Pensamento da semana


Pedro Correia,

Portugal é um país que funciona a duas velocidades – a da administração pública e a da economia privada. Com esta a ter salários mais baixos, jornadas laborais maiores, aposentações mais tardias e sobretudo o espectro do desemprego sempre presente, enquanto vai financiando a primeira, domínio exclusivo das “tolerâncias de ponto”.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

134 comentários em “Pensamento da semana”

  1. Ui, ui, olhe que concordo mas este pensamento vai cair mal a muita gente, dizer que a admin pública é financiada pelo suor dos privados que depois ainda têm de trabalhar mais, cruzes credo, lá se vai a lenga lenga de insultar os privados pois, pelo menos, diria que fica muito mal insultar quem nos finacia (ou ajuda a financiar). Ainda ontem os demagogos arraçados de palhacitos e iletrados do ponto de vista económico-financeiro da extrema-esquerda estavam todos enxofrados nas tvs a criticar “os privados”, a Catarina então só lhe faltava dar um “pilipaque” de tão consternada e indignada assim como o seu líder espiritual o padre Anacleto. Era bom que se indignassem mas é com o que você descreve, que isso sim é uma imoralidade e injustiça social.

  2. Os salários mais baixos da economia privada devem-se em parte (mas não totalmente, nem em todos os setores) ao nível de qualificação mais alto dos funcionários públicos.
    Também depende das profissões. Os educadores de infância ganham muito mais no público do que no privado. Os professores também ganham mais, embora a diferença não seja tão grande. Já os médicos ganham provavelmente mais no privado do que no público.

    1. nas câmaras municipais então são aos magotes os quadros qualificados, tipo aqueles que vemos quando passamos na estrada em que em cada 10 indivíduos, 1 está com uma pá na mão a fazer algo e os outros 9 a olhar ou a malta dos serviços que a cada 30 min faz uma pausa e o utente que se aguente nas filas de espera intermináveis. Para estes (e há muitos mais), 400 ou 500 euros/mês já ele é muito tendo em conta a paupérrima produtividade quanto mais o atual ordenado mínimo (sendo que os dos serviços não ganham só isso). Não é que também não haja quem faça pouco em alguns privados mas a atual admin pública é uma vergonha de tal modo que mesmo com quase 800.000 fp e com os meios digitais de hoje em dia, a toda a hora se fala que as coisas se atrasam por falta de pessoal… Com 800.000 funcionários e não há pessoal, mas o que andam lá muitos deles a fazer?? (as minhas desculpas aos que trabalham bem que também os há mas este número é um escândalo quando associado à crónica desculpa da “falta de pessoal”!)

        1. Sim é verdade que as câmaras, juntas e serviços são grandes empregadores em vastas regiões do interior mas contratar pessoas para fazerem praticamente nada indo depois aumentar os impostos a outros que produzem, para pagar os ordenados desta gente não é correto. Uma coisa são pessoas que recebem apoios por terem problemas de saúde, por cuidarem de pessoas doentes, etc, etc, mas transferir riqueza dos que dão o litro para pagar ordenados nestes moldes não é correto. Isto é apenas incentivar a preguiça em desfavor do esforço, é premiar quem menos trabalha, exatamente o oposto do que se deve fazer para se aumentar a produtividade e depois, os camaradas que defendem o estado dos subsídios e das ajudas a torto e a direto e estas práticas, queixam-se de que vivemos num país de baixos salários quando fazem de tudo para assassinar a produtividade. Devem pensar que o dinheiro cai do céu ou que andam por esse mundo fora todos loucos para pagarem brutos ordenados a quem pouco ou nada produz só porque existem umas teorias utópicas de camaradas.
          Enfim com mentalidades destas não há como evitar o gradual empobrecimento relativo do país face à Europa e não só.

          1. Em dois anos, o peso dos salários no PIB português baixou – deixando-nos ainda mais distantes da média europeia.
            Baixou de 48,4% para 47,1%.

  3. Se houvesse competência e saber, a nossa A R funcionaria com metade dos deputados. Porque será que nenhum partido se atreve a denunciar o que se passa nas autarquias? È duplicação de pessoas para o mesmo serviço, são inventados serviços para justificar a entrada de compadres partidários ou familiares, e depois ainda se gabam de, em certas regiões, serem os maiores empregadores, etc, etc..

    1. A AR funciona com o número certo de deputados. Reduzir esse número seria desvirtuar ainda mais a desproporção partidária neste órgão de soberania, levando a que cada vez mais regiões do País não estivessem lá representadas e certas forças políticas fossem riscadas do hemiciclo.

      1. A AR funciona com o número certo de deputados. Reduzir esse número seria desvirtuar ainda mais a desproporção partidária neste órgão de soberania, levando a que cada vez mais regiões do País não estivessem lá representadas e certas forças políticas fossem riscadas do hemiciclo.

        Muito bem! Totalmente de acordo!

      2. A actual composição da AR em termos de representatividade é incorreta.
        Para uma correcta representatividade dos cidadãos e das regiões!, num País com a desigualdade demografia como Portugal, são necessárias duas Câmaras.

        -Uma Câmara, a dos “Deputados” “Parlamentares” eleitos em círculos eleitorais (círculos eleitorais esses com número semelhante de eleitores), via sistema uninominal. Estes responderiam perante os seus eleitores e não a partidos, sem embargo de apresentarem filiações/acordos com estes.
        -Uma segunda Câmara, a das Regiões, com 2 eleitos, uninominalmente, por cada Região, independentemente da sua demografia.
        O decorrer, e aprovação, de todo o processo Legislativo, seria balanceado pelo contra-poder da representação das Regiões. E vice-versa!.
        Quantos deputados sabiam algo sobre o preço da cebola, ante-ontem?.

        1. Duas câmaras como na I República, em que nenhuma delas representava nada de relevante do País?
          Duas câmaras como no chamado “Estado Novo”, em que nem uma nem outra tinham legitimidade democrática e só carimbavam o que o Executivo mandava?
          Deixe lá estar esta, com os actuais 230 deputados. Melhor assim.

    2. Na minha terra, uma pequena vila alentejana, até havia uma rapariga que só lá estava para tirar cafés na câmara municipal – tirava vá lá uns 40 cafés/dia e passa para cá o ordenado ao final do mês. Outro artista nada mais fazia do que abrir a porta do estaleiro da câmara de manhã e ir fechar à tarde (vá que gastasse 1h/dia) e pumba ordenado por inteiro como se trabalhasse 8h/dia, perdão 7h/dia, que horror, 8h/dia isso é para a malandragem de fora da fp! Ah e greves, pontes e coisas do género não falhavam uma – Claro que eram best friends dos interesses instalados.

        1. Estranho, eu trabalho no sector privado e não me lembro de alguma vez ter trabalhado na terça-feira de Carnaval, que nem sequer é um feriado obrigatório… E são raras as pontes que não me dão lá no trabalho.
          E os camionistas que fizeram greve há uns anos, eram do sector privado?
          E os trabalhadores da Air France ou da Lufthansa? Acha que é só na TAP que há greves?

  4. Conclusão:
    Privatize-se tudo. De preferência como a EDP que já foi paga e pertence ao Partido Comunista Chinês.
    E quando as privadas – como os bancos – forem mal geridas lá estão os nossos impostos a pagar.
    Estão a ver como também posso ser demagógico, como os anarca-capitalistas deste site?

    1. Quem é que lhe disse que a EDP “pertence ao Partido Comunista Chinês”?
      Viu isso onde? Nas estrelas? Nas entranhas de uma galinha? O barbeiro do seu bairro confidenciou-lhe tal notícia?

      1. Epa!
        Não se estirpe, lá por ter andado por Macau, não pense que sabe tudo sobre a China. Mas eu digo-lhe:
        A empresa dominante da EDP, que é Chinesa, é presidida por um membro do Partido Comunista Chinês. Ou será que está pensar na Ilha da Formosa?
        Já agora, aconselho-o a ler ( sei que não vai fazer ) o último artigo no Expresso do Francisco Louçã. Ele explica-lhe o que de bom é privatizar.

        1. Se você se desse ao incómodo de indagar sobre questões antes de mandar bitaites verificaria qual é a estrutura accionista da EDP:
          https://www.edp.com/pt-pt/investidores/estrutura-acionista
          Fácil, fácil. Como diria o outro.

          Quanto a Louçã, recordo que no partido dele não falta gente que durante anos queria implantar em Portugal o modelo politico chinês-versão albanesa de Enver Hoxha.
          Não é preciso contratar nenhum detective para saber isto.

          1. Por favor, já sou crescidinho e conheço esta ladainha desde os bons velhos tempos do chamado PREC. A estrutura da EDP conheço-a bem por dentro e por fora. E até quem a vendeu ( vendeu não, ofereceu-a ) e está lá a dirigir em Portugal. Mas, como sabe, apesar de toda a gente ter conhecimento, como é estrutura acionista, ” no final do dia ” quem manda? É a China, ou melhor o homem que foi eleito por mais 5 anos, pelo Partido Comunista da China. Quanto ao resto é deitar areia para olhos dos papalvos.

          2. Espantoso. Comunistas portugueses, como é o seu caso, estão contra a participação dos comunistas chineses no capital da EDP.
            Se fossem chineses de Taiwan você já veria com bons olhos, camarada?

          3. Sabe uma coisa: sou do tempo da outra senhora, onde ouvia muitas vezes: quem não é por mim é contra mim. E toda gente da oposição era apelidada de: comunista. Por aqui se vê o seu fanatismo. Oh homem! Por favor, deixe-se de parvoíces e tenha uma conversa de gente grande. O 25 de Abril já vai fazer 50 anos e você ainda não amadureceu?

          4. Presumi que para alguém que convoca Louçã como fonte de autoridade num debate, fosse igualmente marxista-leninista. Louçã não esconde que o seja.
            Por este seu último comentário, tão atabalhoado, fiquei afinal sem perceber se você professa ou não a mesma cartilha ideológica.
            Mas como também não percebi como se chama, pois insiste em manter-se anónimo, também não interessa nada.

          5. Sabe uma coisa: o preconceito é muito mau e leva-nos a fazer juízos de valor, conforme os ” nossos usos e costumes “, quando somos seguidistas de certos valores e fazemos deles como nossos guias e catecismos. Depois, quando aparece alguém, ” fora da caixa ” não percebem nada. Mas compreendo-o muito bem. Convivo, há muitos anos, com pessoas de pensamento único, como V.Sª e seus apaniguados.

          6. Há já me esquecia. Há só assunto, que não consigo ser tolerante e às vezes, reconheço, me excedo: com o meu Clube, o Sporting Clube de Portugal. Muitas vezes perco as estribeiras. Não deveria ser assim, mas não consigo.

          7. Você está mesma à rasca com esta da EDP e os comunistas.
            Então eles são contra a venda das empresas estratégicas do estado, seriam a favor desta negociata Passos/Portas.
            Não seja ridículo.

          8. À rasca é expressão que nunca se aplica a mim.
            Aplica-se, isso sim, aos anónimos como você. Anos a comentar aqui de identidade oculta.
            À rasca sempre.

          9. Migang está a dizer que quem manda na EDP é um acionista que tem 21% do capital? E que os outros acionistas todos que lá estão não mandam nada? Bem…

          10. Esqueceu-se de consultar a estrutura accionista da EDP antes de botar palpite.
            Típico, neste país do «acho que» e do «parece que».

          11. Consultei. E verifiquei que a China Three Gorges, o maior acionista, apenas tem 21% das ações.

          12. Estou. Já agora pergunte a quem sabe destas coisas de quem tem direito a nomear os administradores, e a votar. O capitalismo tem destas coisas: tudo democrático até certo ponto….

      2. Quem se mete com o Pedro Correia é o mesmo que se meter com o Passos/Portas.
        E com a seu habitual jeito tergiversador, hoje atira-nos com esta pérola.
        “Quem é que lhe disse que a EDP “pertence ao Partido Comunista Chinês”?”
        Uf! afinal na China o Partido Comunista Chinês não é dono da EDP.
        Se toda a economia da China é do estado, a EDP é uma excepção para com o capitalista Xilingling da esquina.

    2. Ou então nacionalize-se tudo, tipo a TAP, estoure-se lá mais de 3000M e depois ande-se “ao tio ao tio” para a vender novamente, nunca recebendo, entretanto, os tais 3000M. Isso sim são bons negócios e excelentes atos de gestão e a lenga lenga da empresa estratégica também nada tem que ver com demagogia.
      Quanto aos bancos, e o “banco público” vulgo CGD quanto já recebeu? Tenho ideia de só em 2018 terem tido uma capitalização de quase 5000M dos quais 3900M foram dinheiros do estado… Afinal parace que os bancos do estado também não são assim lá tão bem geridos e que também “são os nossos impostos a pagar” as más gestões – isto de acusar os bancos privados de má gestão e ignorar que os públicos são iguais também nada tem de demagógico claro!
      Depois essa de se andar a salvar os privados, por exemplo, a efacec ou a dielmar quem é que obrigou o estado a lá ir meter dinheiro? Não foi uma opção ideológica de quem está no governo socialista!? Não poderia o governo ter deixado ambas irem à falência? Podia não podia?
      E, já agora, quem é que era pm quando, sem dinheiro nenhum nos cofres do estado, chamaram a troika e assinaram um empréstimo onde estavam previstas várias alienações de empresas públicas “para ontem”, colocando todo o poder negocial do lado dos compradores e deixando o estado português nas suas mãos? Não era um governo socialista?
      Está a ver afinal os “governos patrióticos de esquerda” e socialistas criticam os “anarco capitalistas” mas depois é o que se vê, só lenga lenga para atirar areia para os olhos dos outros.

      1. Em 1975 estatizou-se quase tudo. Até a tabaqueira, as cervejeiras, os jornais diários…
        A “sociedade modelo” que comunistas e aparentados gostariam de implantar em Portugal.

        1. … E que, mesmo com o biberão da UE a aparecer uns anos depois, acabou por desaguar num Estado em que nada funciona desde o SNS em morte lenta, passando pela escola pública dos facilitismos e estatísticas e acabando numa justiça em quem já ninguém acredita. Rico trabalho!

  5. Não sabe do que fala. A administração Pública tem vindo a perder poder de compra. A idade da reforma há anos que é igual para os dois sectores, os técnicos superiores da função pública são mais mal pagos do que os do privado.
    É engraçado este pensamento da semana, o próximo será provavelmente uma reflexão sobre porque é que não se conseguem contratar médicos, nem professores, nem enfermeiros, nem técnicos superiores para a função pública, deve ser porque as pessoas não gostam de ganhar muito dinheiro fazendo pouco.

    1. Sei do que falo, sim.
      A idade de aposentação é mais baixa no sector público, há redução de horário conforme se aproxima o tempo da reforma, em alguns casos têm mais dias de férias, recebem horas extraordinárias, têm acesso a um sistema especial de saúde (ADSE), possuem salários médios mais elevados, têm um salário mínimo mais elevado, trabalham só 35 horas (no privado são 40), beneficiam de “tolerâncias de ponto”.
      E, acima de tudo, os funcionários públicos têm estabilidade e segurança no emprego. Sem o espectro do desemprego a inquietá-los.

      1. “… beneficiam de “tolerâncias de ponto”.
        Estas “tolerâncias de ponto” são normalmente a 3ª. feira de Carnaval.
        E porquê? Por não ser um feriado obrigatório.
        Mas como na grande maioria dos CCT têm consignado como ‘além dos feriados obrigatórios são também considerados feriado a 3ª. feira de Carnaval e o feriado municipal’, terá sempre haver “tolerância de ponto” para os funcionários públicos.

          1. Claro. Você deve ter beneficiado delas também. Em 2010, quando Bento XVI cá veio. E em 2017, quando Francisco se deslocou a Fátima.
            Sócrates decretou tolerância de ponto, Costa também.
            Originalidades deste “Estado laico”.

          2. Eu devo ser beneficiado também? Porquê?
            Por causa da visita do Papa de 1982 houve centenas de processos disciplinares por faltas ao trabalho, em virtude de não ter havido tolerância de ponto.

          3. Este funcionário público anónimo, provavelmente já aposentado, exemplifica bem por que motivo a administração pública está tão desacreditada em Portugal.
            Mencionei dois casos concretos de tolerância de ponto, em anos relativamente recentes, que beneficiaram os funcionários – incluindo agnósticos e ateus – introduzindo um factor adicional de desigualdade face aos trabalhadores das empresas privadas, que são em número muito maior. Os das visitas papais de Bento XVI em 2010 (com Sócrates) e de Francisco em 2017 (com Costa).
            E vem ele falar em milnovecentos e troca-o-passo.
            Esta gente não vive no mundo real, concreto, no mundo de hoje. Vive no mundo da ideologia há muito ultrapassada.

          4. ah! mundo é só do Sócrates pra frente.
            Como são 2 da manhã vou dizer uma coisa:
            comecei a trabalhar com 12 anos e estive na mesma empresa 35 anos até ela frechar.
            com 47 voltei a trabalhar noutra empresa 12 anos que também fechou
            reformei-me com 59 anos e 47 de descontos para a S.Social, ao mesmo tempo tive um escritório de contabilidade a trabalhar à noite de 1983 a 2017. trabalhei durante 60 anos.
            percebeu? agora escolha se seu funcionário público ou funcionário, gosto mais de empregado, do público.
            ah! e sei do que falo, ou escrevo como quiser, por ser especializado em recursos humanos.
            percebeu, agora? e se disser o meu nome o não disser qual é a diferença?

          5. Se há coisa que sempre me diverte é ver um anónimo escrever na primeira pessoa do singular.
            Dá até a ideia de fazer um esforço para deixar de ser anónimo, mas acaba por nunca sair do armário.
            Este é um desses casos.

      2. As horas extraordinárias também existem, por lei, no setor privado. Há de haver quem não cumpra, mas muitos cumprem. Para muitos trabalhadores, as horas extraordinárias são ótimas, permitem-lhes ganhar quase tanto como o salário.

        A ADSE não é caso único. Muitos privados oferecem seguros de saúde aos seus trabalhadores.

        Os salários “médios” não interessam, porque os salários dependem das qualificações dos trabalhadores. Nalgumas profissões e com algumas qualificações ganha-se melhor no setor público, sem dúvida, mas nalgumas outras ganha-se melhor nos privados.

        Quanto a redução de horário consoante a idade, não sei a que se refere, nunca ouvi falar. É possível que isso seja verdade nalguns setores da função pública (quais?), mas certamente que não é o caso em todos.

          1. Eles só ouvem, só viram e só sabem o que lhes interessa tal e qual o nosso magnífico pm, tudo o resto nem sequer sonham quanto mais saber.
            Para mim o pior de tudo é mesmo o facto de ser praticamente impossível despedir um fp efetivo, por mais asneiradas que faça ou mesmo que nada faça sequer. Esta situação é um claro desincentivo à produtividade, afinal porque se esforçar se o emprego está mais do que garantido!? Isto é um total absurdo ainda para mais quando muitas vezes existem pessoas com competência e dispostas a trabalhar no mercado de trabalho. Não defendo os despedimentos por tudo e por nada mas também não podemos ter um sistema que permita que os trabalhadores após se efetivarem possam fazer o que bem lhes apetecer praticamente sem consequências…isto é um absurdo!

        1. “..Muitos privados oferecem seguros de saúde aos seus trabalhadores”.
          Mas, por que razão isto acontece? Então o trabalhador e o privado são obrigados a descontar e pagar para a Segurança Social, seguro de saúde por e para quê? A não ser que seja previsto na contratação colectiva para o sector ou o vínculo contratual for de trbalhador independente, vulgo recibo verde.
          Tá bem que pode ser um beneficio extra contratual e como tal é passível de IRS e acaba quando o trabalhador sair da empresa.

      3. “A idade de aposentação é mais baixa no sector público”
        Falso. Você mente e, pior que isso, sabe que mente.

      4. Quando não se sabe, inventa-se.
        Também há horas extraordinárias no emprego privado. Está a dizer porque há patrões que não cumprem a lei do trabalho em Portugal, o emprego público também não devia cumprir a lei?
        Em alguns casos os trabalhadores privados têm mais férias que os públicos (dizer em “alguns casos” dá para tudo).
        Os salários médios são mais elevados, por isso é que não se conseguem contaratar técnicos superiores para a função pública, as pessoas não gostam de trabalhar pouco.
        Indivíduos que estão a contrato anual mais de 20 anos como os professores ou os enfermeiros tarefeiros têm uma estabilidade de emprego invejável. Relamente não são despedidos, só não lhes renovam o contrato.
        Veja se acorda que o mundo modou muito desde que se cunharaqm os chavões que conta.

          1. Quando não sabe o que responder ataca pessoalmente o interlocutor. Um mau hábito que não consegue perder.

          2. Sei sempre o que responder, e nunca deixo ninguém sem resposta
            Largas dezenas, todos os dias.
            Fiz-lhe um elogio que você interpreta como “ataque”.
            Só pode estar de má consciência para afirmar isso.

  6. Quando na “economia privada” as coisas correm bem, está tudo bem. Quando correm mal, a quem vão pedir ajuda? Ao paizinho “Estado”. Veja-se a banca privada. Tudo gestores formidáveis.

      1. Está a falar da TAP pública ou da TAP privada? Ainda não percebi se aquilo é “do Estado” ou se pertence a privados.

        1. Se ainda não percebeu é porque não paga impostos. Ou porque o dinheiro não lhe custa a ganhar.
          Este governo já enterrou na TAP 3,2 mil milhões de euros. Nossos – isto é, daqueles de nós que pagam impostos.

          1. Sou daqueles que não faz analogias entre a TAP e as “caravelas” dos Descobrimentos (ainda se pode dizer isto?). Tanto me faz se a TAP é pública ou privada. Quanto ao pagamento de impostos, sendo “funcionário público”, não posso arranjar artimanhas (nem quero) para não os pagar, ao contrário de certas “profissões liberais”. É por isso que gosto do Rawls, um liberal moderado. O guito? Claro que me custa a ganhar e não é tanto quanto isso.

          2. A não faz diferença que a TAP seja privada ou não.
            A mim faz. Uma parte dos 3,2 mil milhões que lá foram enterrados por este governo também foi (e continua a ser) paga por mim.
            Exijo melhor destino para os meus impostos.

    1. Precisamente por serem privados não caiu tudo. Há bons e maus.
      Mais ninguém obrigou o Estado Socialista a colocar lá o dinheiro.

      Entretanto O Estado único já faliu 3 vezes neste regime que caminha para o socialismo. Foram pedir ajuda aos capitalistas do FMI. Que eu saiba nem Cuba, Venezuela, China C. Coreia do Norte avançaram para pagar as contas…

  7. Li com a devida atenção o conjunto dos comentários, mas deu para ampliar uma persistente duvida.
    Embora os deputados sejam eleitos por diferentes círculos, desde quando é que tem ali assento para representar as respectivas regiões?
    A experiência demonstra que a grande maioria se limita a coçar cadeiras e bater palmas em obediência aos agrados do chefe no poleiro.
    Nem de disfarçar são capazes.

    1. Se há coisa a que os deputados estão muito atentos, garanto-lhe, é aos círculos de onde provêm.
      Refiro-me, claro, a todos quantos não são eleitos por Lisboa e Porto. Apesar da macrocefalia existente no País, ainda são a maioria.

  8. Pois é mesmo por isso mesmo é que devia de ser tudo nacionalizado,camas e pilas,luzes e esgotos,pipis e calcinhas,cortes de barba e cabelo,sapatos,vestuário e gravata de ir adorar o grande líder nas alocuções de meio-dia,escritos e desenhos,banco central e úniko,cadernetas de rações.Tudo.

      1. Acho bem que haja três comunistas nas caixas de comentários. Discordando deles em muita coisa, ao menos oferecem algum contraditório à ideologia dominante deste blog.

        1. Contigo são quatro. E com um major-general na reforma ferozmente putinista que costuma picar o ponto em defesa dos massacres russos na Ucrânia o número sobe para cinco.

  9. Isto só vai lá com outro terramoto. Metade dos func pubs marchavam logo.

    Mas o terramoto tinha de ser só ao meio-dia. Se fosse às 10 da matina, por exemplo, não apanhava quase nenhum.

  10. Mais uma vez o reacionário Pedro Correia a procurar dividir e semear o ódio entre trabalhadores. O António Costa agradece e vai agradecer ainda mais quando decidir não atualizar os salários na função pública apesar de a inflação estar em 8%. E o sector privado terá a mesma atitude, pois se o governo não aumenta os salários, porque hão eles de o fazer? Triste.

    1. Quer se goste ou não a economia portuguesa, após uma queda de mais de 8 pontos e agora a recuperar na casa dos 6 pontos percentuais não tem pujança para aumentar ordenados na casa dos +8%. É que -8+6 ainda é igual a -2, ou não? Bem podem vir com a tanga do maior crescimento desde há 30 e não sei quantos anos mas ainda estamos no vermelho, logo não há meio de subir ordenados em 8% a não ser pelo aumento da carga fiscal a qual já foi escandalosamente aumentada pelos governos de Costa, já que pedir empréstimos também está complicado face às taxas de juro que andam por aí neste momento e à pressão tremenda para conter as contas e o défice e ainda reduzir a dívida pública, pois a rédea larga dada pela UE e pelo BCE aos despesistas do costume também já acabou – porque é que acha que o sr Medina “optou” por colocar o défice na casa de 1% ao invés de ter distribuído massa pelos milhares que agora fazem greves!? Não foi porque ele gosta de ser contestado certamente! Depois também não é preciso ser-se nenhum mago em economia para se perceber que o combate à atual inflação passa sobretudo pela remoção do excesso de dinheiro despejado pelo BCE nos últimos anos, o que, obviamente é o contrário de se andar a aumentar ordenados em linha ou até acima da inflação ou de se manter taxas de juro baixinhas.
      Concluindo, esqueça os aumentos de 8 ou mais % para todos (não são viáveis) e preocupe-se em se certificar de que o governo apoia os mais pobres que sim, são os que estão e continuarão a estar mais vulneráveis a esta inflação e são os que podemos e devemos proteger sem escaqueirar ainda mais as contas públicas. Proteger todos não é possível porque não há dinheiro nem sequer suporte comunitário para isso.

      1. Eles imaginam que a liquidez financeira se produz por decreto.
        Ou, como em tempos disse Mário Soares a um seu ministro das Finanças, “dê lá ordem à Casa da Moeda para imprimir mais notas!”

      2. A economia portuguesa não tem pujança para aumentar ordenados na casa dos 8% mas tem pujança para aumentar os preços dos alimentos e da habitação em 20%… Vão enganar outro…

        1. Tu és daqueles funcionários públicos mais privilegiados, sabes lá o que são dificuldades.
          Até devias ter pudor em falar disso.
          Mas não tens, embora te envergonhes de assinar opiniões com nome próprio. Nem consigo imaginar porquê. Levas tau-tau se o teu nome aparecer aqui?

        2. Está a misturar as coisas… Os preços da habitação, por exemplo, sobem devido ao aumento da procura não acompanhado pelo aumento da oferta. Durante anos andámos todos contentes com o aumento do turismo descurando a produção de bens noutros setores, ou seja, colocamos as fichas todas no turismo sem se aumentar a produtividade noutras áreas. Ora com o aumento muito relevante dessa indústria vieram muitos estrangeiros com um poder de compra bem superior ao nosso comprar imóveis. Para exacerbar ainda mais a procura, tivemos anos a fio de juros muito baixos que estimularam a contração de créditos à habitação. Com tanta procura os preços só poderiam disparar quando em paralelo continuou a ter uma legislação altamente burocratizada para a construção de novos imóveis e zero medidas de fundo para estimular o aparecimento de novos focos de habitação, isto é, ninguém na governação fez nada nem antecipou nada para evitar isto nestes últimos 7/8 anos de disparado do turismo, ninguém percebeu que o facto de Portugal estar na moda do turismo e de continuarmos a ter uma economia de esmolas da UE ia dar nisto, agora pode chorar à vontade mas agradeça aos inúteis que nos têm governado.
          Quanto aos 8% de aumentos, repito não existem condições para isso, não só porque a nossa economia não tem crescido para isso, como o BCE está a repor as regras orçamentais e a subir juros que impedem o endividamento ao estilo socrático para distribuir o que não se tem. Depois a inflação que é porventura o maior flagelo dos mais pobres, tem de ser resolvida rapidamente o que nunca será feito a despejar mais dinheiro para a economia por via dos aumentos salariais em paridade ou acima dela. O governo sabe isto mas é incapaz de falar verdade. O governo até está a ir além de Bruxelas quando coloca o deficit em cerca de 1% mas lá está, não é capaz de dizer o porquê aos portugueses, porque andou anos e anos a criar fantasias de fins de austeridade e a prometer 1001 facilidades a tudo e todos, andou a mentir à descarada e agora não tem como falar verdade. Hoje claramente você tem austeridade não só pela via da inflação em si mas também pelo seu próprio governo que decide ir além de Bruxelas na questão do deficit como outros foram para além da troika, ai se fossem esses ninguém calava as virgens ofendidas nas tvs mas como é o Peiésse, ninguém sequer refere algo tão evidente. Enfim ajudar os mais pobres é a opção sensata tudo o resto é populismo e demagogia irrealista.

          1. “Os preços da habitação, por exemplo, sobem devido ao aumento da procura não acompanhado pelo aumento da oferta.”
            Aumento de que procura se as pessoas não têm dinheiro para comprar casa? E na alimentação não falaste… Não me digas que são os turistas que vão aos supermercados comprar tudo e mais alguma coisa…

          2. Meu caro, em 1o lugar não o conheço de lado nenhum para me tratar por tu. Em segundo lugar: https://eco.sapo.pt/2022/06/24/porque-e-que-o-preco-esta-a-subir-tanto-ha-falta-de-casas/
            Como vê há falta de casas e outras causas onde, surprise, surprise não aparecem os malandros dos capitalistas mas sim o “sr” Estado com a fiscalidade típica de regimes sempre muito ávidos a sacar impostos e as burocracias do costume. Realmente o turismo não será a causa maior.
            Quanto aos alimentos segundo vários artigos que pode encontrar na Internet, há razões como disrupções mas cadeias de fornecimento, por exemplo.
            Quanto ao âmago da discussão, continua sem explicar como pode subir 8 ou 9% os ordenados sustentadamente. Ao invés desatou a atirar aos preços dos alimentos e das casas mas não explica onde vai o estado buscar o dinheiro para subir 8 ou 9% os ordenados dos fp. Para lhe pagar a si e mais quase 800.000 fp mais 8/9% de ordenado o estado vai fazer o quê mesmo? Aumentar os impostos sobre os privados? Endividar-se quando as taxas de juro não param de subir? Você acha justo ir aos bolsos dos trabalhadores privados para lhe aumentarem a si e aos seus camaradas da fp o ordenado quando ainda por cima trabalham menos h/semana do que eles? Ou então acha que é correto endividar ainda mais o país para aumentar o ordenado a si e aos seus camaradas da fp, deixando a fatura para pagar a quem vier depois?
            Vá admita que só quer mesmo é saber do seu umbigo, não se acanhe, revele-se de vez!

          3. Eu nem sou funcionário público mas não considero isso um insulto. Aliás, tenho muito respeito por quem aceita ter políticos incompetentes e ingratos como patrões, sejam eles de que cor forem, quando podiam ter patrões bem melhores no sector privado, como é o caso dos profissionais de saúde. Já você gosta de dividir trabalhadores e António Costa irá agradecer-lhe, possivelmente imprimindo a palavra “otário” na sua testa.
            Se os alimentos estão mais caros, o Estado tem mais receitas em IVA. Percebeu ou precisa de um desenho? Já no caso dos trabalhadores dos supermercados o aumento não devia ser de 8% ou 9% mas sim de 20%. Se podem aumentar os preços em 20%, também podem aumentar os salários em 20%.
            Quanto aos impostos, fale com Passos Coelho, o responsável pelo maior aumento de impostos em Portugal de que há memória.
            Vão enganar outro que já nem os portugueses de direita, muitos deles funcionários públicos, caem na vossa cantiga.

          4. Cá vem o anónimo defensor do Sócrates, que conduziu o País à bancarrota. Felizmente libertámo-nos desses anos de pesadelo protagonizados pelo sinistro arguido do Processo Marquês.
            Só mesmo um fã do Sócrates pode celebrar a maior carga fiscal de sempre,hoje imposta pelo governo Costa.
            Só mesmo um fã do Sócrates tem a desvergonha de aparecer aqui a dar vivas ao acréscimo de receitas do IVA, como se isso fosse uma conquista do povo português e uma marca do “estado social”.
            Quando o Estado esmifra os consumidores nacionais mais que nunca, mantendo em 23% a taxa regular do IVA, sem isentar sequer deste imposto os produtos do cabaz alimentar essencial, ao contrário do que fez o Governo espanhol. Com perda do poder de compra diária por parte dos portugueses.
            Enquanto imbecis como este socialista anónimo batem palminhas…

          5. Oh meu grande ignorante (já que vem chamar otário, então permita-me descer ao seu nível), mas qual foi exatamente a base eleitoral de Costa? Não foram os fp e pensionistas? Não foram eles mesmos que o escolheram? Vem agora aqui a dizer que eles “aceitam” o Costa, errado eles quiseram e escolheram o Costa! Quanto à carga fiscal ao menos deu-se ao trabalho de verificar que já em 2020 e 2021 os records eram batidos por Costa? Em 2020 também foi o IVA derivado do aumento dos preços pelos privados que levou a esse record e depois em 2021? Não abras os olhos não, deixa-te andar com as 2 palas postas que vais longe! Quanto a Passos quem foi mesmo que chamou a troika? Quem é que era o PM que faliu o país e depois deu à sola após chamar a troika e assinar o memorando de entendimento? Era o Passos?
            Quanto à subida dos ordenados continua sem dizer como é que o Estado o iria financiar, repare que já respondeu n vezes mas nunca diz como é que o Estado o vai fazer
            … vá diga lá qual a sua fórmula mágica. Deixe lá de vir com a demagogia dos preços dos alimentos e de fugir para cima dos privados e responda lá como é que o Estado pagará tal aumento, o que sugere impor ainda mais impostos sobre os privados ou através de mais dívida? Sobre os privados aumento de preços em 20% não significa sequer aumento de lucros em 20%, faturação não é lucro sequer seu grande ignorante.
            Ps: enquanto não responder como é que o Estado iria pagar esses aumentos não lhe voltarei a responder tenho mais o que fazer do que discutir com quem foge dos assuntos que não lhe interessam e apenas vem debitar demagogia.

        3. A economia portuguesa não tem pujança para aumentar ordenados na casa dos 8% mas tem pujança para aumentar os preços dos alimentos e da habitação em 20%…

          Está visto que não percebes nem de ordenados nem de preços — nem de como essas duas coisas não estão relacionadas.

          Mas dou-te uma pista: independentemente do que tu ganhas, seu eu inventar umas desculpas esfarrapadas tiop “por causa da guerra” e começo a pedir 30 euros por um pacote de leite e mesmo assim aparece um americano e um francês e um italiano no supermercado a comprar leite e por causa disso o preço não desce para um valor que tu possas pagar — o que é que directamente está a sustentar a inflação e o que é que permitiu isso indirectamente?

          Como é óbvio quem está a sustentar directamente a inflação é o Turismo (sobre-dimensionado e predatório do nosso modo de vida), Tal como no preço absurdo do arrendamento ou compra de casas. E quem é que indirectamente provocou isto? Os governos do Costa: o projecto de transformar Portugal num empreendimento turístico e pôr toda a gente ou a servir bicas ou a viver com salários que não merecem na função pública foi o governo do Costa. Nunca tiveram outro objectivo que não seja fazer depender o país de fundos e de subsídios, por um lado, e criar uma classe privilegiada de funcionários públicos que garantem o status quo. A incapacidade da nossa economia reagir positivamente a qualquer acontecimento externo é cada vez maior e por isso a pobreza é cada vez maior. Até a pobreza de ideias que perpetua este estado de coisas.

          É um venezuelismo 2.0, mas apenas porque está na Europa. Se estivéssemos na América do Sul o governo, tal como o governo da Venezuela, seria um testa-de-ferro dos militares que controlam o narco-tráfico. Mas os bandalhos são os mesmos.

  11. Se o público é “amorfo” o privado não lhe fica atrás, caso contrário seríamos um país mais desenvolvido.
    As empresas portuguesas são em grande maioria mal geridas e ineficientes, não existe uma única empresa portuguesa que seja conhecida no estrangeiro pela grande parte do público.
    Em portugal, as únicas empresas de sucesso são estrangeiras.
    O ganhar mais é relativo, existe muito funcionário público que é mal pago pelo que faz, e claro, existem muitos que é ao contrário.
    Temos que ser sérios e não cair em ideias pré-concebidas.

    1. «Ganhar mais» não é relativo: é um facto objectivo.
      E ganhar menos também.
      Infelizmente este governo socialista introduziu dois horários legais no mercado laboral (35h na função pública, 40h no privado) e dois salários mínimos também legais no mercado laboral (superior na administração pública).
      Pensava eu que os socialistas favoreciam a igualdade, antes de tudo o resto. Estava muito enganado, afinal.

      1. Convém não esquecer que este governo é responsável pela maior carga fiscal mas também é campeão na distribuição de subsidios de modo a aumentar ainda mais a sua base eleitoral, destruindo aos poucos o sistema.
        Somos um país pobre e sinceramente não vejo o porquê de existirem tantos funcionários publicos sabendo-se ainda por cima que muitas camâras e o próprio estado recorrem a serviços externos para tudo e mais alguma coisa.

        1. O número de funcionários públicos é hoje maior do que era em 2015, quando Costa começou a governar.
          São cerca de 740 mil.
          Com a justiça cada vez pior.
          Com a saúde pública muito pior.
          Com a educação pública incomparavelmente pior.
          Com os transportes públicos cada vez mais parados.
          E a maior carga fiscal de sempre.
          Sete anos depois.

          1. A carga fiscal maior é uma consequência direta do aumento de funcionários públicos (e não só claro), afinal como poderia o estado pagar tantos ordenados e manter uma despesa sempre em crescendo nos últimos anos? Óbvio, pela via do aumento dos impostos que, por sua vez, torna Portugal cada vez menos atrativo para o investimento externo por um lado e limita a capacidade dos que já cá estão investirem por verem os seus bolsos cada vez com uma maior drenagem para os cofres do estado. Este atual sistema de aumento consecutivo de despesa e de impostos nunca poderá dar nada para além do empobrecimento generalizado, só não vê isto quem não quer.

          2. Investimento, só se for externo. Ou privado.
            O investimento público está congelado há vários anos em Portugal.
            Falam disso no governo, mas fazem ao contrário. Ou seja, nada.

        2. “Convém não esquecer que este governo é responsável pela maior carga fiscal”
          Responsável como? Quem aumentou os impostos foi o governo de Passos Coelho e Paulo Portas. Se queres criticar o governo de António Costa por não baixar os impostos é uma coisa, mas não sejas desonesto.

          1. A maior carga fiscal de sempre é a actual.
            Supera aquela que foi imposta a Portugal, em 2011, no memorando com o FMI e o BCE assinado pelo Sócrates, de quem és admirador.
            O mesmo que levou o país à bancarrota.

          2. Estes artistas mesmo com todos os dados já falados e publicados na imprensa continuam a bater na mesma tecla, que lavagem cerebral meu Deus! Mas se têm dúvidas basta irem ao site abaixo verificar como o próprio INE (e não um tipo qualquer) o confirma:
            https://www.google.com/amp/s/eco.sapo.pt/2022/04/08/ine-confirma-maior-carga-fiscal-de-sempre-em-2021-foi-358-do-pib/amp/
            Posto isto e, se a falta de noção e vergonha ainda se mantiver, podem vir continuar a negar à vontade.

          3. Impostos, taxas e taxinhas tudo para aumentar e manter um estado cada vez maior aumentando progressivamente a base para vencer eleições e deturpar o sistema democrático e o mesmo faz com os dinheiros da Europa ao os não executar em tempo útil e deixar tudo para perto de eleições. Este governo tem uma maioria parlamentar e por isso deve aguentar-se até fim para ver se o PS desaparece de vez como aconteceu em França, na Itália e na Grécia.

    1. Herança? Mas o que se passa no Brasil não tem nada a ver connosco… quando saímos de lá estava tudo impecável. Era um mundo colonial organizado e funcional, como as colónias americanas. Até a Amazónia e os índios lá estavam. A balbúrdia veio depois, já no seculo XX.

      1. Enfim após 200 anos de independência devem hoje a eles (e só a eles) os problemas que têm. 200 anos é muito mais do que suficiente para se tomarem e cimentarem decisões acertadas e para se inverterem ciclos e, se nunca foram capazes de o fazer a eles o devem. Esta lenga lenga de culpar as antigas potências coloniais por todos os males desses países já enjoa, assumam os vossos erros e corrijam-nos pois que, enquanto não forem capazes de o fazer, nunca estarão verdadeiramente preparados para a mudança e nunca chegarão a lado nenhum.

        1. Mas, veja… não estou reclamando, só descrevendo. É assim, e é assim porque reproduzimos a mesma estrutura público-privada. Não se pode fugir à genética herdada. Finis.

          1. Lsmento, mas não ao acredito em atavismos nem em psicologias colectivas. Sei que são crenças comuns e alguma verdade existe nos lugares-comuns, mas não consigo generalizar as coisas

  12. ““Tinha todos os sintomas de burnout: nenhum prazer em trabalhar, irritabilidade, alterações no padrão de sono e isto teve impacto tanto no trabalho como em casa. Ao final da semana, as coisas melhoravam, mas à medida que a segunda-feira se aproximava… Tudo piorava porque sabia aquilo que enfrentaria outra vez”, admite Pedro. “Quando saí do SNS tive uma sensação de alívio. Pensei: ‘Vou livrar-me disto’. Pode parecer mal, mas é a realidade. Atingi o ponto de rutura. A não ser que tudo mude, que haja uma grande volta no SNS, não me imagino a regressar”.”
    Este devia ser mais um “privilegiado” do sector público… Tão “privilegiado” que foi trabalhar para o sector privado. Enfim, você calado era um poeta.

        1. E a saúde privada está melhor porque os profissionais de saúde no sector privado são mais bem pagos e têm melhores condições de trabalho. Creio que ninguém tem a menor dúvida sobre tal facto. Estes cínicos, talvez sem perceber, exemplificam isso.

          1. A saúde privada está melhor porque o governo Costa lançou o SNS no caos.
            Qualquer coisa é melhor do que o caos.
            Até tu vais aos hospitais privados se estiveres à rasca. Não vais seguramente para as «urgências encerradas» dos hospitais públicos.

  13. Fiquei esclarecida com a elevação desta discussão.
    Penso que assim não vamos lá.
    Há que atentar nos factos e nas normas …

    1. Eu não fiquei nada esclarecido com as suas objecções.
      Não há debate?
      Claro que há debate. Gente que pensa de maneira diferente a exprimir as suas opiniões com clareza.
      Debate é isto.
      Há quem prefira monólogo. Não é o meu caso.

    1. Que tristeza, haver gente a debitar um escarro destes logo às sete da manhã, sob anonimato, escondida na nuvem da Net.
      Estes tristes começam o fim-de-semana envenenados. Nem quero imaginar como terminam.

    2. “Das cassetes dos media”
      A parcialidade do seu comentário é proporcional ao comportamento dos media avençados que tudo ignoram. Ignorar os problemas faz parte de uma maneira de estar dos politicos que nos governam e é por isso que a miséria moral e fisica se espalha por todo o lado.

  14. Era giro fazer um exercício — saber quem ou o que é que faz com que às três da tarde a 2ª Circular esteja completamente entupida:

    a) é a estrada que é estreita;
    b) é o vibrante e imparável tecido socio-económico do sector privado lisboeta que atira toda a gente para estrada numa ânsia generalizada de fazer negócios;
    c) são os funcionários públicos a voltar mais cedo para casa logo a seguir ao almoço porque ainda têm de aproveitar o dia

    1. Eu espero que se um dia tiveres que ir às urgências de madrugada ninguém te atenda. Afinal os funcionários públicos trabalham pouco, não é? Escumalha que destila ódio contra trabalhadores é o que tu és…

  15. “António Costa Silva criticou país que, “por motivos ideológicos, continua a hostilizar as empresas”.”
    Governo e Delito de Opinião na mesma luta. Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és.

      1. E são as “bem protegidas” que o Pedro Correia e parte da caixa de comentários defende. Defendem o direito dos supermercados a inflacionar os preços mas não falam nas mercearias que têm preços mais baratos.

        1. Que preços mais baratos?
          Se tivessem preços mais baratos, tanto mercearias como mercados, o pessoal corria para lá. Ou achas que a malta adora gastar mais 200 euros por mês, em média, do que gastava há um ano em bens alimentares?
          Tens alguma mercearia?

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