O lugar-comum é inimigo do jornalismo: aprendi isto com alguns dos melhores jornalistas de sempre. E no entanto hoje verifico que o jornalismo está transformado numa interminável avenida de lugares-comuns.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

Exatamente, tem toda a razão. O jornalismo está transformado numa repetição de ligares-comuns. Agora são as maldades do Catar, antes foi a perfídia da Rússia, ainda antes os funestos perigos da pandemia, etc.
Blogues e redes sociais estão infestados de trolls, dos quais você é um dos maiores expoentes.
O balio trolla todos os blogues em busca de companhia e apoio para a degenerescência mental.
O rei dos troles.
Rei, não. Ele é republicano.
O presidentrol.
Chegámos a uma época em que o jornalista se acha mais importante que a notícia. E a notícia é transformada no “reality show” da informação.
Vale tudo.
O código deontológico é mandado às urtigas.
O drama, o horror, a tragédia, tudo servido ao pormenor para deleite das assistências.
Não existe só agora, de algum modo sempre existiu. Mas o panorama tem piorado, sobretudo desde que os jornalistas em vez de pensarem no público passaram a exibir-se para os “seguidores” no Twitter ou no Facebook.
O sound-byte é mais forte e infelizmente tudo é tratado pela rama.
O exemplo do Qatar é isso mesmo, já se sabia desde há muitos anos as condições de trabalho em que os estádios estavam a ser feitos mas só agora alguém se lembrou de falar no assunto mas enfim esqueçamos isso.
Por falar em Catar, aqui fica a regra portuguesa para a escrita desse topónimo: ltorio/perguntas/catar-equivalente-portu gues-de-qatar/12443
https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consu
Nm podia sr outra coisa. A letra q vem sempre acompanhada por u embora seja mudo na maioria dos casos. Vá que este safou-se do AO99.
pois, mas catari tem muito mais apelo do que catariano ou similar…
Basta ir à wikipedia e ouvir como se pronuncia. Pronuncia-se “catar” e, portanto, é assim que deve ser escrito.
Está consagrado há décadas com esta forma, adequada às regras da escrita em português. Não temos de copiar transliterações alheias.
Correcto.
Se se traduzir do árabe para o alfabeto latino aparece Qatar, que assim se escreve em várias línguas europeias, assim ou Katar.
Interessante verificar que apenas em português e irlandês se traduz para Catar e em luxemburguês para Quatar.
Só falta aqui o Jo, o 3º estarola sucio comunista.
Manuel Monteiro tem um (pelo menos) excelente texto sobre os lugares-comuns).
Nem mais. O chavão e a superficialidade são as pragas do jornalismo. Ontem, num jogo de futebol até o árbitro “se fez sentir”. Agora tudo se “faz sentir”. Fiquem atentos.
O que MARCA A ACTUALIDADE é uma tendência que SE ALASTRA para fazer do jornalismo um comentário disfarçado. São EMBLEMÁTICAS as adendas do tipo «só não disse que» ou «só faltou dizer que», às quais se segue, como é EXPECTÁVEL, a crítica e o credo do «jornalista» escrevedor. O qual sempre DÁ PROVAS DE uma grande VONTADE EM mostrar que ele é que conhece a verdade e o protagonista não. E os NÍVEIS de omissão de factos inconvenientes para o governo, esses, são HISTÓRICOS. É necessária uma grande RESILIÊNCIA para aturar estes e outros artifícios que se tornaram ICÓNICOS. Já os mínimos de português bom e escorreito tornaram-se uma coisa MÍTICA.
É um lugar comum dizer que o jornalismo está tomado pelos lugares comuns.
Lugar-comum dos anónimos é o mais comum dos lugares-comuns.
Atacar quem comenta é uma boa maneira de parecer que se responde sem dizer nada. Um lugar-comum.
O lugar-comum é como os estereótipos e os preconceitos: há sempre algo de terrivelmente verdadeiro neles.
Menos comum é o lugar-cumum.