“The past was erased, the erasure was forgotten, the lie became truth.”
1984 / George Orwell
Durante a semana que passou, decorreu em Faro o 14.° Congresso da BAD – Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Profissionais de Informação.
Na palestra de encerramento, Richard Ovenden, da Bodleian Library, em Oxford, exibiu esta frase de Orwell a propósito da sua intervenção.
Autor de “Queimar livros: uma história da destruição do saber”, Ovenden conduziu-nos pelos desastres, tantas vezes intencionais, que provocaram a destruição de bibliotecas e sublinhou a importância destas instituições na salvaguarda e consolidação da Democracia, através da garantia de acesso ao conhecimento.
Numa época em que as bibliotecas – nos EUA, Canadá e Irlanda, por exemplo – enfrentam verdadeiras comissões de censura e brigadas revisionistas, vale a pena relembrar que, há exactamente 90 anos, a 10 de Maio de 1933, a queima de livros “indesejáveis” precedeu o holocausto, dando razão às palavras premonitórias de Heinrich Heine (1820): “Onde se queimam livros, acabam por se queimar as pessoas”.
Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana

Os centro extremista votou para isto mas fazem-se desentendidos…
“Os centro extremista..” ? Lá estará o Pitáguras às voltas na tumba.
Mas não serão antes brigadas negacionistas.
Ainda vai verificar que a maioria são extremistas só que diferentes coisas. Como aqueles que se auto designam centristas têm os jornais para controlar a narrativa assim fabricam a Overton Window.
Portugal bateu records de dívida – isto apesar de ajudas record – record é por definição extremista. O G7/G20/UE está destruir produção de alimentos e encarece-los e quer mudar toda a economia em nome do “ambientalismo”. Todos os governos “centristas” Europeus e Americanos prometem controlar o Clima se lhes derem todo o poder. Isto é extremismo do centro.
Mas aqui o que conta é os centristas terem apoiando os partidos – começando pelo Partido Democrata dos EUA. o Labour/Lib.Dem em Inglaterra que nos trazem isto., além de subsidiarem com o dinheiro de todos as Universidades. Ou seja quem faz isto não tem razão nenhuma para parar.
Alguma vez alguém pensou que seria de outra maneira? Que ingénuos.
Como se previa, o multiculturalismo e o globalismo é o fascismo do presente.
Em uma época de fraude universal dizer a verdade é um acto revolucionário. Orwell (mais no meu blog Imagens)
A novilíngua está aí para ajudar…
Heinrich Heine era de ascendência judaica, e na religião judaica os livros em geral (e não somente os religiosos) ocupam um lugar muito especial. Não admira portanto que Heine detestasse a ideia de maltratar livros em geral – e também, premonitoriamente, a ideia de queimar pessoas.
Li alguém – terá sido ou o Neil Gaiman ou o Philip Pullman, ambos defensores acérrimos das bibliotecas públicas – comentar que hoje em dia as bibliotecas serão talvez o último espaço público que podemos frequentar livremente sem a expectativa de gastarmos dinheiro. O que as torna ainda mais valiosas.
Mas serão brigadas revisionistas ou negacionistas ?
O queimar livros não é novidade nenhuma, desde que se publicam livros, que eles são queimados.
Agora a nova “inquisição” é mais sofisticada, apagam palavras e frases e substituem-nas por outras mais “correctas”.
“Somos alertados com frequência para os perigos do regresso de perigosos bárbaros ansiosos por queimar livros e acabar com as nossas liberdades. Não é um alerta totalmente falso,só que os tais bárbaros empunham a bandeira da inclusão e da “reconciliação dos povos”.
( do capítulo 13 do livro Manual do Bom Cidadão de Jorge Soley)
Muito oportuna esta reflexão, num tempo em que tanta gente encara, com tanta naturalidade, as novas censuras.
Não sugerido a quem receia as modernas censuras ou a quem se deixa condicionar pelas novas ideologias totalitárias que se estabelecem em nome do progresso,dos direitos e igualdades, e ainda(pasme-se) das liberdades. talitarismo-transfiguradodo-10807
https://novomundo111.blogs.sapo.pt/o-to
lema governamental «a pensar morreu um animal que tem as orelhas compridas» e não é tão burro politicamente como eles. até sabe fazer cangocha quando não gosta de ser montado
A coisa funciona muito melhor se se controlar logo a primeira publicação dos livros, ou pelo menos o volume dos ditos.
Por exemplo, fica-se com má impressão do imperador Tibério, do rei D. Miguel de Portugal, ou mesmo de A.O. Salazar.
Apesar dos dados objectivos acerca dos mesmos não corroborarem o discurso. “Temos pena”, como dizem os escribas da versão oficial.
“Onde se queimam livros, acabam por se queimar pessoas”. Grande verdade.
Nos anos 50, a revista “Mulher Maravilha” foi alvo de uma perseguição feroz, inclusive pelo senado norte americano. E era comum a “queima” destas revistas em público. Meu dito, meu feito: pouco depois estavam os estados unidos a queimar, com napalm e fósforo branco, as populações do Vietname. Depois, foi o Iraque, a Jugoslávia, etc.
Grande verdade, a frase de Heine, Desta ez, tenho de tiar o hapéu ao “Detrito de Opinião” por nos relembrar estas verdades…