Pensamento da semana


Pedro Correia,

Números que nos envergonham: 61% dos portugueses não leram um único livro em 2021. Envergonham ainda mais em comparação com os nossos parceiros europeus: no mesmo ano, houve 38% de espanhóis que nada leram e apenas 8% de franceses.

Quem não lê situa-se de imediato num patamar inferior, indigno de um legado cultural de milénios que nos serve de matriz: não esqueçamos que somos herdeiros e tributários da civilização do Livro.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

50 comentários em “Pensamento da semana”

      1. “Não hão-de faltar nesta caixa de comentários”
        Serão assim tantos ‘não hão-de faltar’?
        Só você é que saberá e/ou à medida que lhe der mais jeito.

  1. Se a carga de horário dos trabalhadores diminuísse, essa percentagem talvez aumentasse. Mas nunca vi Pedro Correia a sugerir isso.

  2. Nunca deixei de trabalhar habitualmente mais das 8h do rigulamento e quase 2 de transportes ditos públicos há meio século e por acréscimo nunca deixei de ler,ouvir,conversar,escrever,etc.
    Agora há outros costumes,mais avançados,dispensam ler e escrever.Só correntes na rede
    e corridinhas atrás.
    Tenham bom futuro.O diabo do Pacheco disse e simulou outra coisa,toda a gente sabe que era um malcriado.

    1. Transportes ditos públicos, diz bem. Que estimulam cada vez mais o recurso à viatura privada.
      Tal como a saúde em colapso dita pública é um maná para as clínicas privadas e a educação pública sempre em greve é uma bênção para os colégios privados.

      1. Eu pessoalmente não sou atingido – leio alguns livros em cada ano -, mas conheço pessoas, incluindo familiares meus, que não lêem livros, e de forma nenhuma considero que elas se situem num patamar inferior.

  3. Leio muito, porque gosto e porque desanuvia. As preocupações não desaparecem, mas enquanto leio, estou longe da minha realidade e, se o livro for bom, a minha disposição melhora consideravelmente. Já cheguei a fazer directas para acabar de ler livros que considerei bons livros, coisa que nunca fiz quando era mais nova, saía à noite e havia vida nocturna interessante.

        1. Eu sou igual, Maria Dulce!
          Aliás, na segunda volta acabo por a experiência mais prazerosa, pois muito me escapa na primeira vez por causa dessa expectativa.

  4. Ler e ouvir,que não sejam só as três ou mais bárbaras e a trintena de fadistas post-Amália.
    Um Vivaldi rosso arredando a eterna consagrada,não esgoto os incensos,peanha Bach;Aldina Duarte,Zambujo dia sim,Opus Ensemble,papá Haydn pois claro apesar de Mozart.Agora tenho mais que fazer.

      1. Sim mas não só. Platina e Ouro,carotes. Pese embora,e lastimo e aplaudo o decesso Nabeiro,
        nem só Campo Maior trata bom café. Além dos lotes citados consumo também Azálea-Flor da Selva,conhece? Espreite o site. Alterno.

  5. Não é só ler, é preciso também saber por quem foi escrito e porquê foi escrito e mais importante ainda, entender o que está escrito.
    Com todos estes patamares conjugados acho que a percentagem ainda é inferior.

  6. “61% dos portugueses não leram um único livro em 2021.”

    Fizeram eles senão bem, quem é que gosta de estar a ler livros que depois ofendem os leitores, como é o caso dessa Enid Blyton. Ou ler os livros racistas do Eça.
    Vamos ter calma, entendam-se lá, digam quais são os livros que a malta pode ler, e depois vão ver que a estatística até vai envergonhar a do almirante.

  7. Quem não lê jamais se pensa num patamar inferior. Apenas não lê. E nem sabe o que perde e o que faz perder aos que o rodeiam. É muito raro a ignorância dar por si.

  8. Há dias um colega disse-me (e eu já desconfiava) que nunca tinha lido um livro inteiro na vida: mesmo Os Maias, que eram leitura obrigatória na escola (o dito colega já entrou na faixa dos 40 anos), só tinha lido em forma de resumo. Pior: disse que nunca diria ao filho para ler um livro – mas queixa-se de que o miúdo não se sai bem na escola. Claro está que armou-se logo ali discussão, e fartei-me de lhe dar nas orelhas. Sem resultado, infelizmente, que há pessoas a quem a inteligência não sorri e são incapazes de perceber a gravidade dos disparates que dizem (e fazem!). Mas pior ainda é o facto de não ser caso único e – segundo me conta quem lida com crianças e adolescentes – os “alérgicos” à leitura parecem estar a aumentar. Triste e preocupante.
    Quanto a mim, não sei quem seria sem livros.

    1. “Quanto a mim, não sei quem seria sem livros.”
      Portanto os outros também devem gostar de livros.
      Toda a gente gosta de que os outros gostem do que nós gostamos.

      1. “Toda a gente gosta de que os outros gostem do que nós gostamos.”
        De facto. Foi assim na Inquisição: quem cria em Deus sentia-se na obrigação de querer (forçar) que os outros também cressem. E é assim com os islâmicas fundamentalistas: quem não acredita no que eles crêem deve ser obrigado crer. Daí o califado universal.
        Há lógica: se aquilo em que acreditam é a verdade absoluta, todos devem ser convencidos a fim de terem a sua própria salvação.
        Não se disse que fora da Igreja não havia salvação?

  9. Meteram tanto medo em 2020 com a histeria covid, que é natural que em 2021 as pessoas para abrir um livro só com autorização da Graça Freitas.

  10. A leitura é fundamental. Ajuda-nos a avançar, a reflectir a a compreender o mundo. Lembro-me quando em miúdo devorei Jules Verne, Alexandre Dumas. A primeira vez que li “Os Maias” estive sentado horas a fio Gosto de ver a minha filha fazer o mesmo.
    Temos que promover a leitura, não se pode só ficar dependente das redes sociais.

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