Pensamento da semana


Pedro Correia,

Três guerras em simultâneo. A que decorre da invasão russa da Ucrânia. O conflito aceso entre a Arménia (pró-russa) e o Azerbaijão (pró-turco) a pretexto de um enclave. A carnificina mais recente entre Israel e o Irão (via Hamas), hoje o principal fornecedor de armamento a Moscovo.

O mundo está perigoso. Num palácio de vidro em Nova Iorque, Miss Universo – que deseja muito a paz em todo o planeta – mostra-se preocupada.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana

75 comentários em “Pensamento da semana”

          1. mas avisou quem ou está avisar ?
            e linguagem de caserna em geral ou a alguém em particular?

  1. Ainda não viu nada.
    Mas isto é uma realidade que a aliança entre extremistas do centro e extremistas de esquerda construiu.
    Dentro de 20 anos é provavel que nenhum governo Europeu de extremistas do centro ainda exista.
    Sim eu tenho bem presente a capacidade camaleónica dos extremistas do centro.

      1. O extremismo de direita não existe no mesmo sentido em que o extremismo de esquerda existe que é activo e está institucionalizado.

        Os cabeças-rapadas desapareceram nos confins de Miratejo e o Chega, que não passa de um partido reaccionário, é uma mera válvula do regime — uma espécie de Marinho Pinto on steroids.

        Existe uma coisa parecida com a alt-right nas caixas de comentários, mas esses depois têm de ir ao supermercado.

        1. Errata: “(…) no mesmo sentido em que o extremismo de esquerda que existe é activo e está institucionalizado.”

      2. Ora aí está a frase do jornalismo marxista : “extremistas de direita”
        Então não são “activistas de direita” ?

        Qual foi a ultima vez que a SIC., TVI, Publico, RTP usou a expressão “extermistas de esquerda”
        A RTP foi apanhada não só em Fake News mas em traduzir falsamente um ministro françês que disse Extremistas de Esquerda enquanto a RTP disse que ele disse Extremistas de Direita.

  2. Não é fantástico que o jornalismo não use o título Massacre no ataque do Hamas ao festival de musica?

    “Mais de 250 mortos em festival de música atacado pelo Hamas”

    É assim que o Publico dá o título. Não fosse um grupo Islamita apoiado pela esquerda e teríamos um título com muitos adjectivos para construir narrativa, como interessa defender o Hamas temos um título enxuto sem adjectivos.

      1. Entretanto o PCP, que atribui à UE (isto é, a Portugal também), aos EUA e à NATO a responsabilidade da invasão da Ucrânia pela Rússia, agora atribui a Israel a culpa pelo morticinio de israelitas pelo Hamas apoiado e armado pelo Irão.
        O agredido é o agressor – fórmula orwelliana. Talvez por usar uma saia demasiado curta, como diria um desembargador do Porto.

      1. é mais um Misso que uma Miss. (e nem era preciso tanto para marchar até em tempo de paz)
        por enquanto ainda é só de aparências, mas quando começarem a aparecer com marrecas durante nove meses é que vai ser do caraças.

  3. O conflito aceso entre a Arménia (pró-russa) e o Azerbaijão (pró-turco)

    Dois erros:

    (1) O conflito não está “aceso”, ele está apagado. Não há neste momento quaisquer combates.

    (2) A Arménia foi pró-russa, mas já não é. Desde há anos que, com um novo primeiro-ministro, a Arménia se tem andado a inclinar para o lado da Nato.

    1. Desde há anos que, com um novo primeiro-ministro, a Arménia se tem andado a inclinar para o lado da Nato.

      Isso é o velho truque russo de criar enclaves, para depois o pcp e organizações parecidas no ocidente justificarem todo o tipo de barbaridades.

      Por exemplo, a palestina nunca passou de uma região —era uma zona desértica sem ninguém— e o seu povo não é nem nunca foi uma etnia nem tem nenhum dos ingredientes que formam as nações. Nunca foi, é uma invenção dos partidos comunistas, como muitas outros embustes que os jornais debitam sem reflectir. Os actuais palestinianos são os descendentes de gente que foi empurrada para lá provavelmente à força para criarem um enclave quando Israel se formou no território colonial inglês.

      E quando os muçulmanos perceberam que um deserto pode dar frutos —coisa que eles notoriamente não conseguem fazer a não ser que já lá esteja, como o petróleo—, começaram a querer acabar com Israel, instigados pela inveja, pelo Irão comunista e todos os movimentos comunistas no mundo. E sempre, e isto é muito importante, com a URSS/Rússia por trás a fazer as maquinações e contaminar a sociedade ocidental com os embriões do activismo plataformista e os movimentos “woke”. Tudo isso confluiu no momento presente.

      A Palestina faz lembrar aquelas terriolas que cresceram avidamente à volta de uma fábrica e depois querem tirar a fábrica de lá porque faz pó para a roupa estendida.

      1. Se os Egipcios e os Jordanos ainda estivessem a controlar o territórios conquistados não existiram Palestinianos.
        Porque a questão aqui nunca foram os Palestinianos. A larga maioria dos apoiantes dos Palestinianos estão-se nas tintas para os Palestinianos veja-se como apoiaram e apoiam os grupos Marxistas e agora os Islamistas como governo dos Palestinianos. É carne para canhão na luta contra o Ocidente.
        É (mais) um Culto da Morte promovido pelo jornalismo Marxista ocidental pois ganha poder politico quer Palestinianos quer Israelitas sejam mortos.

      2. a palestina nunca passou de uma região —era uma zona desértica sem ninguém

        Havia Jerusalém, Jafa, Haifa, Hebron, Gaza… todas essas cidades já existiam.

        o seu povo não é nem nunca foi uma etnia

        Pois não. É como o povo de Portugal, também não era uma etnia até ao século 14.

        quando os muçulmanos perceberam que um deserto pode dar frutos —coisa que eles notoriamente não conseguem fazer

        O sionista Jabotinsky, ao visitar a Palestina, concordou que a sua terra estava bastante bem cultivada, tanto quanto a tecnologia da época permitia. Ele escreveu que os árabes, “tal como todos os filhos de Sem”, eram um povo inteligente e inventivo.

        É claro que atualmente, com motores elétricos a tirar água de furos e com fertilizantes sintéticos, a terra da Palestina dá muito mais frutos do que no século 19.

          1. tinha que que aí chegar.
            o problema foi a votação no ONU e lá se vai o putinismo ou aiatolismo por água abaixo.
            como é que Israel deixou cometer toda aquela acção do Hamas para arranjar justificação
            para destruir todas aquelas instalações na Faixa de Gaza.

        1. O que eu queria dizer é que não existe um povo “palestiniano” como os comunistas e os jornais insistem em fazer crer. Não é por acaso que a “autoridade palestiniana” não convence os próprios árabes de Gaza, na maioria egípcios e imigrantes de territórios próximos.

          E além disso há uma usurpação e revisão histórica do nome “Palestina” pelos muçulmanos e pelos comunistas que os defendem (e sabemos bem o porquê da simpatia entre comunistas e islamitas: porque o seu inimigo é o mesmo). A Palestina era toda aquela região entre o mediterrâneo e a margem esquerda do Rio Jordão (à direita nos mapas), do Egipto até à fronteira do Líbano e da Síria. A Palestina foi dividida em 3 partes: Gaza, Israel e a Cisjordânia. Não há nenhuma razão para os muçulmanos de Gaza serem “palestinianos” e os outros não, porque na verdade os israelitas são os verdadeiros palestinianos — dado que o Islão só começa 500 ou 600 anos depois de Cristo e os judeus têm 4 mil anos. Ou seja, os muçulmanos são os que menos direito têm àquela terra. Quando o cabrão do profeta começa a bater e atirar pedras às mulheres lá lá na terra dele, já havia judeus há mais de 2000 anos. Na verdade, os israelitas deviam era aproveitar este momento para destruir completamente a mesquita de Al-aqsa, para erradicar aquela praga de Jerusalém. Os muçulmanos têm a mania de que o solo, uma vez muçulmano, é para sempre muçulmanos, mas não se importam de apagar do solo os que já lá estavam antes. É uma gente nojenta, sempre a re-escrever a história. Não é por acaso que os comunistas e os putinistas, que são os bandalhos no ocidente mais parecidos com eles, façam o mesmo. E as raízes desse fenómeno são as mesmas: a inveja. A inveja do dinheiro, no caso dos comunistas, e a inveja da escrava Agar, mãe de Ismael, que levou uma queca furtuita do Abraão e depois queria sentar-se à mesa com a mulher dele.

          É como o povo de Portugal, também não era uma etnia até ao século 14.

          Não era e continua a não ser. Calculo que se refira ao estabelecimento da “língua” (a mesma língua que o balio hoje se dedica a destruir), mas nem isso chega, como acontece com os Bascos. Nós somos híbridos, uma formação política, mas isso não quer dizer que sejamos sarracenos. As raízes de Portugal são celtas e visogóticas (os visigodos foram os herdeiros do código legal romano), mas desde o final do século XIX que a cultura tradicional tem sido destruída pelo francesismo e pelo arabismo das universidades, que no fundo não sabem nada, porque não respeitam nada, nem sequer as evidências arqueológicas (ou a falta delas). Basta ver a “etnologia” mirabolante de fulanos como o prof. Moisés Espírito Santo, que vê arabismos em todo o lado, apesar de os tipos que invadiram a península nem sequer serem árabes. Lá está, um gajo da Sorbonne, que é um antro de esquerdismo pior do que a Nova, ia dizer o quê? São os mesmos gajos que tornaram a França num sítio fubar, como se diz na net.

          O esquerdismo devia pagar muito caro, com o corpo mesmo, o que está a fazer à Europa, porque o que se passa é uma verdadeira aniquilação cultural — o vírus que a URSS planeou e plantou na Europa nos anos 50.

      3. Totalmente errado: os palestinianos sempre lá estiveram porque descendem, em boa parte e com outras misturas, do povo judeu que lá vivia, e que com o passar dos impérios foram sendo cristianizados e islamizados. O Êxodo dos judeus depois da destruição de Jerusalém é muito empolado, porque se tratou apenas de uma elite minoritária, não de todo um povo.

        E os comunistas não inventaram a noção de Palestina (de resto, já antes havia o Mandato Britânica da Palestina), até porque no início apoiaram fervorosamente a criação de Israel (contra “o feudalismo árabe”).

        E o Irão é comunista desde quando? Sim, em 1979 muitos comunistas locais também acharam que isso podia acontecer mas os mullahs logo se encarregaram de lhes mostrar quem mandava.

        1. Uma achega:
          A URSS reconheceu formalmente o Estado de Israel a 17 de Maio de 1948 – apenas três dias após a declaração de independência. Foi o primeiro Estado no mundo a dar este passo – muito antes dos EUA, que só reconheceram Israel ‘de jure’ em 31 de Janeiro de 1949:
          https://en.wikipedia.org/wiki/International_recognition_of_Israel

          Eis uma crítica trotsquista ao fugaz ‘coup de foudre’ de Estaline pelo Estado de Israel:
          https://www.leftvoice.org/how-joseph-stalin-helped-create-the-state-of-israel/

          1. Exacto. Era a altura em que o comunismo apoiava activamente a criação do novo estado antes de mudar de rumo por razões estratégicas, levando a que todos os compagnons de route executassem o mesmo malabarismo ideológico.

        2. Não é comunista o tanas. Toda a parafernália iraniana, tal como a Líbia de Khadafi tinha inspiração comunista/maoista. E não por acaso esses estados foram sempre o conveyer belt do dinheiro e armamento russo que chegava aos grupos comunistas radicais (IRA, ETA, etc). Toda a organização de um país comunista ou de um estado islâmico revolucionário (como o Irão agora se designa a si próprio) é idêntica, segue a mesma lógica e tem os mesmos objectivos: o partido único e a formatação absoluta da sociedade de acordo com as regras que estão no livrinho do grande líder.

          1. Não confunda revolução com comunismo. Rolão Preto também defendia essa palavra. O modelo teocrático e reacionário do Irão deve muito pouco ao comunismo, salvo ser um regime autoritário travestido de democrático (e não é exactamente o partido que manda, mas o Líder Supremo). E também é muito diferente do da Líbia de Kadhafi, que talvez tivesse algumas influências comunistas mas no resto era cesarista, pan-árabe e com uns pozinhos de islamismo.

          2. Os conceitos esmiuçam-se, mas é tudo metáforas da mesma coisa e de coisas em sintonia. São esses relativismos que nos trouxeram ao ponto onde estamos: pensar que um tipo que se calhar não é bem como o nosso inimigo pode ser nosso amigo.

  4. Não percebi.
    O que é que tem a ver a guerra com a Miss Universo?
    É como cá.
    O que é que tem a ver a Miss Portugal com a pessoa portadora de um pénis que foi eleita?
    O mundo não está perigoso, está é a ser dominado pelo lóbi dos chouriços.

      1. Então Miss Portugal Trans é o quê? Uma empresa de camionagem?
        Mesmo que ele o tivesse cortado, aquilo continua a ser dele. Ou será que se transforma automaticamente numa Miss?

          1. Pois, mas é melhor ocupar-se senão qualquer dia temos aqui uma Belles Toujours com as minudências tapadas.

  5. a seguir ao caos vem a ordem , lá diz Maquiavel , não sem que antes haja uma valente 3ª guerra mundial. vá-se preparando , desta vez não há botas para escapar.

  6. Um assunto sério para ocupar a cabecinha linda da Miss Universo e lhe acabar com as angústias climáticas.

  7. É realmente preocupante aquilo a que se está a assistir não só pela tragédia dos que lá estão e sofrem diretamente mas, também pela condescendência (e até rejubilo +/- disfarçado) a que assistimos por parte de franjas significativas das sociedades ocidentais. Não percebo como o colapso da Ucrânia ou de Israel possam de algum modo ser benéficos para nós portugueses e para todos os ocidentais. Só uma mente muito deturpada pode achar que qualquer um dos 2 é bom para nós. A eventual queda destes países será sempre catastrófica para todo o ocidente que, obviamente, sairá sempre fragilizado enquanto que as potências antagónicas teriam uma imensa injeção de iniciativa e moral para avancarem para mais e mais ações do género. Mas o que tem o raio dum qualquer português, nascido e criado em Portugal, que vive em Portugal, que tenha filhos em Portugal, … a ganhar com a derrota do ocidente? É realmente inacreditável esta demência em que o ocidente se encontra.

    1. O Comunismo é uma fé, não precisa de uma lógica saudável — basta construir uma argumentação falaciosa, uma teologia, para uma cambada de invejosos aderirem raivosamente a um projecto que, tal com próprio islão, só cria mais miséria e mais ressentimento.

      1. O problema maior do comunismo, julgo eu, é a alucinação de que todos devem receber o mesmo. Imagine 3 empregados, você que em 8 horas produz 8 peças do artigo X, eu que produzo 6 e o Manel que produz 4. É justo você receber o mesmo, produzindo o dobro daquilo que o Manel produz? Ou será justo você ter, a dado ponto da sua vida, arriscado num projeto e ideia (que sempre pode correr mal e enterra-lo em dívidas e que geralmente lhe tira horas e horas de sono para dar certo), abrir a sua empresa e depois dar a quem em paralelo, preferiu ir ver os jogos da bola e beber minis, o mesmo que deixa para si? É patético não é? Esta palermice é um cancro que, quando aplicado leva a um brutal desincentivo do risco e daqueles que têm ideias (afinal para quê se esforçar se depois o gajo que foi ver a bola vai ganhar o mesmo?) e do esforço e empenho, dos trabalhadores e, obviamente do incentivo à produção medíocre e à preguiça (mas para quê dar o litro e fazer 8 peças quando o Manel que faz 4 leva o mesmo ordenado que você?). Enfim isto é tão evidente que chega a ser constrangedor como conseguem seduzir tanta gente com estas palermices. Claro que haverão sempre os coitadinhos que vão alegar que não tiveram oportunidades e coisas do género (acontece é certo), mas será mesmo que existem assim tantas vítimas do sistema que temos? Quantos desses não serão os tais que, quiseram de livre e espontânea vontade ir ver a bola e beber minis enquanto os “priviligiados” davam o litro?? Pois isso não interessa discutir!

      1. É óbvio que, sem o apoio durante décadas do ocidente, Israel não sobreviveria, não se faça de desentendido. Eu até julgo que, a única solução decente, será o estabelecimento de 2 estados e não uns comerem tudo mas, honestamente, não entendo o que tem um ocidental como um mero português, a ganhar com a derrota das potências ocidentais em quaisquer um dos teatros que referi. Mas claro que, pode sempre explicar em como dar peito à Rússia aqui às portas da UE, por um lado, e por outro encorajar o terrorismo islamita com uma vitória sobre Israel, seria um ganho para o Ocidente no geral e para Portugal em particular?

  8. Coitadinha da Miss Universo, está muito abalada que a remessa de comprimidos para ecoansiedade que encomendou na Amazon não há meio de chegar. Não há direito.

    1. O totalitarismo dos aiatolas em Teerão será derrubado pelo próprio povo oprimido desde 1979 por esses clérigos que odeiam mulheres e as prendem, chicoteiam, torturam e matam.

        1. Vocês, islamocomunistas, adoram apartheids.
          Os da Rússia e da China, com os seus bantustões, os do Irão, que faz ‘apartheid’ em relação às mulheres (e pendura os homossexuais, enforcados, em gruas na praça pública) e os do Hamas em Gaza.
          Vocês estão sempre na primeira fila, a bater palminhas. Aqui num sofá tuga, claro.

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