinado. O que me parece um erro dos donos deste mundo. Mas eu quem sou e de que valem as minhas palavras. Mais me vale ser como o filósofo que afirmava pensar noutra coisa. Mas custa-me ver minada de todos os lados a democracia em que acreditei e ainda acredito.
        Boa noite

        1. Guterres tem falhado em toda a linha como secretário-geral da ONU. Basta ver como o mundo está muito mais perigoso e cada vez mais cheio de conflitos bélicos em comparação com o que havia quando ele iniciou a actual função.
          Síria, Irão, Coreia, quase todo o continente africano, Ucrânia, Arménia, Israel-Palestina. Os conflitos regionais triplicaram ou quadruplicaram e nem um só foi solucionado.
          Lamento, mas não me vou pôr a elogiá-lo por nacionalismo – só por ele ser compatriota, etc e tal.
          As árvores julgam-se pelos frutos. Guterres, que é católico, conhece bem esta citação bíblica.

          1. Quem leia as suas palavras incorre no erro de pensar que a ONU tem grande poder. E que Guterres, ou fosse quem fosse o representante de tal organismo, teria probabilidade de parar esses desmandos todos. Grande deus seria e não homem. Ou talvez um herói grego. Mas é português, e desconfio que foi eleito por isso mesmo. Já houve casos semelhantes.

          2. Guterres impotente por ser português?
            Discordo em absoluto da sua tese.
            E contraponho apontando o grande exemplo de Osvaldo Aranha, presidente da Assembleia Geral da ONU que em Novembro de 1947 aprovou a criação e fundação do Estado de Israel. Brasileiro, descendente de portugueses. Um grande – enorme – diplomata. Que deixou rasto muito positivo na mesma instituição.

          3. Sei bastante menos do assunto que o Pedro, nisso concordo: pertenço aos informados pelos mínimos. Desconhecia até a existência desse brasileiro e que tal e tal (neto de portugueses não foi o factor que, necessariamente, o determinou a ser quem foi). Mas o termo impotente parece-me forte de mais, para alguns discursos que ouvi a Guterres e não aprecio por aí além. Neste caso, condenou o que tinha de condenar, não tomou partido; e agora, seja ele, seja quem for, haja alguém que faça alguma coisa por aquela gente – de um lado e do outro – morrem inocentes e pagam com a vida as perversidades de quem manda. Mas pronto, parece que o importante é se Guterres fez discurso pró ou contra quem. Que insanidade em que estou a colaborar. Encerro aqui.

          4. Tinha de ser o Aranha, que no caso é o seu “guterres” preferido por fazer o jogo dos judeus racistas sionistas.

    1. Talvez apenas tenha dito uma verdade incómoda

      O problema é que essa “verdade” vinha no Pravda, nem sequer é verdade.

        1. Pois ouviu. Guterres debita a cartilha que a internacional comunista inventou nos anos 70, e que ele ouvia na cantina do Técnico.

          1. “Guterres debita a cartilha que a internacional comunista “
            Com uma destas apetece deixar de ler o Delito de Opinião (um blogue que eu aprecio muito mas tende a piorar).

          2. Com uma destas apetece deixar de ler o Delito de Opinião (um blogue que eu aprecio muito mas tende a piorar).

            Portanto depreendo que a D. Manuela preferiria que me censurassem o comentário, para a D. Manuela poder ler o que lhe agrada ler.

            MAs que eu saiba essa é a primeira coisa que o Delito de Opinião não faz — e é por isso que todos vimos cá espreitar.

            Ai se o mundo fosse como a D. Manuela aspira… era como a Venezuela: quase todos na miséria mas muito bem caladinhos.

  4. Para mim a indecência maior neste caso não é tanto a justificação de um acto terrorista (sabemos que Guterres é um homem banal, sem intelecto e sem qualidades visíveis), mas a persistência de uma leitura parcial das razões históricas do conflito — onde o “brown” é, como sempre favorecido em detrimento do “ocidental”, sem contar com o anti-semitismo que ciclicamente regressa às cabeças dos simplórios europeus — e que é natural nos outros povos, onde a superstição e os ódios religiosos ainda persistem de forma colectiva e individual como normas de conduta. Em quase tudo a análise é feita com as ferramentas críticas do marxismo comunista — uma ideologia que se transformou em linguagem do senso-comum, da doxa. E dessa forma o problema não consegue escapar ao mundo das sombras.

    Como dizia Nuno Rogeiro ontem no Leste-Oeste, “é preciso referir que, ao contrário do que muita gente parece querer acreditar, o Hamas não é uma instituição de caridade”.

    1. O Hamas tem inscrito na sua cartilha o dever de cada militante de “matar judeus”.
      Assim escrito, com todas as letras.
      Se Guterres quer “contextualizar as questões”, devia começar por este ponto.

      1. Pudera, religião muçulmana é suprematista. O desígnio do Islão é cobrir toda o pkaneta e eliminar os infiéis. E os esquerdistas ajudam-nos. António Costa, por exemplo, está a promover a limpeza étnica dos portugueses e a substituir os nativos por muçulmanos.

        1. “António Costa, por exemplo, está a promover a limpeza étnica “
          Exemplo de falta de racionalidade. A. Costa a promover limpeza étnica?? Quando alguém fizer isso de facto, que palavras vai usar? Inventa-se um conceito pior que “limpeza étnica”?

          1. “António Costa, por exemplo, está a promover a limpeza étnica “
            Exemplo de falta de racionalidade.

            Se quiser raciocinar, raciocine: se não é limpeza étnica, o que é que chama a um governo/regime/pm que só olha para os 700 mil func publicos e que empobrece sistematicamente os restantes portugueses, impedindo-os de ter filhos, de estudas, impedindo a subida de salários, que promove a subida das rendas 7%, que impede o acesso a habitação em condições, que só regimenta apoios do estado para o segmento africano da população e ao mesmo tempo diz que falta gente para trabalhar em empregos que não chegam para nenhuma das coisas mencionadas acima e importa centenas de milhar de imigrantes sem qualificações nenhumas (que não servem para nada e que não abdicam dos seus credos e das suas culturas).

            Como é que a senhora chama a uma coisa destas? Eu chamo-lhe limpeza étnica porque é uma opção do governo e dos esquerdismos. É deliberado. Daqui a 2 gerações há mais africanos e muçulmanos em Portugal do que nativos e se isso não é limpar etnicamente Portugal então não sei o que é.

  5. Entender sociologicamente as causas, o seu contexto e circunstâncias, não permite justificar qualquer crime. Foi essa a confusão que Guterres fez. A linguagem é a ferramenta da diplomacia e quando é usada com pouco rigor, dá azo a complicações várias.
    Mais grave seria se ele pretendia dizer o que realmente disse.
    António Barreto falou sobre isso, com muito mais detalhe e clareza do que eu possa aqui resumir. Recomendo a leitura.
    https://sorumbatico.blogspot.com/2023/10/grande-angular-no-circulo-do-inferno.html

    1. Excelente reflexão de António Barreto.
      Escreve como um cirurgião usa o bisturi.
      Destaco isto:
      “O massacre de 7 de Outubro não tem justificação nem desculpa. É um acto de pura agressão e mortandade. Como tal tem de ser julgado.”

        1. Um sem-nome tenta opinar contra António Barreto, que há décadas assina em nome próprio.
          A Net deu a esta escumalha a ilusão de que podia “opinar”.
          Mera ilusão: continuam ao nível dos outros sem-nome que garatujavam dislates nos WC públicos.

      1. “”O massacre de 7 de Outubro não tem justificação nem desculpa. É um acto de pura agressão e mortandade. Como tal tem de ser julgado.””
        Claro!
        Mas não impede que seja compreendido e analisado de onde provém etc.

        1. Sim, tal como a II Guerra Mundial também teve justificação. A derrota humilhante de 1918, a hiperinflação provocada pelas astronómica dívida de guerra, o desarmamento forçado da Alemanha, etc, etc, blablablablá, patatipatatá.
          Acabamos todos a sintonizar o Canal História.

          1. “A derrota humilhante de 1918, a hiperinflação ……” Esses factos pesaram muito. Não acredito que duvide disso. Não justificam no sentido ético. Mas fazem compreender….muita coisa. Salvo se não quisermos compreender e preferirmos actuar às cegas.

          2. Pois claro. Deve ter servido de consolação aos seis milhões de vítimas dos fornos crematórios, saberem que estavam a ser chacinadas com “caução histórica”.

  6. Essa visão “concordas comigo ou és um terrorista” é um reflexo da vitória dos extremistas, O Hamas não é o povo da Palestina cujo território está ocupado e que sofre atrocidades constantes do exército e colonos israelitas. Por outro lado, o governo de ultra-direita dominado pelos radicais ortodoxos judeus não é Israel que vive sob a constante ameaça do terrorismo radical islâmico. Qualquer pessoa sensata é contra as atrocidades cometidas pelos dois lados. Tomar partido é simplista, talvez até infantil, e uma forma de justificar a barbarie do opositor,,,

    1. Gaza está ocupada e oprimida desde 2006 pelo Hamas, que ali eliminou a rival Fatah, usa toda a população como escudo humano, põe crianças não a estudar mas a trabalhar, escavando mais túneis do que toda a extensão do metro de Londres, e usa as generosas doações financeiras da UE (nossas também, portanto) para comprar armamento de guerra ao Irão e fabricar explosivos nos túneis.
      O mesmo Hamas que impõe como dever aos seus militantes “matar judeus”, estejam onde estiverem, e reduzir a cinzas o Estado de Israel.
      Se Guterres quer “compreender” e “contextualizar”, comece por aqui. Em vez de proferir declarações que incentivam novos pogroms, novas manifestaçõesde ódio anti-semita. Que fazem a História recuar 90 anos.

      1. Gaza está cercada pelo Hamas que não deixa os seus cidadãos abandonarem o território?
        O Hamas não deixa entrar alimentos nem água em Gaza?
        O Hamas está a bombardear Gaza provocando milhares de mortos?
        De que maneira a existência de um grupo terrorista serve de desculpa para chacinar civis?

        1. Gaza é dominada, ditatorialmente, pelo Hamas desde 2007 – ano em que este movimento terrorista ali deu um golpe, expulsando a Fatah e deixando de reconhecer a autoridade civil palestina, laica, que contraria a sua feroz cartilha islamista radical.

          Apesar desta manifesta situação de ilegalidade, a comunidade internacional continuou a despejar dinheiro na Faixa de Gaza.
          Só a ONU, através das suas diversas agências, fez ali chegar 4,5 mil milhões de dólares entre 2014 e 2020 – 600 milhões em 2020.
          Dinheiro aproveitado para construir escolas, creches, hospitais, infraestruturas de todo o tipo? Não. O Hamas aproveitou grande parte destes donativos para construir uma rede de túneis maior do que a do metro londrino (recorrendo a mão-de-obra infantil, escravizada), adquirir armamento de guerra (incluindo mísseis) e criando uma autêntica milícia, com bênção dos aiatolás iranianos.
          https://apnews.com/article/business-middle-east-israel-foreign-aid-gaza-strip-611b2b90c3a211f21185d59f4fae6a90

          Também a União Europeia sustenta os palestinos em Gaza. O mais recente envelope financeiro superou 1,1 mil milhões de euros – para o triénio 2021/2024.
          https://www.publicsenat.fr/actualites/politique/a-combien-seleve-laide-de-lunion-europeenne-a-la-population-palestinienne

          Com estes donativos, a Faixa de Gaza podia e devia ser auto-suficiente em água e energia, por exemplo.
          Mas não é. Israel fornece-lhe 9% da energia eléctrica, por exemplo.

          Quanto ao Hamas, serve-se deste território como base para acções terroristas para o cumprimento integral da sua cartilha religiosa-ideológica. Com vista à destruição total do Estado de Israel e à liquidação sumária do maior número de judeus possíveis.
          Cartilha que poderia ser decalcada do ‘Mein Kampf’.
          Daí merecer o aplauso unânime de todos os nazis, que agora vão saindo do armário.
          Espero que não seja também o seu caso.

        2. Gaza está cercada pelo Hamas que não deixa os seus cidadãos abandonarem o território?

          Sim

          O Hamas não deixa entrar alimentos nem água em Gaza?

          Há 4 centrais de desalinização em Gaza, oferecidas por Israel — e os túneis do Hamas estão cheios de provisões desviadas da ajuda internacional e do dinheiro que a EU envia para a “palestina” (mal empregadinho, a mim que trabalho e não danço nas ruas quando matam judeus, não dão nada)

          O Hamas está a bombardear Gaza provocando milhares de mortos?

          Já o fez várias vezes e destruiram as pontes e as estradas que teriam permitido que os civis saíssem da zona norte

          De que maneira a existência de um grupo terrorista serve de desculpa para chacinar civis?

          Na cultura islâmica não há civis e por isso os terroristas do Hamas escondem-se no meio deles e os civis aceitam essa situação sem reclamar, festejam quando morre um judeu e nunca se manifestam contra atentados contra inocentes na Europa ou noutras partes do mundo. Pelo contrário, dançam nas ruas quando isso acontece. Agora chegou o momento de levarem no focinho.

        3. “O Hamas está a bombardear Gaza provocando milhares de mortos?” Não está mas é como se estivesse (para usar um argumento de que muitos gostam apesar de não ter pés nem cabeça)

        4. Cerca de 10% dos rockets caiem em Gaza.
          Se o Hamas disparar 10000 rockets – isto apesar da miraculosa falta de comida, água, eletricidade e fuel – cerca de 1000 caiem em Gaza.

    2. O território da Palestina está ocupado por muçulmanos. O erro é esse.

      Israel limita-se a responder aos ataques diários contra a fronteira, a ataques à facada nas ruas das suas cidades, a atentados à bomba em autocarros, etc, etc. Israel defende a sua existência todos os dias desde a sua fundação, porque a Palestina está ocupada pelo Islão — que é o que o Islão faz.

      1. Israel é alvejada todos os dias, há vários anos, por foguetes do Hamas disparados desde a Faixa de Gaza.
        Grande parte da população do sul de Israel, limítrofe a Gaza, viu-se forçada nestes últimos anos a abandonar a região, rumando a norte.
        O Hamas hoje, como Hitler há 90 anos, não faz segredo: pretende exterminar os judeus.
        Mas os fundadores do Estado de Israel fizeram um juramento sagrado, em 1947-1948, a todos os sobreviventes das câmaras de gás: jamais se deixariam conduzir novamente, como gado para o matadouro, rumo a novo Holocausto.
        Nunca mais voltará a acontecer.

        Israel tudo fará também para que não haja um novo 7 de Outubro.
        Com a autoridade acrescida de ser o maior espaço de liberdade em toda aquela região do globo. Espaço de liberdade que o fundamentalismo árabe e os herdeiros espirituais do nazismo tentaram aniquilar logo no primeiro dia de existência do Estado de Israel, há 75 anos.

    3. O Hamas não é o povo da Palestina

      Por causa desta e de outras falácias intelectuais, de pensar que os muçulmanos —identificando-se exclusivamente como tal— não pugnam todos pela mesma coisa, começam a acontecer coisas muito graves. E vocês —os esquerdistas que apoiam o islão e defendem a Palestina muçulmana e acham que somos todos iguais e que eles são as vítimas — estão cegos pela ideologia e pelos revisionismos idiotas que aprendem nas escolas (o vírus do relativismo cultural, que a URSS inoculou no Ocidente nos anos 50, há muito que faz efeito nas universidades). Mas a verdade desmente-vos todos os dias e vocês negam-se a aceitá-la. É que eles nem escondem, e gritam essa verdade todos os dias.

      E, como faz o nosso PM, cheio de orgulho, ainda trazem mais estrangeiros para cá. Agora fizeram um “instituto para as migrações” para acabar mais depressa com a classe média e com os portugueses.

      Ontem, o autocarro do Lyon foi atacado por adeptos do Marselha, que já é um enclave islâmico e racista, de onde os franceses verdadeiros, os franceses idiotas como vocês que encheram o país de muçulmanos, agora têm de fugir.

      A culpa é vossa. E espero que paguem bem caro por isso um dia. Ao menos que sejam os primeiros a ser vítimas do que está para acontecer.

  7. O Guterres de Alcaria, aldeia que confina com a minha, nunca me enganou. Debaixo daquela capa de santarrao, com ou sem bigode, está escondida uma ardilosa manha de sede de poder absoluto.

    1. Debaixo daquela capa de santarrao, com ou sem bigode, está escondida uma ardilosa manha de sede de poder absoluto.

      Talvez. Recordemos que ao nosso sistema democrático, Guterres chama “pântano”; ou seja, um sítio onde aparentemente ele não consegue funcionar porque há demasiadas coisas no caminho. Isto ao mesmo tempo que os fdpês dos socialistas se preparam para resgatá-lo para uma eleição presidencial — curiosamente o cargo mais pantanoso de todos—, quando o tacho russófilo na ONU acabar.

      É preciso combater isso com todas as nossas capacidades.

  8. For extremists, facts are only serve to reinforce their prejudices…não adianta debater com quem não consegue avaliar objectivamente os factos…ainda bem que se tratam apenas de opinadores de sofa… 😉

    1. Longe de mim tal intenção, era um aviso (tal como faz o CM na ediçâo de ontem e de onde obti o link) para o que ainda acontece às portas da Europa, e depois de todos os casos de terrorismo na ultima década.

  9. ….entretanto, a partir de5 fwira, o Irão assume a presidência do Forum Social do Conselho dos Direitos Humanos.
    Podia ser piada. Mas não é. O engenheiro pantanoso sempre, sempre a mostrar( se necessário) que não pactua com ditaduras sanguinárias e bestiais.

  10. Desistir foi um verbo muito conjugado por este nascido no Fundão
    Formado em eng. tem dificuldade com os números( percentagem do PIB para a educação ).
    Com um microfone a frente fala de tudo e mais alguma coisa. Foi chamado “picareta falante”.
    Deixou discípulos.

  11. Existe sempre alguém disposto a relativizar e só lamento que mais um português num alto cargo faça isso.
    P.S. – Só espero que não o candidatem a PR, se o do presente é mau então seria péssimo porque acho que até ganhava.

  12. O presidente Marcelo deu “ um chega para lá “ no embaixador palestiniano :“quem começou foram os palestinianos”, disse, e Bem.

    1. Falou bem. Verdade factual. O outro tratou logo de citar o Guterres (olha quem…) aludindo aos 56 anos “sob ocupação”.
      Como se os ‘pogroms’ a judeus na Palestina, pelos árabes, não tivessem começado muito antes. Basta lembrar o massacre de 1929. Ninguém ainda falou disso ao Guterres.

          1. “deu caução intelectual ao Hamas.” Desculpe lá, assim não dá para discutir (ne+o sentido de argumentar).

          2. Com apoiantes do grupo terrorista Hamas não dá para discutir. Nem com o ISIS, nem com o Hezbollah, nem com a Jiade Islâmica.
            Esses só “discutem” à bomba.
            E nunca discutem com “Manuelas”: a menos que a Manuela use turbante e barba.

          3. A propósito, leitura recomendada:
            «An organisation that kidnaps unarmed women, children and old people then parades the naked bodies of its dead victims should not be considered as a resistance movement. Hamas is what Hamas does: it is a violent Islamist terror cult.»
            https://www.telegraph.co.uk/news/2023/10/08/hamas-have-revealed-themselves-for-what-they-are/

            Diga o secretário-geral da ONU o que disser.

          4. “Esses só “discutem” à bomba.” como também não discutiriam comigo. Mas para respondermos é necessário perceber. Não basta chamar nomes. Ou então arriscamo-nos a fazer a figura que os americanos fizeram com os talibãs.

          5. Entre os americanos e os talibãs, eu estou com os americanos. Não fico a meio da ponte nem na corda bamba.
            Você deveria estar também, por motivos acrescidos.

          6. “eu estou com os americanos” Eu estive. Quando fugiram…. fiquei sem saber para onde me virar, confesso.

  13. E relativamente aos “hospitais” com os quais os jornalistas e Guterres estão tão preocupados… Como é que um território com metade da área de Lisboa tem 40 hospitais??

    Nem no maravilhoso mundo de António Costa há tantos hospitais por metro quadrado.

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