Pensamento da semana


Pedro Correia,

Numa carta lida aos microfones da France Inter a 4 de Maio de 2020, quando a pandemia paralisava o mundo e virava as nossas vidas do avesso, o escritor Michel Houellebecq vaticinou isto: «Nós não vamos acordar, depois do confinamento, num mundo novo; será o mesmo, só que um pouco pior.»

Acertou em cheio. 

 

Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana

34 comentários em “Pensamento da semana”

  1. Não era preciso ser Houellebecq para pensar isso, bastava um pensamento comum e sem artifícios de sonho. O ponto é que, se fora eu a dizê-lo – ou qualquer outro incógnito – a afirmação perdia-se, ninguém a recordava.
    Bom dia

    1. Mas ele não pensou. Ele disse. Ficou registado.
      E já passou tempo suficiente para se concluir que tinha razão. O optimismo histórico de alguns, sempre a imaginarem amanhãs que cantam, voltou a ser derrubado pelos factos. Que são teimosos, como Lenine ensinava.

      1. Pelo menos também não veio o fim do mundo que os arautos da desgraça diziam. É uma solução equilibrada.
        É difícil aferir se o mundo está melhor ou pior do que há uns anos, depende de quem vê e do que se considera importante.
        Há os que vêm o mundo sempre a piorar, os que vêm o mundo sempre a melhorar e os que pensam que o mundo é como é e está-se borrifando para a opinião deles.

  2. Bom dia Pedro Correia.
    Subscrevo.
    Desde a cada vez mais “paz mundial”, à solidariedade, à demagogia ao populismo e ao politicamente correcto, à cultura, à destruição gradual das famílias, etc., vivemos tempos de crescente incerteza.
    Boa semana.
    Saúde
    António Cabral

  3. Não acertou. O mundo depois da pandemia está efetivamente diferente. Como se vê no facto de ainda hoje muitos trabalhadores não quererem ir trabalhar presencialmente.

  4. Ainda há por aí montes de pessoas a andar na rua de máscara. Algo que seria impensável antes da pandemia.

  5. “Pandemia acabou e a produção de máscaras também, mas ficaram feridas abertas na indústria”
    Título hoje do Jornal de Notícias

    Penso que não era preciso ser bruxo para vaticinar o que o Michel vaticinou, bastava apenas utilizar a própria cabeça. E hoje, tal como aconteceu com os nazis na 2ª guerra mundial, os covideiros responsáveis por ordens absurdas ficaram impunes.
    É pena que grande parte daqueles que caíram no conto do vigário sintam agora vergonha de denunciar senão, pode crer que o impacto era muito maior.

    1. A verdade é que ele disse o que disse, naquela altura concreta, em que alguns líricos andavam a apregoar que “estes choques são benéficos para a sociedade pois fazem tudo seguir em frente”. Por estas ou outras palavras.
      Ele teve a lucidez de perceber – e afirmar – que nada disso iria acontecer.

      1. Pois, mas houve outros que também disseram o mesmo só que foram logo apelidados de negacionistas.
        Dominar pelo medo é uma receita muito antiga, não é nada de novo, só que esta teve requintes de malvadez porque foi aplicada em regimes democráticos.
        Talvez eu me engane, mas parece que a sociedade, depois do confinamento, ficou um bocadinho melhor. Não é por acaso que os idosos agora nem a vacina da gripe querem tomar. Como diz o velho ditado “gato escaldado de água fria tem medo”.
        Esperemos que tenha servido de lição para todos.

          1. Não me admira, naquela altura estava tudo louco. Esperemos que não venha a acontecer, mas é muito difícil porque as multidões sofrem do efeito manada, e depois com os dirigentes que temos…

        1. E que é que não querer receber vacinas tem de bom? Se alguma coisa se aprendeu, é que as vacinas são das invenções mais benéficas dos últimos séculos. Lá porque houve medidas exageradas isso quer dizer que a Covid não era uma coisa séria ou que as doenças respiratórias são inofensivas?

          1. Não misture, eu não falei das vacinas no geral, falei das vacinas experimentais covid, o que é diferente. Quem foi vacinado serviu apenas de cobaia, mais nada. Os inúmeros casos de reacções adversas é que fizeram com que os idosos agora nem a vacina da gripe queiram tomar.
            Surdez, problemas de visão, problemas de coração, monkeypox, e problemas de respiração para não falar da própria morte, foram os sintomas que a generalidade dos vacinados experimentaram. Mas pelos vistos parece que isto não foi suficiente pois alguns ainda teimam em cair no conto do vigário.

          2. Experimentais porquê? Todos os passos foram relatados. Se foram mais rápidas do que o costume é porque já havia bases, houve abundante troca de informação e porque a actual tecnologia o permite. Não impediram a propagação, salvo no início quando não havia grandes variantes, mas salvaram imensa gente. Essa dos problemas no coração e etc foram em grande parte empolados (a monkeypox, então, anda não tinha ouvido) e embora parte divos a uma coisa chamada…Covis. Sim, Covid. Ainda me lembro de porem uma lista de atletas que tinham sofrido problemas de coração supostamente por causa da vacina quando alguns deles não tinham sido sequer vacinados mas tinham experimentado aqueles problemas depois de serem infectados.

          3. Já vi que você não leu os relatórios de aprovação das vacinas, está na net. Foram aprovadas a título experimental, é só procurar.
            Sobre os efeitos adversos, todas as pessoas que conheço, e devido à profissão são umas largas centenas, todas elas tiveram efeitos adversos após a toma da vacina. Na minha familia faleceram dois familiares subitamente.
            Se você tomou a vacina e não teve qualquer efeito secundário parabéns, infelizmente a grande maioria não teve a sua sorte.

          4. Li sim. E desculpe lá, não como mentiras divulgadas por aí. E isso pura e simplesmente não é verdade, é mera conversa de teorias de conspiração tóxicas. As vacinas não eram experimentais e os seus testes e as várias etapas foram amplamente divulgados.
            Lamento pelos seus familiares, mas as razões podem ser variadas e não conheço UMA pessoa que se tenha vacinado (a grande maioria) que tenha tido qualquer problema grave. E efeitos colaterais podem ser inúmeras, como disse um amigo meu que esteve nos cuidados intensivos do S. João no pior do Covid, até o Benuron pode dar.

          5. Pois, como dizia o Mark Twain, é mais fácil enganar uma pessoa do que mostrar-lhe que foi enganada.
            Tenho pena que você não conseguisse encontrar documentação credível, mas pense assim, se eles até hoje estão a descobrir novos efeitos secundários, como é que conseguiam em tão pouco tempo arranjar uma vacina de protecção?
            Não é à toa que os idosos estão a rejeitar as vacinas, e a desconfiança é tanta que nem a da gripe querem tomar.

  6. Tão caladinhos com a pandemia estão os jornalistas depois do comportamento vergonhoso como funcionários do governo ao serviço do poder de mais de 90% deles.

    1. Quais jornalistas? Você abusa de cuspir para o ar, com frases gerais e abstractas que visam conspurcar toda uma profissão.
      Isso é totalmente inaceitável. Sobretudo tratando-se de alguém que nunca revelou nome nem estatuto profissional.

      1. Mas…salvar toda a gente de quê?
        Quem é o inteligente que é dono da verdade suprema?
        Não façamos das pessoas idiotas, já somos todos crescidinhos para pensar pela própria cabeça.

      1. não é para perceber
        passam o tempo a aldravar-nos, porque está tudo dependente dos políticos sem nível

        1. “Se algum dia perceberem o que fizemos seremos perseguidos estrada fora e seremos linchados.” Frase de um alto representante dos EUA em conversa semi-privada(tipo aquela conversa na Assembleia no 25 abril) há uns anos.

  7. Escreveu jpt, num post um pouco mais abaixo:
    “o pós-Covid foi-nos fixando fora de Lisboa”
    Isto mostra que o pós-covid tem uma influência não-trivial no comportamento. Estamos, de facto, num mundo novo.

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