«Uma criança dizia, dizia
‘quando for grande
não vou combater’.
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer».
Ermelinda Duarte
Ser livre de dizer não implica que se diga. A pior prisão é, muitas vezes, a que existe dentro de nós.
Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana

Boa noite, Cristina
A questão foi termos o direito de o dizer e não o termos dito, ou dito com convicção, até que se tornasse um acto tão automático como o respirar.
E aí temos tantos jovens a entrar no exército, ainda por cima como voluntários, na escola onde se ensina a matar e a morrer.
Agora vemos governantes que envolvem os nossos jovens na arte de combater, já não em defesa da “Pátria e do Império (português)”, mas num combate sangrento entre Impérios.
Zé Onofre
…mas se treinarmos as exteriores talvez a interna abrande os nós. Até por haver prisões necessárias. A liberdade humana não se faz restrita apenas em tons negativos, há muito de positivo e humano nela, tal como o conceito de sermos uns com os outros.
Bom dia
É verdade, Bea, há prisões necessárias. Também não sou apologista de que se diga tudo o que nos vem à cabeça. Devemos sobretudo evitar insultos e ofensas graves. Por outro lado, há pessoas que têm dificuldades em adaptar-se à liberdade, aprisionam-se elas próprias, perdem oportunidades, não tomam iniciativas.
(uma gaivota voava voava)’
‘ filha da puta, não mais se cansava ”
” -que queres ser quando adulto?
-DELINQUENTE! ”
agora é político de esquerda
Eh eh.
Uma criança dizia dizia:
Quando for grande quero ser pedreiro ou presidente.
Não foi uma coisa nem outra e enfiou-se na aguardente.
É a canção preferida da minha criança, Cristina, com algumas adaptações.
Adaptação 1.
“Quando eu for grande, eu vou combater”
Devemos lutar por aquilo em que acreditamos, filho, digo-lhe.
Adaptação 2.
“Um kiwi crescia, crescia, grito verde e branco num campo qualquer”
“Vede e banco como o nosso S’poting, papá?
Sim, querido, queremos uma sociedade verde (ecológica) e branca (de paz) não queremos construir uma sociedade de papoilas saltitantes a derramarem sangue pela pátria.
Versão aprovada!
Pedro Oliveira “..papoilas saltitantes”, deixe a criança ser benfiquista se quiser
Deixe-me adivinhar: os filhos do anónimo são todos sportinguistas. Talvez até haja algum portista…
Agora já não vai a tempo, ele optou “livremente” pelos valores sportinguistas que nada têm a ver com o benfiquismo.
Impossível, não batize e deixe-o escolher a religião ou ser ateu, mas correr a torná-lo sócio do Sporting.
“‘quando for grande
não vou combater’.”
Era o que eu dizia há muitos, muitos anos quando era criança. Mas passados uns anos fui mesmo combater. Porque me obrigaram e não vi maneira de evitar.
Lembro-me de uma adaptação do Verão quente de 1975.
Um comunista saltava, saltava
D’uma janela d’um sétimo andar
Como este anda há muitos
Comunistas p’ra empurrar.