Li algures que o nosso instinto primitivo de sobrevivência e defesa, pondo-nos de sobreaviso ao que nos pareça estranho, estaria na origem do preconceito. No entanto, depois de milénios de civilização, o preconceito continua a existir com tanto vigor como nos primórdios da humanidade. A necessidade de diminuir e marginalizar outras pessoas, para nos sentirmos superiores, é mais forte do que qualquer outro sentimento, instinto, ou explicação racional.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

é a CONDIÇÃO HUMANA
Não sou assim tão acomodada.
Não só. Todos os animais preferem a companhia de outros semelhantes, a não ser que haja competição por comida ou sexo.
Sim. E nós aperfeiçoámos a nossa maneira de pensar, deixámos de ser igual aos outros animais. Estamos em condições de ultrapassar certos comportamentos. Basta querer.
Este pensamento da semana é para ,mim uma má companhia nesta época do Advento.
Não creio que as coisas estejam na mesma. Lembro, por exemplo, o notável filme “A quest for fire” que mostra bem o muito pior antagonismo entre diferentes do que o que actualmente existe. Eu próprio já estive numa situação extrema, bem sei que em clima de guerra, em que se detectássemos movimento disparávamos primeiro e só depois íamos ver o que era. Era uma aplicação pura do instinto de sobrevivência. Nem eram necessárias ordens.
Já aqui contei um caso que me levou a considerar que os suecos são intrinsecamente racistas mas que as moças suecas se deitavam facilmente com negros, porque eram negros universitários. Isto é, o racismo mais básico pode ser e é superado pela cultura. Aqui já estou a deitar-me a adivinhar mas acho que o casal que descobriu a vacina para a Covid-19 ajudou a mitigar o preconceito alemão contra os imigrantes turcos.
Neste preciso momento, as coisas parecem piores e até baralhadas devido à explosão das políticas identitárias e até admito que as coisas possam ainda piorar, mas acredito que passado o clímax – que não excluo poder ser uma guerra de grande dimensão ou desordens civis violentas generalizadas – será atingido um novo equilíbrio mais inclusivo e tolerante.
Refiro-me mais ao preconceito do dia-a-dia. Estar a sua origem no nosso instinto de sobrevivência é coisa remota. Em situações de guerra, é a nossa própria vida que está em causa, é a legítima defesa, o nosso instinto de sobrevivência puro, antes de se transformar em preconceito a torto e a direito. Quando a nossa vida não está em perigo, penso que já somos suficientemente civilizados (ou devíamos ser) para superar o preconceito.
Gostava de acreditar na sua última frase. Enfim, talvez isso aconteça daqui a vinte ou trinta anos.
Nota: o preconceito não explica só o racismo, há outros tipos.
Concordo. Algo se passa porque estamos a regredir enquanto seres humanos ou lá o que isso é.
Já faz alguns anos que li um artigo
muito interessante que tratava da baixa do QI
em todos os países. Uma verdadeira calamidade
que as próximas gerações vão enfrentar.
Estamos a regredir a passos largos.
Hoje já é notório .Basta ouvir os nossos políticos.
Tenho algumas dúvidas sobre o QI. Como se pode comparar com antigamente? Há quanto tempo se fazem testes de QI? E fazem-se em todo o mundo? Concordo em que estamos a regredir, mas talvez o QI nada tenha a ver com isso.
Não sou a autora desse artigo.
Existem como todos sabemos várias
formas de inteligência .
Esse artigo não foi publicado numa qualquer revista
cor-de-rosa.
Lamento me ver impossibilitada de dar resposta às suas questões.
Se o QI tem uma qualquer incidência neste assunto…talvez sim ou talvez não.
kika, o meu comentário não foi um ataque pessoal, apenas o meu cuidado em interrogar o que leio. Devemos ser críticos. Esses estudos deixam-me de pé atrás. Não acredito que o nosso QI diminua em tão pouco espaço de tempo. E, como a kika bem diz, há várias formas de inteligência.
Eu própria me dei conta de que, quanto mais treinamos a fazer testes de QI, melhores são os resultados. Ou seja, uma pessoa que o faça pela primeira vez, pode ter um resultado pouco favorável, apesar de ser “inteligente”.
Ataque pessoal??

Não pensei um só instante que o fosse, Cristina Torrão.
Viva a Selecção, foram todos muito inteligentes
Se foram!
Já um consenso mais ou menos estabelecido de que o mundo está a regredir em termos de capacidade cognitiva. Um exemplo de alguém que ou defende: https://www.wook.pt/livro/a-fabrica-de-c retinos-digitais-michel-desmurget/246458 79
e não deixa de ser curioso que o qi da humanidade baixe à medida que se consolida a ciência como única forma legitima de ler o mundo…paradoxal , não é?
O preconceito é essencial á sobrevivencia e qualidade de vida em qualquer altura. A autora se conduz usa o preconceito dezenas de vezes em meia hora. Só aqueles que não fazem nada nem realizam coisa alguma não utilizam o preconceito. Não assinou um contrato ou ficou tudo em palavra dada, milhares de exemplos…
O que é preciso é quando saber utilizar o preconceito.
Então diga-me lá quando uso o preconceito a conduzir!
Qualquer diferença daquilo que acha o normal na condução coloca-a em alerta. Você tem uma normal interna na condução formada por conceitos que construiu.
Quanto mais incompleta a informação mais se justifica usar o preconceito.
A única coisa que me coloca em alerta, a conduzir, é o desrespeito pelo Código da Estrada. Se considera isso preconceito…
Já tu podias ser preconceituoso com a tua própria estupidez, lucklucky.
Não sei até que ponto é que podemos considerar o instinto como estando na origem do preconceito. O instinto é inato a todos os seres vivos, o preconceito é adquirido só por alguns seres racionais.
O instinto é subconsciente, o preconceito é consciente.
O instinto é uma resposta reflexa, o preconceito é um julgamento apressado.
Não será que se está antes a alterar composição dos Egos ( Ego, Super Ego e ID)?
Repare que cada vez é mais difícil controlar as pulsões.
Bem, é conhecido que temos a mesma origem dos outros animais, mas também que o nosso cérebro é mais complicado.