Tudo chega ao fim: o Verão também. Aliás, se virmos bem, em termos mediáticos o Verão já terminou há vários anos. Passou a ser designado como «onda de calor» – designação da moda. Três palavras em vez de uma para significar o mesmo. Complicar tornou-se lema dominante no discurso jornalístico. Nada refrescante, convenhamos.
Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana

da seca ao mau tempo num planeta vivo (e igualmente alguns fósseis).
não se cria riqueza, distribuem-se esmolinhas
É preciso comprar votos, mas atenção! para os jornalistas quando é feito pela esquerda não é populismo é democrático.
Muda a estação, mas não muda a linguagem de alguns. Escrevem sempre o mesmo.
Agora a seguir vem o Mau Tempo — o Outono
e depois vem o Frio — manhãs de 12ºC e o pessoal da SIC chega de gorro, cachecol e luvas
É o que dá ter as televisões a estabelecer o conhecimento inútil. Uma televisão lá dentro deve ser como um cabeleireiro — só estupidez e inveja da estupidez do outro.
Esse é outro clássico televisivo. Passam meses a implorar por chuva e quando ela chega recebe logo o rótulo de “mau tempo”.
Na televisão está quase sempre tudo mal — há bocado, na RTP, no seu desígnio de serviço público, estava escrito em língua tropical: “mastro da embarcação partiu em alto mar”, em vez de “mastro da embarcação partiu-se em alto mar”.
É já a preparar as gerações futuras, falar à nharro. O PS aplaude.
Partiu e já não voltou ou partiu-se e foi consertado?
Pois. Uma das coisas que não existe no ensino do Português nas escolas em Portugal é a verificação lógica das frases (verificação de sentido) — um exercício de análise que faz parte do ensino da gramática nos países anglo-saxónicos, por exemplo.
Com professores sempre em greve, há cerca de três anos, dificilmente poderá haver aprendizagem a sério. Seja qual for a matéria.
O resultado está à vista.
Eu tenho a impressão é de que já não se estuda a conjugação dos verbos. Concluo isto por ouvir e ler, com frequência, coisas como “houveram muitos casos de —” e “é preciso trabalhar para que ténhamos dinheiro”.
…voltamos a repetir….embatemos contra… e outras…1
“Há X anos atrás”. Esta já alastrou como sarampo.
O Verão acabou desde que quiseram passar a escrevê-lo com inicial minúscula.
Para mim continua maiúsculo. Assim continuará, como aqui verão.
Acabou o Verão mas ainda temos o estio e a canícula.
Efeitos da temível “onda de calor”. Antes de chegar o abominável “mau tempo” (vulgo chuva, que aliás já chegou).
No Inverno é “mau tempo” e no Verão é “tempo que não se pode”.
Se cá nevasse, fazia-se cá s’qui.
Eu acho que o Verão não devia acabar. Coitadinhos daqueles que só podem frequentar a Universidade de Verão. E depois ainda vêm dizer que o ensino está mal. É só maledicência, só pode.
Não me diga que é um daqueles tolinhos que, se pudesse escolher, ficava com a “hora de verão” em vez de ficar com a hora natural?
Não, eu se pudesse escolher escolhia antes a “hora de inverno “, sempre dormia mais uma hora.
Ah!
As “universidades de Verão” vão denominar-se “universidades da Vaga de Calor”.
A culpa é do carbono e do passos.Portanto antropogénica e cada vez mais pessoalizada.
Estribilho obrigatório.Depois as lutas contra o clima que são contra os pneus,os aviões,o glúten
no vinho e a lactose no vestuário,o eucalipto assassino da carrasqueira,secador das fontes,dos freáticos,da água nos mares e nos ares,incendiário de todos os fogos,e da paciência que é preciso ter sempre que jornaleiam sobre o clima.
E eles ainda não se lembraram das particulas de tinta que se separam dos edifícios e mais variados embalagens e produtos. Vai ver dentro de pouco tempo o ataque contra a tinta se compensar…
E o heteropatriarcado. Não esquecer o heteropatriarcado, que tem a culpa de tudo. Incluindo as alterações climáticas, o degelo das calotes polares e o aquecimento global.
Os portugueses são muito criativos sobretudo jornalistas desportivos e outros e a imprensa em geral.
Sempre se estudou a -Holanda- e passou agora a ser Países Baixos. Deixou de haver Holandeses.
Os naturais de lá pronunciam Holanda e holandeses. Praticamente toda a Europa, África e Américas dizem Holanda. Somos os tais bons como diz Marcelo.
Foram os naturais de lá que exigiram a alteração em instâncias internacionais. E bem, porque a Holanda é apenas uma província dos Países Baixos.
E há muito que os naturais de lá, os alemães, etc., etc., dizem Niederlande (Nieder = baixa, Lande = terra) e formas semelhantes, Nederlande, Netherlands.
Pode dizer-me quais as instâncias internacionais que os HOLANDESES exigiram serem tratados por Niederland. Tenho familiares que viveram na HOLANDA.
Já agora, como se designam os habitantes dos países baixos?
Desde a ONU À UE, à Eurovisão e aos Jogos Olímpicos, sem esquecer a FIFA e todos os países onde têm representação diplomática.. ct/04/holland-the-netherlands-dutch-gove rnment-rebrand
Deixo-lhe um link velhinho de quase 4 anos (poderiam ser dezenas semelhantes)
https://www.theguardian.com/world/2019/o
Os habitantes dos países baixos, suspeito que por adaptação das formas estrangeiras Netherlands, etc. designam-se por neerlandeses.
Presumo e admito que haverá muito mais pessoas, eu incluído, que informalmente, digam Holanda e Holandeses. Agora o que não é verdade, é que Países Baixos seja uma idiossincrasia ou uma idiotice(*), portuguesa, como sugere o seu primeiro comentário.
(*) Idiossincrasia refere-se à criatividade da imprensa em geral; idiotice refere-se a Marcelo.
Francisco Almeida, as Holandas (Amesterdão e Roterdão) e mais cinco ‘land’ Províncias (Terras/Países) faziam parte das terras baixas ou lá de baixo em contraste com as das elevações ou mais ao alto dos Habsburgos. Nederland= País Baixo, neder= mais baixo; land=terra/lugar .
baixinhos?
os neerlandeses são o povo mais alto do mundo.
Os baixinhos são altos?
Os holandeses sempre se trataram por neerlandeses, mas como grandes comerciantes que são nunca abandonaram o seu nome comercial ‘Holland’ desde a criação da sua Companhia das Índias com sede em Amesterdão, na província da Holanda do Norte.
A questão começou quando as outras sete províncias começaram a fartar-se de lhes chamarem Holanda quando eram Brabante e Groninga p.ex.. Então dizerem que o queijo Groninga é da Holanda é como dizer que Portugal é em Espanha.
Na Espanha também utilizaram durante vários anos uma chapa SP (Spain) nos automóveis.
Então dizerem que o queijo Groninga é da Holanda é como dizer que Portugal é em Espanha.
Um bocadinho exagerado mas percebe-se a ideia..
Não há dúvida nenhuma de que são os próprios holandeses que têm reclamado ser tratados por nederlandeses — mas em português é costume adaptar nomes e fazer generalizações portanto independentemente da maneira como eles se chamam a si próprios, Holanda e holandeses está muito bem. Além disso “Países Baixos” em português é um topónimo para uma região na qual a Bélgica está incluída — holandeses e belgas até costumavam participar juntos nos Jogos sem Fronteiras debaixo dessa designação.
É claro que como toda a gente hoje em dia é ignorante (porque vai à internet ver merdas), papa-se tudo como verdade imediata e muda-se tudo como se não houvesse precedentes e história e maneiras de fazer próprias em cada país. Agora até está na moda traduzir expressões idiomáticas americanas a torto e a direito (como por exemplo: “no fim do dia”, “a sério?” e etc). Mesmo gente ilustre, sábia e séria já diz barbaridades como “impactante” e usa jargão comercial anglo-saxónico que não faz sentido nenhum em português.
Enfim.. Até o António Costa me desalojar e matar à fome, vou continuar a dizer Holanda e holandeses.
Eu, idem. Seja ou não seja “impactante”. Esteja ou não em sintonia com o “estado da arte”. Até “ao fim do dia” – seja lá isso o que for.
Pensava que nas humanidades se aprendia Geografia mas pelos vistos não… A seguir vão dizer que Portugal se chama Alentejo.
Não penses. Dá sempre mau resultado.
V. a pensar no Costa e na Holanda dá nisso.
‘nederlandeses’ não, neerlandeses sim.
Países Baixos, fomos buscar ao francês Pays-Bas ou ao espanhol Países Bajos.
Ou fomos buscar ao próprio Reino dos Países Baixos, Koninkrijk der Nederlanden, ou simplesmente Nederland (País Baixo).
Paises, no plural não tem muito a ver com a Bélgica e o Luxemburgo, mais com os ‘Países de Baixo’ como os Habsburgos das montanhas relacionavam com as várias províncias lá ‘ de Baixo’.
” neerlandeses” ou neandertais?
Será muito legítimo, da parte dos neerlandeses, não discuto. Para mim haverá sempre A Holanda, de Ramalho Ortigão e Com os Holandeses, de Rentes de Carvalho.
Holanda e holandeses. E dois livros a que gosto de regressar, de quando em vez.
Nem mais.
Rentes de Carvalho vivia e casou em Amesterdão, Holanda do Norte, tivesse ele depois casado com a irmã da mulher na Frísia, não diria ‘aqui os holandeses’.
Rentes de Carvalho, residente há décadas na Holanda, sabe mais a dormir sobre esse país do que qualquer anónimo tuga acordado.
Vocês brincam com coisas sérias. Então não ouviram o Guterres dizer que o planeta está a ferver e vai explodir em breve ? …lol….
Guterres deve ter apanhado demasiado sol na moleirinha na ridícula Cimeira dos 77, em Havana, enquanto distribuía abracinhos pelos ditadores Canel, Castro, Ortega e Maduro.
esses países deviam ser expulsos, esses e muitos outros como as ditaduras dos emirados.
e, até, podia haver uma entrada e saída conforme cada caso ia acontecendo.
Conversa da treta.
Pois meu caro Pedro Correia, duvido que algo de significativo possa chegar ao fim antes de 2026. E, se calhar, nem em 2026.
Até lá, muito sucederá – como se diria no Oráculo de Delfos.
Prevejo também que, daqui a uns meses, os jornais farão notícia de destaque, e com direito a envio de equipa de reportagem ao local, da onda de frio causadora do inusitado fenómeno que é – nevar na serra da Estrela.
Coitada da Serra da Estrela, posta em sossego dez ou onze meses por ano. Ter de levar com chusmas de repórteres citadinos fatalmente a cada Inverno, à cata de “mau tempo” – vulgo neve.
Sempre houve, há e haverá idiotas!
Agora há uns que negam as alterações climáticas que originaram alterações na linguagem.
Será que ainda não perceberam que as estações do ano não apresentam as caracteristicas climáticas de algumas dezenas de anos atrás? Basta ter vivido algumas dezenas de anos para perceber isso.
O pior idiota é o idiota anónimo.
Sempre existiram. A diferença é que antes rabiscavam umas tretas nos urinóis, agora evoluíram: já têm wi-fi.
Não deixam de ser idiotas, os idiotas que implicam com os anónimos mas que se contentam com qualquer alcunha com que alguns resolvem adoptar para comentar.
No que respeita às alterações climáticas e ao que vai acontecendo pelo mundo, continuam a ostentar a ignorância dizendo que tudo o que acontece é normal mesmo que em alguns casos se tenha de recuar dezenas e centenas de anos para encontrar fenomemos semelhantes, e noutros sejam registados pela primeira vez, pelos menos desde que há registos. E claro que as alterações que já se vão observando em termos geográficos e outras previstas por força do clima são completamente normais.
Obviamente que não se deve nem pode cair em radicalismos sob pena de se morrer da cura e não do mal, para além de ise verificarem incorências aberrantes.
Mas enfim, perante factos que ocorrem e verificam, é tudo normal na cabeça de alguns anormais.
Está cientificamente comprovado que um dos sintomas mais inequívocos das alterações climáticas ocorre quando os indivíduos perdem nome e apelido.
Como se ficassem coxos e cegos ao mesmo tempo.
E por falar nisso. Perguntava um cego a um coxo:
– Como vais andando?
O outro, muito rápido:
– Como podes ver.
Prontus, entra-se na treta.
E lá vai a das alterações climáticas devido à utilização dos combustíveis fósseis.
São ou não são devido ao homem todas estas alterações do clima?
Quando é se viu, como agora, Amesterdão com 14º à meia-noite em finais de Setembro?
Pinturas de Brueguel do séc. xvi com patinadores nos canais não se veem agora.
Amesterdão com 14 graus à noite em Setembro? Parem as máquinas, nunca tal se viu.