Um país em que metade das respostas a perguntas muito concretas começa pela bengala verbal “acho que” só pode ser alérgico a números. E a factos em geral.
Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana
Um país em que metade das respostas a perguntas muito concretas começa pela bengala verbal “acho que” só pode ser alérgico a números. E a factos em geral.
Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana
“O computador americano tem memória. O português tem uma vaga ideia.”
É daquelas coisas. Por um lado a quantificação exaustiva, e estatística, de tudo e mais um par de botas tem óbvias vantagens económicas.
Mas a certa altura também se começa a pensar se não seria de mandar fertilizar as vantagens económicas.
Sim, melhor fertilizar. Para medrarem bem.
“Acho” que tem razão
Acho que estamos em (aparente, suposta, presumível, alegada) sintonia.
Não somos alérgicos a números, desde que trabalhados pela bell’arte da estatística.
Como o caso dos hambúrgueres feitos com 50% de frango e 50% de cavalo.
No país do mais ou menos.
«onde há opiniões não há factos»
Convém não deixar que um desprezível facto perturbe uma maravilhosa teoria.
maravilhosa roda desdentada
Depende de qual seja a pergunta muito concreta. Se essa pergunta se dirigir a uma opinião, então a resposta “acho que” é perfeitamente adequada. Se a pergunta se dirigir a um facto objetivo, então a resposta “acho que” é desadequada.
“Acho que” é expressão favorita dos detectives. Por deontologia profissional.
E dos tugas. Porque sim.
Em vez de “acho que” devemos passar a dizer “Ich glaube” ou “I Think”. Sempre estamos em boa companhia.
Se calhar parece que. Mais ou menos.
É o “acho que ” e o “digamos que “, mas não deve ser por alergia aos números senão o circo já tinha acabado. Penso eu de que.
Falar e escrever com palavras a mais é património nacional. Devia figurar na lista da UNESCO.
Normalmente as pessoas que têm muitas certezas sempre, tendem a ter certezas diferentes de cada vez que são perguntadas.
Ainda perfiro o “acho que”, mostra que se sabe que a omniscência é exclusiva de Deus e os portugueses não se acham divinos.
Sherlock Holmes dizia algo semelhante.
Mas ele achava mesmo. Não era o “achar” à portuguesa.
Convém não ignorar que a notável factualidade dos achamentos dos nossos navegantes de antanho possa subjazer a um tal hábito.
Pode pois tratar-se de invocar-se uma descoberta, resultante de trabalhosa elaboração, e não a manifestação de uma qualquer incerteza!
Entre esses “achamentos” e a omnipresente bengala verbal “acho que” vai uma distância abissal.
Acho eu.
Digamos …que estamos de acordo.
Acho que… concordo. Mais ou menos, se calhar.
Acho, acho que a sábia Senhora da Comissão para um novo Aeroporto na área metropolitana de Lisboa, nunca perguntou ao ministro da tutela,
se era para fazer, se pensava ir haver financiamento para o mesmo.
Se o Sr PM via interesse em tal. Acho.
Acho que tem razão. Ou talvez não, sei lá. Mais ou menos, se calhar.
É sempre assim, tanta coisa (ou hoje vou lançar esta do acho que) pra acabar numa conversa da treta.
E as árvores na Praça do Comércio? E os carros em cima dos passeios?
É só tretas.
Velho estalinista, tretas são as que o teu querido Putin vomita e as que o teu estimado Lavrov vai escarrando.
Vamos lá a ver…
Acho que o morcego estalinista se baba a ouvir o major-general Lavrov na CNNP:
Quem é esse ?
É o que debita propaganda russa no canal pró-americano.
“…propaganda russa no canal pró-americano” ??
Um canal TV que debita propaganda russa, e o armamento no valor de biliões de dólares entregue pelos EUA à Ucrânia ?
Disto só a conversa da treta superava.
Ui, o morcego estalinista volta a atacar às tantas da matina. Que medo.
medo de morcegos estalinistas? deve ser algum seguritas de serviço.
que grande mariquinhas você nos saiu, e até está a pedir socorro duma publicação anónima por causa de propaganda russa num canal pró-americano.
não publicava o comentário e prontus, mas você dá o cu e meio tostão por tretas, até parece a Celeste do 3º. frente que mete conversa só pra arranjar companhia.
Há morcegos estalinistas tão fanáticos que até obram de dia, contrariando a natureza.
Como este, coitado. Aparece (de focinho tapado) à luz solar. Uma violência. Oxalá não cegue de vez.
Espécie de morcego invertido.
Ogecrom.
Maravilhas da escola pública
Pública ou púbica?
Até mesmo á Lei de Lavoisier, que não precisa de grandes números, esta sociedade é alérgica.
Tenho vaga ideia de.