Em democracia há sempre alternativas: só a ditadura as não tolera.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.
Em democracia há sempre alternativas: só a ditadura as não tolera.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.
Os ditadores e os tiranos não aceitam ser questionados e postos em causa. É extactamente o contraditório que torna a democracia muito mais trabalhosa no processo da decisão mas que também tem conseguido muitos melhores resultados que os regimes autocráticos. Ao dizer isto não estou a afirmar que todas as decisões saídas da democracia são sábias mas, e estamos a ver isso na actualidade, não permite que um lunático arraste um povo, ou mundo, para uma catástrofe. Por mais apoiantes que Putin tenha hoje na Rússia, nunca seria possível levar por diante esta guerra se estivesse sujeito a eleições democráticas propriamente ditas.
E no entanto, sabendo-se o que se sabe, nunca falta quem diga preferir regimes como o da China, o da Rússia ou o do Irão.
O mais curioso é que todos quantos dizem ou escrevem isto não são consequentes. Continuam a viver em regimes democráticos em vez de emigrarem de vez para Pequim, Moscovo ou Teerão.
ou para a Coreia do Norte…
Ou isso. Mas na Coreia do Norte não gostam muito de receber estrangeiros, mesmo que sejam comunistas da linha mais dura.
Agora temos o Irão à baila, a China sobre Taiwan da semana passada fechou a pedido do ex-governo passos/portas.
Mas, mesmo no Irão lá fazem umas eleições, na Arábia Saudita é que não estão para aí virados. E com os sauditas muito cuidado que até fazem desaparecer os corpos.
Já mais de 90 mortos no Irão por reclamarem liberdade nas ruas e direitos fundamentais para as mulheres, consideradas seres de segunda pela ditadura teocrática que esmaga qualquer protesto. e-east/over-90-killed-in-iran-protests-o ver-mahsa-aminis-death20221002202437/
https://www.aninews.in/news/world/middl
Aqueles que por cá são incapazes de criticar esta tirania e até acabam por aplaudi-la deviam ser remetidos para Teerão, com bilhete só de ida.
Pois , pois vá dizer isso ao lunático que ajudou a matar 1 milhão de iraquianos e que deixou o Afeganistão pior do que quando o invadiu…
Quem matou 1 milhão de iraquianos? O Khomeiny?
Quem invadiu o Afeganistão? O Brejnev?
a alternativa entre mau e pior? passo. prefiro uma boa ditadura ao estilo do único governante de jeito que Portugal teve e que começou a trilhar o duro caminho da autonomia e crescimento sustentado , livre da chulice dos “investidores”. e que gostava imenso do seu povo.
Tanto lhe faz ou prefere mesmo uma ditadura?
não sei responder. a democracia em que vivo não presta , à medida que vamos empobrecendo vemos os grandes grupos económicos , futuros empregadores dos ex políticos anjos da democracia , crescer , crescer e enriquecer enriquecer acumular , acumular : ou seja , a transferência de rendimentos dos cidadãos para essas entidades , algumas supra nacionais , é evidente.-
e a conversa estafada da “liberdade política” não me diz nadinha. pura propaganda.. a democracia é um sistema óptimo para quem vive dela , para nós? ó pá.
e como eu já pensa muita gente , os resultados da democracia partidária estão à vista : o mundo mais desigual de sempre , um sistema que se divide , não em esquerda/direita , mas sim em “os de cima”- empresas gigantes , banca e seus lacaios políticos- e os de baixo-os coitados dos chulados , nós.
A sua não-resposta já é resposta.
Elucidativa.
Volta Salazar estás perdoado!!!
Hoje também deve ser o Dia dos Dinossauros.
Bom dia.
E quem foi ele, na sua opinião, se fizer o favor de a partilhar ?
Obrigado
Fernando Antolin
Deve ter sido o “animal feroz”. Dá para perceber nas entrelinhas.
que horror , ó Pedro…
esse é um dos que transformou a democracia em oclocracia , que é o regime em que vivemos , a fase degenerada da democracia ,e estudada desde os gregos. não mudamos.
um mitómanos esbanjador do nosso dinheiro? francamente.. gosto de gente poupada.
Vá lá, ao menos nisso estamos de acordo.
Democracia é quando é o povo a mandar.
Ditadura é quando é o povo a obedecer.
Alternativa só existe se o povo tiver a liberdade de poder escolher.
Às vezes há necessidade de sublinhar o óbvio.
Mesmo sublinhando o óbvio, o povo só vê a diferença quando está com uma ditadura em cima.
Vamos ver o desenvolvimento em Itália.
No Irão vai-se vendo hora a hora, todos os dias.
Pois, mas em Itália temos o privilégio de ver nascer uma ditadura. E uma ditadura ser formada em pleno século XXI, numa europa democrática e livre, penso que é um bocadinho mais assustador do que assistir a umas barbaridades dos aiatolas.
Lembro que quando os aiatolas destruíram as estátuas, que eram património da humanidade, o mundo ficou calado.
Uma ditadura ser formada agora com o apoio do povo, é muito mais perigosa do que qualquer ditadura existente e disso não tenho dúvidas.
Uma ditadura em Itália, só porque o eleitorado italiano votou como votou, exercendo a soberania em inteira liberdade?
Então devemos classificar o Irão como? E a China, onde nunca houve eleições livres? E a Rússia é o quê?
O problema é precisamente esse, o eleitorado italiano ter votado em inteira liberdade num futuro ditador.
Veja a ascensão de Mussolini, se a história se repetir, a próxima é a França e a seguir a Espanha.
Esperemos que eu esteja errado.
Não faz sentido tal comparação. Mussolini – aliás oriundo da chamada “esquerda revolucionária” e militante durante vários anos nas fileiras socialistas – não chegou ao poder por eleições, mas por uma insurreição que derivou em golpe de Estado, em 1922. Está quase a fazer cem anos, reparo agora. bre_Roma
https://pt.wikipedia.org/wiki/Marcha_so
Não percebo porque o Carlos Sousa está chateado com o Mussolini, tinha um programa bem Socialista a partir dos anos 30 e em 1943 nem se fala… neduce
Até nomeava lideres com filhas com nome Idea Nuova Socialista, Vittoria Proletaria.
https://en.wikipedia.org/wiki/Alberto_Be
Socialista revolucionário. Rompeu com o PSI pela esquerda.
Na Itália votaram como votaram e prontus.
Quero lá saber se são putinistas ou não, a Le Pen é que era perigosa.
Um putinesco reconhece uma alma gémea. Você não será excepção.
Esta vai ser a semana do Irão, pra semana sai mais uma que esteja na moda.
Haver dezenas de pessoas a ser mortas agora no Irão, incluindo muitas mulheres, por reclamarem liberdade é algo que a si dá vontade de dizer graçolas.
De alguém que “assina” ‘ue’ não é de esperar mais que isto.
Se estivesse no Irão, usava barba comprida e turbante.
lá está , como não mandamos , somos apenas controlados e espremidos , diria que estamos numa ditadura “moderna” psicadélica e portanto , aceitável para quem vive de aparências.
eu não sou masoquista e o mal disfarçado de bom agonia-me.
pesquisem , por exemplo , porque o preço da eletricidade está indexado ao do gás e depois digam se é o povo a mandar.
O simples facto de haver vários países do mundo onde neste momento não é possível travar sequer diálogos como estes – por estarem impedidos de aceder à internet, desde logo – define com exactidão a primeira linha de fronteira entre ditadura e democracia.
Tentar baralhar estes conceitos dá imenso jeito aos tiranos. Tenham a cor política que tiverem.
Eu sei qual é a democracia de muitos, é aquela que dá os resultados bons quando não dá, a culpa é dos deploráveis.
Retórica não enche barrigas nem esbulha ladrões.
Retórica, muitas vezes, não dá sequer para revelar nome e apelido.
Como é o seu caso.
Para determinados comentários o Pedro Correia exige certidão de nascimento.
Qualquer filho de mãe incógnita aparece aqui.
Como é o seu caso.
Quando governos que se querem democráticos começam a gritar “TINA” já sabemos ao que vêm.
A democracia é cara e não há dinheiro. O que é que não compreendeu?
O seu comentário deve ter sido muito profundo.
Tão profundo que não entendi nada.
Pense bem que entende, Nem a democracia se esgota no voto, nem tudo o que é eleito é democrático.
A democracia não se esgota no voto. Sobretudo quando se “vota” sem campanha eleitoral, sem cadernos eleitorais, com metade da população em fuga, com parte do território flagelado pela guerra e tropa andando de casa em casa para forçar os habitantes que restam a depositar o boletim em urnas transparentes.
Foi o que sucedeu há dias nos plebiscitos russos realizados em território soberano da Ucrânia. Comprovando, sim, que a democracia não se esgota neste voto. Que aliás nada tem a ver com democracia.
Mas, toda a gente viu isso e a ONU já se manifestou sobre o acontecimento.
Arranje agora uma eleições na Arábia Saudita.
«A ONU já se manifestou»?!
O ditador Putin veta seja o que for na ONU, como se fosse dono daquilo tudo.
Exactamente, alternativa para a ditadura………………………..
Há quem prefira ditaduras, como ficou bem evidente nesta caixa de comentários.
“….como ficou bem evidente nesta caixa de comentários”
Ficou bem evidente em meia dúzia de palavras, extraordinário.
Poupe-me aos elogios. Não necessito deles.
Basta criar uma Constituição super restritiva, por exemplo a do Irão, que limite que ideas podem ser levadas a voto .Assim a Democracia passa a não permitir alternativas.
A nossa Constituição criada após o 25 de Abril determinava a sociedade sem classes e o caminho para socialismo, é mais outro exemplo.
Ainda está no preâmbolo da Constituição actual o caminho para a sociedade socialista.
“A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.”
Pois claro. Irão e Portugal é igual. Assim se constrói um “argumento” em benefício daquele regime assassino, ilibando-o.
Não tenho a menor dúvida que alguns, em Portugal, também adorariam ter uma Polícia da Moralidade. E uma Polícia do Pensamento.
Infelizmente já existe uma polícia do pensamento: veja-se a comunicação social, tão parcial que nada mais é que um conjunto de orgãos de propaganda. Quem se atreve a ter opiniões diferentes é imediatamente rotulado e depois ostracizado.
Isso é no Irão. E na China. E em Cuba. E na Síria. E na Bielorrússia.
Confundir tudo, metendo Portugal nesse mesmo saco, equivale a concluir que ditadura e democracia são iguais.
Mas não são.
Você é que está a confundir tudo: nesses países que referiu, quem se atreve a ser uma voz dissonante é pura e simplesmente eliminado, seja por envenenamento, seja por “desaparecimento”, seja por condenação à morte. Eu não me estava a referir a essas ditaduras abjectas. Referia-me apenas às “democracias” ocidentais, cada vez menos democráticas, na medida em que tentam impôr, em relação a alguns temas, uma linha de pensamento única, com a descarada conivência da comunicação social. Se não concorda, aceito a sua discordância, mas não me venha tentar impôr a ideia de que no ocidente existe, actualmente, uma total liberdade de expressão.
O que escreveu é tão abstracto que não consigo acompanhar o seu raciocínio.
Se quiser descer ao concreto, talvez seja mais fácil perceber o que pretende transmitir-nos.
O luckluky seria o director-geral da polícia dos cheiras-marxistas.
Sentiu-se cheirado?
Em teoria, é um facto. Na prática, nem tanto. De ditador e intolerante, todos temos um pouco. Não existem democracias perfeitas. Em democracia, há alternativas se houver pluralismo político. Se, por um lado, cabe aos partidos consolidar a diversidade de ideias e opiniões, bem como representá-las no debate público, por outro, assiste-se cada vez mais ao uso da “diversidade e pluralismo” para justificar a divulgação de ideias que incitam ao ódio e provocam violência, desrespeitando os direitos humanos.
Também é um facto que há muito tempo que as democracias pluralistas ocidentais enfrentam uma crise de representatividade. É notória a queda na confiança não só nos políticos, como no sistema político-partidário, sendo a confiança um factor primordial para o funcionamento das instituições.
Infelizmente, escrevo eu, a democracia não é um direito adquirido, é um processo que requer trabalho e compromisso permanentes. Manter este compromisso permanente, implica estar livre do medo e de ameaças à existência. Implica desenvolvimento humano que exige os recursos e as liberdades necessárias para desenvolver, plenamente, o potencial humano de cada um. Implica a segurança humana que invoca o direito a não ter fome, a estar livre da guerra, dos desastres ecológicos, de governos corruptos e de outros impedimentos a uma vida justa, solidária, com igualdade de oportunidades para todas as pessoas.
A maioria das pessoas está, provavelmente, cansada desta luta constante, e, guiada por emoções de revolta e vingança, ou manipulada por promessas de “mudanças drásticas e mágicas”, opta pelo oposto na esperança de encontrar a “verdade absoluta”. Um povo, ou a maioria dos eleitores, que vive em democracia pode optar pela alternativa da ditadura, mas um povo que vive em ditadura também pode optar pela alternativa de viver em democracia. Há sempre alternativa.
por exemplo , desde que comecei a trabalhar já me alteraram as regras de aposentadoria uma série de vezes , sempre desfavoravelmente para mim ; depois , leio que aos 60 a pensão de políticos duplica. e dá-me vómitos.
e desde que iniciámos o caminho da “democracia” já esbarramos com 3 bancarrotas , perfeitamente evitáveis ,destruindo-nos os planos.
a democracia presente não vale o que custa.
“A pensão dos políticos duplica aos 60″… leu isso onde?
Um povo em ditadura só pode optar pela alternativa de votar com os pés. Fugindo. É o que têm feito os russos: mais de 200 mil já fugiram do país na última semana. É o que têm feito os venezuelanos: mais de 7 milhões já abandonaram o país desde que lá se instalou a ditadura chavista. É o que têm feito os cubanos: mais de 3 milhões fugiram do regime comunista ali vigente há quase 64 anos.
A alternativa é serem assassinados pelas “forças de insegurança” do próprio país, como vem acontecendo nestes dias no Irão, perante o silêncio cúmplice de tantas boas consciências individuais.
“…mas um povo que vive em ditadura também pode optar pela alternativa de viver em democracia.” Não me referi a “votar”, no caso da ditadura.
Para mim, que observo à distância, há muitos países a viver em ditadura. Essa é a questão. Apesar da definição, tanto do conceito de ditadura como do conceito de democracia, a perspectiva de quem vive diariamente a ditadura, ou de quem vive diariamente a democracia, é diferente da perspectiva de quem vive distante. Um povo é constituído por uma diversidade de personalidades, perspectivas, pensamentos, valores morais e ideais. Uma maioria, ou uma minoria com poder ou que beneficie do sistema governamental em que vive irá mantê-lo pela força ou pela manipulação e/ou influência de ideias e ideais. A “alternativa”, ou parte dos beneficiados que perdem benefícios ou parte da revolta dos que sempre se sentiram injustiçados. A “ajuda externa”, para essa mudança governamental, resulta benéfica ou catastrófica, dependendo dos interesses que a motivam.
Os povos que vivem em verdadeiras ditaduras não têm a menor dúvida quanto a isso: experimentam na pele essa traumática experiência.
Basta ver o que se passa agora em países como o Irão, a Nicarágua e a Bielorrússia. Entre tantos outros.
Se o Sr. tivesse o poder de mudar o mundo, a solução seria?
Ninguém tem poder para mudar o mundo.
Mas cada um de nós tem o pequeno/grande poder de contribuir para tornar o mundo melhor, cada qual à sua escala. Mais respirável, mais habitável.
Fica mais habitável e mais respirável com menos tiranos. Lukachenkos, Maduros, Ortegas, Putins, Assads, aiatolás no Irão.
No meu primeiro comentário escrevi: “De ditador e intolerante, todos temos um pouco.” O Sr. acredita realmente que se nos “livramos” de Lukachenkos, Maduros, Ortegas, Putins, Assads, aiatolás no Irão, etc., eles não serão substituídos por outros?
Para mim, o mundo só muda para “melhor” pela educação. Educação que nos ensine a parar para pensar, antes de agir, reagindo. Educação que nos ensine a respeitar a unicidade e diversidade. Utopia? Talvez. Tentar compreender o comportamento humano é a minha contribuição.
Infelizmente, isso não basta.
O regime mais opressor e totalitário do século XX foi a Alemanha hitleriana que era também um dos regimes com maiores índices de alfabetização, instrução e educação do planeta.
Refiro-me a educação como sinónimo de compreensão e não de repetição e imitação.
Países com maiores índices de educação – e não me refiro apenas a instrução – não estão imunes às maiores atrocidades. Se alguma coisa a História nos ensina é isto.
Reitero o que escrevi aqui: ensamento-da-semana-12055906
«O homem saiu da caverna, mas esta, verdadeiramente, nunca saiu do homem. Daí alguns dos maiores crimes contra a Humanidade terem sido cometidos pelas nações supostamente mais civilizadas: raspa-se um pouco desse verniz civilizacional e logo surge o grunho rupestre.»
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/p
Estudos recentes concluíram que, embora o comportamento violento contra os outros seja antigo, a guerra nem sempre existiu. As suas origens parecem estar correlacionadas com o desenvolvimento da economia de produção, que conduziu desde muito cedo a uma mudança radical nas estruturas sociais.
A violência não está inscrita nos nossos genes. O seu surgimento tem causas históricas e sociais – o conceito de “violência primordial (original) ” é um mito. A guerra não é, portanto, inseparável da condição humana, mas é produto das sociedades e das culturas que ela gera. Como mostram os estudos das primeiras sociedades humanas, quando confrontada com crises, uma comunidade é mais resiliente se for baseada na cooperação e apoio mútuo, em vez de individualismo e competição.
Pergunto-lhe: É ou não um facto que os países a que se refere fundamentam a “educação” no individualismo e competição?
Ignoro que estudos são esses.
Quer concretizar?
https://en.unesco.org/courier/2020-1/or igins-violence
Desculpe lá, mas esse estudo de científico tem muito pouco. Está cheio de “parece que”. São teorias, nada mais.
Ou será que é o Sr. que só acredita nas “teorias” que confirmam as suas crenças?
A minha intenção não é, de todo, convencer quem quer que seja do que quer que seja. Defendo a dúvida porque a certeza paralisa-nos. Quem pensa já saber tudo, não aprende mais nada. De qualquer forma, deixo-lhe outra ligação: alaeolithic-age-12816
https://www.inrap.fr/en/did-war-exist-p
Obrigado, a outra que enviou estava na base do “parece que”.
«Collective violence seems to have appeared with the sedentarization of communities at the end of the Palaeolithic era, around 13,000 BC.»
«The change in the economy (from predation to production), which led to a radical change in social structures very early on, seems to have played a major role in the development of conflicts.»
«It is difficult today to assess the true extent of acts of violence in prehistoric times.»
«The existence of conflict between two groups or communities cannot be ruled out.»
Parece que… o homem não era violento antes de viver em sociedade. Mas haverá algo mais antinatural do que o ser humano não viver em sociedade?
Se cada um fosse um lobo solitário, ou o “bom selvagem” que Rousseau idealizou, o mundo estaria melhor?
Segundo essa teoria, parece que sim.
Tenho as maiores dúvidas quanto ao acerto de tal tese.
Segundo inúmeros estudos sociológicos (por exemplo a Teoria do Domínio Social e a Teoria da Justificação do Sistema, que partilho aqui: https://osereotudo.blogs.sapo.pt/te oria-do-dominio-social-463004), ou o “narcisismo das pequenas diferenças” de Freud (https://osereotudo.blogs.sapo.pt/o-nar cisismo-das-pequenas-diferencas-469601) , o problema não é o “viver em sociedade”, mas sim o facto de essa “vivência social” ter levado à formação de grupos. Ou seja, a separação da sociedade em grupos, gera conflito.
Os portugueses que saíram de Portugal no tempo do governo passos/portas e continuam a sair,
saíram pela mesma razão que saiu o pai de Pichardo, que depois chamou o filho, na Alemanha ganhava mais a ser treinador que ganhava em Cuba.
Pichardo e o pai fugiram de Cuba pelo mesmo motivo que levou mais de dois milhões de compatriotas a abandonar o país desde a implantação da tirania comunista, muitos com risco da própria vida: recusam viver em ditadura.
No desporto, as fugas ao campo de concentração cubano têm sido imparáveis. 021-10-05/fuga-em-massa-no-beisebol-cuba no.html ul/noticia/2022/05/12/atleta-cubano-part icipante-das-surdolimpiadas-foge-da-dele gacao-em-caxias-do-sul.ghtml 021/07/cuba-confirma-fuga-de-atleta-do-s alto-triplo-e-sua-ausencia-nos-jogos-de-t oquio.shtml portes/atletismo/cuba-confirma-tres-fuga s-em-mundial-de-atletismo/ s-depois-da-fuga-cubanos-que-desertaram-d a-delegacao-no-pan-de-2007-contam-suas-h istorias-21589371.html
Alguns exemplos:
https://brasil.elpais.com/esportes/2
https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-s
https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2
https://www.gazetaesportiva.com/mais-es
https://extra.globo.com/esporte/dez-ano
Mesmo em democracia isso nem sempre é verdade.
Em democracia é sempre verdade. Nas democracias autênticas, não nas ditaduras travestidas de democracias.
Quais são as democracias de verdade? No Estado Espanhol está-se a debater se os insultos à coroa serão despenalizados ou não (sendo que a muito democrática direita é, naturalmente, a favor de não alterar o código penal). Uma pessoa diz mal do rei durante esse debate e pronto, já foi dentro. Mesmo em Portugal há um artigo do código penal que condena insultos ao presidente da República. No caso espanhol há a agravante que o monarca não é eleito.
Democracias de verdade são aquelas onde você pode escrever o que escreveu – ou o que quiser, contra quem quiser – sem ter a policia a bater-lhe à porta, a levá-lo para a esquadra, a torturá-lo, a prendê-lo por tempo indeterminado, a perseguir a sua família e a negar-lhe direitos de cidadania.
Ditaduras de verdade são aquelas onde tudo isso existe. E onde nem sequer há hipótese de escrever seja o que for. Porque o acesso à Net é proibido, porque as redes sociais e os blogues e até os livros estão interditados por serem “ameaça ao Estado”.
Ahahahah essa é boa, nem precisa de ter um polícia à porta, basta ter um lápis azul nos blogs.
Você prefere a censura vermelha. Faz mais o seu género.
Donax trunculus – Cicero