Números que nos envergonham: 61% dos portugueses não leram um único livro em 2021. Envergonham ainda mais em comparação com os nossos parceiros europeus: no mesmo ano, houve 38% de espanhóis que nada leram e apenas 8% de franceses.
Quem não lê situa-se de imediato num patamar inferior, indigno de um legado cultural de milénios que nos serve de matriz: não esqueçamos que somos herdeiros e tributários da civilização do Livro.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Quanto mais ignorantes, mais embrutecidos, mais domesticáveis. É muitíssimo útil. Quiçá patriótico.
Haja bola.
Alguns, quanto mais ignorantes, mais arrogantes.
Não hão-de faltar nesta caixa de comentários.
Uma coisa rima com a outra.
“Não hão-de faltar nesta caixa de comentários”
Serão assim tantos ‘não hão-de faltar’?
Só você é que saberá e/ou à medida que lhe der mais jeito.
Já estava a antever que viesses. E apareceste mesmo.
E telenovelas, e programas de entretenimento que só estupidificam.
Se a carga de horário dos trabalhadores diminuísse, essa percentagem talvez aumentasse. Mas nunca vi Pedro Correia a sugerir isso.
Que disparate pegado – santa paciência a do camarada-coordenador para aturar isto.
Caterva de imbecis anónimos- passe o pleonasmo – sempre em defesa do indefensável.
Neste caso em causa própria. Uivando em louvor da iliteracia militante.
Cá está um exemplo de analfabetismo funcional.
Um anónimo em defesa do desemprego como veículo de difusão da leitura.
Bestial.
Nunca deixei de trabalhar habitualmente mais das 8h do rigulamento e quase 2 de transportes ditos públicos há meio século e por acréscimo nunca deixei de ler,ouvir,conversar,escrever,etc.
Agora há outros costumes,mais avançados,dispensam ler e escrever.Só correntes na rede
e corridinhas atrás.
Tenham bom futuro.O diabo do Pacheco disse e simulou outra coisa,toda a gente sabe que era um malcriado.
Transportes ditos públicos, diz bem. Que estimulam cada vez mais o recurso à viatura privada.
Tal como a saúde em colapso dita pública é um maná para as clínicas privadas e a educação pública sempre em greve é uma bênção para os colégios privados.
Pedro Correia a fazer publicidade encapotada ao ACP, Clínica da Luz e Colégio Moderno.
Instituições que te devem dizer muito, burguesote. Sobretudo o Colégio Moderno.
a culpa morre sempre antes de nascer
«O ser humano é o único animal que tem remorsos.»
John Steinbeck, ‘A Leste do Paraíso’
Quem não lê situa-se de imediato num patamar inferior
Mas que forma de desqualificar os seus concidadãos!
Sentiu-se atingido? Lamento muito.
Eu pessoalmente não sou atingido – leio alguns livros em cada ano -, mas conheço pessoas, incluindo familiares meus, que não lêem livros, e de forma nenhuma considero que elas se situem num patamar inferior.
Não admira. Mesmo nada.
Leio muito, porque gosto e porque desanuvia. As preocupações não desaparecem, mas enquanto leio, estou longe da minha realidade e, se o livro for bom, a minha disposição melhora consideravelmente. Já cheguei a fazer directas para acabar de ler livros que considerei bons livros, coisa que nunca fiz quando era mais nova, saía à noite e havia vida nocturna interessante.
Comigo, às vezes, sucede ao contrário, Dulce. Quando o livro é muito bom retardo o mais possível o momento de acabar.
Sem segundas intenções, ‘honni soit’…
…qui mal y pense
Leitura tântrica é capaz de funcionar. Eu sou pessoa para reler duas ou três vezes seguidas o mesmo livro, mas sou demasiado impaciente para ficar na expectativa do desenlace.
Eu sou igual, Maria Dulce!
Aliás, na segunda volta acabo por a experiência mais prazerosa, pois muito me escapa na primeira vez por causa dessa expectativa.
Ler e ouvir,que não sejam só as três ou mais bárbaras e a trintena de fadistas post-Amália.
Um Vivaldi rosso arredando a eterna consagrada,não esgoto os incensos,peanha Bach;Aldina Duarte,Zambujo dia sim,Opus Ensemble,papá Haydn pois claro apesar de Mozart.Agora tenho mais que fazer.
Café Delta?
Sim mas não só. Platina e Ouro,carotes. Pese embora,e lastimo e aplaudo o decesso Nabeiro,
nem só Campo Maior trata bom café. Além dos lotes citados consumo também Azálea-Flor da Selva,conhece? Espreite o site. Alterno.
Gostos não se discutem, ou o bom gosto não tem discussão.
Não é só ler, é preciso também saber por quem foi escrito e porquê foi escrito e mais importante ainda, entender o que está escrito.
Com todos estes patamares conjugados acho que a percentagem ainda é inferior.
Já nem vou por aí. A coisa é capaz de se agravar.
Isso é que é o importante, e por isso é que o um livro é uma obra, uma obra de arte.
Eu ando a ver se recupero os livros da Enid Blyton, para reler, 40 anos depois, acho que vou gostar
https://www.reddit.com/r/nextfuckingleve l/comments/11y7zes/a_100yr_old_mother_of _liberty_speaks_to_a_school/?utm_source=s hare&utm_medium=web2x&context=3
Sim senhor, anónimo mas conhecido.
“61% dos portugueses não leram um único livro em 2021.”
Fizeram eles senão bem, quem é que gosta de estar a ler livros que depois ofendem os leitores, como é o caso dessa Enid Blyton. Ou ler os livros racistas do Eça.
Vamos ter calma, entendam-se lá, digam quais são os livros que a malta pode ler, e depois vão ver que a estatística até vai envergonhar a do almirante.
“Contos proibidos” de Rui Mateus.
Esse tenho-o aqui em casa.
Veja lá se a A.S.A.E. da língua sabe e lhe apreende a narrativa.
Ele está à vontade, é director-geral da asae da língua.
Quem não lê jamais se pensa num patamar inferior. Apenas não lê. E nem sabe o que perde e o que faz perder aos que o rodeiam. É muito raro a ignorância dar por si.
Há dias um colega disse-me (e eu já desconfiava) que nunca tinha lido um livro inteiro na vida: mesmo Os Maias, que eram leitura obrigatória na escola (o dito colega já entrou na faixa dos 40 anos), só tinha lido em forma de resumo. Pior: disse que nunca diria ao filho para ler um livro – mas queixa-se de que o miúdo não se sai bem na escola. Claro está que armou-se logo ali discussão, e fartei-me de lhe dar nas orelhas. Sem resultado, infelizmente, que há pessoas a quem a inteligência não sorri e são incapazes de perceber a gravidade dos disparates que dizem (e fazem!). Mas pior ainda é o facto de não ser caso único e – segundo me conta quem lida com crianças e adolescentes – os “alérgicos” à leitura parecem estar a aumentar. Triste e preocupante.
Quanto a mim, não sei quem seria sem livros.
“Quanto a mim, não sei quem seria sem livros.”
Portanto os outros também devem gostar de livros.
Toda a gente gosta de que os outros gostem do que nós gostamos.
🙄🙄🙄
“Toda a gente gosta de que os outros gostem do que nós gostamos.”
De facto. Foi assim na Inquisição: quem cria em Deus sentia-se na obrigação de querer (forçar) que os outros também cressem. E é assim com os islâmicas fundamentalistas: quem não acredita no que eles crêem deve ser obrigado crer. Daí o califado universal.
Há lógica: se aquilo em que acreditam é a verdade absoluta, todos devem ser convencidos a fim de terem a sua própria salvação.
Não se disse que fora da Igreja não havia salvação?
Obrigar alguém a ler “Os Maias” não é a melhor forma de promover a leitura.
Renegar ‘Os Maias’ é próprio dum ignorante.
Defender a especulação imobiliária é próprio de um ignorante.
Maior ignorante é aquele que omite o nome e oculta o apelido.
Ignora como o pai se chama.
Meteram tanto medo em 2020 com a histeria covid, que é natural que em 2021 as pessoas para abrir um livro só com autorização da Graça Freitas.
A leitura é fundamental. Ajuda-nos a avançar, a reflectir a a compreender o mundo. Lembro-me quando em miúdo devorei Jules Verne, Alexandre Dumas. A primeira vez que li “Os Maias” estive sentado horas a fio Gosto de ver a minha filha fazer o mesmo.
Temos que promover a leitura, não se pode só ficar dependente das redes sociais.