Pensamento da semana


Pedro Correia,

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O melhor referendo à monarquia, no Reino Unido, ocorreu  com as centenas de milhares de pessoas – não apenas súbditos britânicos, mas também canadianos, australianos, neozelandeses e jamaicanos, entre outras nacionalidades — que acorreram a Westminster e se inclinaram perante a urna de Isabel II. Observando estas imagens inapagáveis, questionei-me quantos presidentes de repúblicas, em regimes democráticos como o do Reino Unido, suscitariam na hora da morte tanto respeito, tanto carinho e tanta demonstração de genuíno apreço e sincera dor.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

100 comentários em “Pensamento da semana”

  1. Não é comparável. Quais desses citados regimes teve um império como o britânico. E uma soberana que vivesse tanto como Isabel II. E, mais difícil ainda, um representante monárquico que, controvérsias à parte, tenha mantido o espírito da realeza tal como lhe foi legado, honrando-o ao longo dos tempos. Foi uma mulher linda e sábia; honrou a qualidade em que aceitou viver, atravessou épocas difíceis para o Reino Unido e sobreviveu na estima dos súbditos. Não sendo nem por sombras monárquica, também a admiro. A rainha era baluarte de uma época que foi. A despedida britânica parece-me justa.

    1. Viver muito não é garantia de ter maiores multidões na hora da partida. Mário Soares morreu com 92 anos e a urna com restos mortais dele percorreu Lisboa com as ruas vazias

      1. E ainda assim chegou a ter 70% dos votos. O que importa é quem vota, não quem sai à rua. Quanto aos ingleses, é lá com eles. Portugal é uma República e o povo português vota, na sua quase totalidade, em partidos republicanos.

        1. Infelizmente a república foi imposta por um golpe de estado e nunca foi referendada.
          É aliás proibido pela Constituição referendar o regime político. Um tabu que tarda a ser derrubado.

          1. A República tem sido referendada em todas as eleições, e a quase totalidade do povo português vota em partidos republicanos.

          2. Concordo. Mas em grande contradição com o que é dito no texto principal. Afinal tratou-se ou não de um referendo ?

          3. Que contradição? Se há coisa que não tem faltado no Reino Unido são referendos.
            Referendaram a entrada na CEE, referendaram a saída da UE, referendaram a independência da Escócia…

          4. Neste caso foi zero por cento.
            Porque o regime republicano nunca foi referendado. Nem a Constituição o foi – ao contrário do que sucedeu à Constituição espanhola de 1978.

      2. Se os lisboetas fizeram tal, foram ingratos, Mário Soares merecia mais (muito mais). Mas não posso contestar o escrito, não sou dada a funerais mediáticos. Até tenho ideia de que houve filas de gente para o velório, mas poderei estar errada e serem as filas dedicadas a Jorge Sampaio, presidente que também não envergonhava nenhum português.
        Contudo, não referi apenas a longevidade.

        1. O féretro de Mário Soares percorreu meia Lisboa vazia até ao cemitério dos Prazeres. As exéquias de Sampaio decorreram no claustro dos Jerónimos, com um grupo restrito de convidados. Só.
          Funerais com imensa adesão popular recordo apenas os de Sá Carneiro (1980), Amália (1999), Cunhal (2005) e Eusébio (2014).

          1. Se a presença em funerais fosse um voto, Álvaro Cunhal teria sido primeiro-ministro.

  2. O melhor referendo à monarquia, no Reino Unido, ocorreu com as centenas de milhares de pessoas que acorreram a Westminster

    Uma manifestação pública nunca, jamais, se pode equivaler a um referendo.

    1. Esta é muito mais expressiva do que qualquer referendo.
      Pelo menos do que os referendos já realizados em Portugal – nenhum dos quais atraiu sequer metade dos eleitores recenseados.

      1. Esta é muito mais expressiva do que qualquer [dos] referendo[s] já realizados em Portugal

        Não. No funeral da rainha não sei quanta gente estará, mas será certamente bem menos de 10% da população do Reino Unido. E muitos do que lá estão até serão imigrantes, sem direito a voto.

        E mesmo que fossem mais, uma manifestação pública nunca tem o caráter secreto que um referendo deve ter.

        1. Por falar nisso, nem se chegou a referendar o acordo ortográfico — parecia uma monarquia absoluta. Três ou quatro tipos que vieram lá das colónias cheios de equívocos e complexos nos cornos, decidiram como achavam que se devia escrever dali para a frente. E muitos súbditos devotos dessa canalha miserável alinharam.

          Você é um deles, portanto meta as suas teorias onde o sol não brilha.

          1. Quantas monarquias permitem referendos? E porque é que uma república haveria de permitir tal referendo? Quem seria o “candidato” dos monárquicos?

          2. Porque é que uma república democrática há-de interditar referendos se os referendos são um instrumento democrático?
            Porque é que uma república que nunca foi referendada proíbe na Constituição a monarquia como sistema político alternativo?
            Que raio de tabu. Parece que têm pavor da monarquia.

          3. Porque é que uma monarquia democrática há-de interditar referendos se os referendos são um instrumento democrático?
            Porque é que uma monarquia que nunca foi referendada proíbe na Constituição a república como sistema político alternativo?
            Que raio de tabu. Parece que têm pavor da república.

          4. Comentário tão senil que este anónimo até já esqueceu como se chama.
            Mas o DELITO, fiel aos seus princípios, continuará a dar espaço também a estes.

          5. é ridículo a república proibir um referendo à monarquia em Portugal

            é ridículo a Espanha proibir um referendo à independência da Catalunha.

          6. Que raio de comparação mais disparatada. Comparar regimes políticos com soberania territorial.
            Portugal proíbe referendos à “independência” de qualquer das suas parcelas territoriais – incluindo São Miguel, Santa Maria, Terceira, Pico, Faial, São Jorge, Graciosa, Flores, Corvo, Madeira, Porto Santo, Desertas, Selvagens, Berlengas, Bugio, Insua, Ilha de Culatra, Ilha de Armona, Ilha de Faro, Ilha de Tavira e Ilha do Pessegueiro.

            Em Espanha a monarquia foi referendada – ao contrário do que aconteceu com a república em Portugal.
            Teve apoio esmagador, incluindo na Catalunha.

          7. Ser de esquerda é “aquilo”. É andar permanentemente a arranjar uns whatabouts, nada tem valor intrínseco, só tem valor comparando com a Palestina, uma região sem grande interesse em Israel.

          8. Ah sim, o famoso referendo “ou aceitas a monarquia ou a ditadura volta”. Quando é que Espanha referendou a república? Que eu saiba apenas em 1931, 1933 e 1936. E depois de votada favoravelmente três vezes, os monárquicos fizeram um golpe de Estado a mando de Franco. Tendo o golpe de Estado falhado, pediram ajuda a Hitler e Mussolini para conquistar o poder através de uma guerra sangrenta. Franco alcançou o poder em 1939 e, três décadas depois, nomeou Juan Carlos como seu sucessor. O seu filho é o actual rei de Espanha.

          9. Não. O referendo popular que validou a Constituição espanhola em 1978.
            Algo que nunca aconteceu com a Constituição portuguesa de 1976. Nem a nossa adesão à CEE foi referendada, nem a abolição das fronteiras no Tratado de Maastricht. Nem a entrada de Portugal na moeda única.
            E ainda há gente a achar este sistema da República Portuguesa mais democrático do que o do Reino Unido…

          10. Lá está, o referendo “popular” de “ou aceitas o rei que Franco escolheu ou levas com ditadura”. De facto todas essas coisas não foram referendadas em Portugal (nem em Espanha ou na maioria dos países da UE) mas, eleição após eleição, os portugueses continuam a votar em partidos que apoiam essas medidas. Os portugueses querem que Portugal faça parte da União Europeia, querem poder viajar para outros países sem serem assediados pela polícia, e não querem uma moeda que recorda os tempos da hiperinflação (e nessa altura não havia Putin). Quem não quer a UE ou o euro e quer o regresso do controlo de fronteiras (em Portugal, apenas o PCP e o Chega são a favor desses retrocessos), pode ir viver para o “democrático” Reino Unido. Tão democrático que em 2015 o “Chega” de lá, com 12% dos votos, elegeu apenas um deputado. Se Portugal copiasse o modelo inglês, o PS teria sempre maioria absoluta.

          11. “Os portugueses querem”, sem base referendária que o demonstre, é argumento próprio das ditaduras.
            Também se dizia em 2016 “os britânicos querem”. O referendo demonstrou o contrário. Que não queriam.

            Quem escreve “democracia” entre aspas, referindo-se ao regime político britânico, merece viver em ditadura. E talvez até gostasse.

          12. Porque não se torna dirigente do Partido Popular Monárquico? Nem a 1% chegam.

          13. A tua capacidade de argumentação está ao nível de uma criança de 8 anos.
            Só prova que poupaste muito o intelecto. Está bem conservado.

  3. Um governante que não faz nada além de existir não desagrada a ninguém, se viver muito tempo torna-se uma figura popular.
    A frase “ser uma rainha de Inglaterra” descreve alguém que não tem poderes.
    As homenagens são à rainha, duvido muito que sejam extensíveis a toda a monarquia. Se o filho mais velho tivesse as inclinações dos filhos mais novos provavelmente a monarquia não era lá muito popular.

    1. Um governante que não faz nada além de existir não desagrada a ninguém, se viver muito tempo torna-se uma figura popular.

      Curiosamente, é o que se tem passado com todos os Presidentes da República portugueses, que têm sempre sido reeleitos, porque, como nada fazem de bom nem de mau, o povo considera que mais vale mantê-los a eles.

      1. São sempre reeleitos porque o povo português é intrinsecamente conservador. Conviver com uma dinastia, ser-lhe-ia natural. Mas isso é o povo. Não as burguesias de Lisboa e Porto.

        1. Curiosamente, os presidentes têm sido eleitos de acordo com uma certa genealogia política – de remota inspiração monárquica.
          Foi assim com Soares, filho de um ministro da I República; foi assim com Sampaio, filho de um ex-director-geral no Estado Novo; é assim com Rebelo de Sousa, filho de um ex-ministro do Estado Novo.
          Endogamia republicana a que só Cavaco Silva, entre os presidentes civis, fugiu à regra.

          1. Pois é. Mas enquanto a sucessão de pai para filho, ou até a sucessão intra-familiar por designação, como era com os árabes no tempo de Maomé e hoje perdura na Arábia Saudita, é apenas natural em monarquia mas em república, é uma prática perversa .
            São chocantes os casos dos Kim na Coreia do Norte e até dos Hassad na Síria mas Portugal, é de facto uma versão menos aguda da mesma perversão. E não é apenas na presidência da república. Para citar dois exemplos detestáveis, a filha de Fernando Rosas, com 20 e poucos anos, foi candidata a deputada do BE em posição elegível não fôra o descalabro que sofreram. E o filho de Boaventura Sousa Santos já sucedeu ao pai num daqueles apêndices universitários que só existem com financiamento político. E a somar às larguezas da Câmara de Lisboa no tempo de António Costa (não sei se continuou com Medina) a Fundação Mário Soares permanece inscrita nos orçamentos de estado.

        2. o povo português é intrinsecamente conservador. Conviver com uma dinastia, ser-lhe-ia natural.

          Não. A definição básica de uma dinastia não é aceitar-se que um rei o permaneça por um longo período de tempo. O teste crucial de uma dinastia é aceitar que o novo rei deve ser filho do anterior.

          Estou convencido que o povo português aceitaria de bom-grado que Marcelo Rebelo de Sousa continuasse a ser Presidente por muitos anos, mau-grado todos os seus muitos e evidentes defeitos. Mas não aceitaria, de forma nenhuma, que o Presidente seguinte fosse necessariamente @ filh@ de Marcelo Rebelo de Sousa.

  4. Certo, mas ao fim de tantos dias disto, começo a achar que aí reside outra vantagem dos regimes republicanos. Os presidentes morrem, vão a enterrar, faz-se três dias de luto e siga. Já me falta a paciência para a enxurrada mediática do funeral, como se mais nada de relevante estivesse a acontecer no mundo.

    1. Os recentes funerais de Estado de Soares e Sampaio em rigorosamente nada se comparam a estas exéquias da Rainha. Adesão popular nenhuma, por mais directos televisivos que fossem feitos.
      Chegou a ser chocante o desinteresse total da população portuguesa em qualquer desses momentos fúnebres.

        1. Os britânicos não parecem cansados, João. Daí este pensamento da semana. Que presidentes em países livres suscitaram a espontânea adesão emocional de tanta tanta tanta gente?

          1. Eu estou cansado 🙂
            Mas se calhar nisso a Isabel II até foi singular. Nenhuma outra monarquia moderna geraria este fenómeno. Nem nos próprios países, quanto mais fora de portas.
            Daqui a meia dúzia de anos veremos se o filho, chegado ao cargo com todo o mérito na bela idade de 73 anos, gera a mesma comoção que a mãe.

          2. Isabel II era caso único.
            Continua a prestar serviço público depois de morta.
            Leio que o apoio à monarquia britânica está cada vez mais reforçado, tendo subido 5% desde a anterior sondagem, e que o novo Rei, antes bastante impopular enquanto príncipe, tem agora um apoio de 70%. Algo que nenhum político em Londres consegue nem em sonhos.
            O movimento republicano é incipiente e a própria facção independentista da Escócia quer o monarca como Chefe do Estado. Aliás Isabel II era filha e neta de escoceses.
            Países como o Canadá e a Nova Zelândia também não contestam a monarquia como modelo de Estado.

          3. Não sou bruxo, por isso não posso ser assertivo mas acredito que Isabel II prestou um enorme serviço na sua morte.
            A tradição era interromper as férias e dar posse ao primeiro-ministro em Londres. Era intenção anunciada da primeira-ministra escocesa, promover um referendo para sair da Grã-Bretanha e voltar a UE, sendo que a última parte era desejo maioritário dos escoceses. A morte da rainha na Escócia e as reações populares, goraram esse projecto por bastante tempo. Se Liz Truss e Carlos III forem hábeis e tiverem sorte, talvez para sempre.

          4. Os escoceses sempre sentiram um carinho enorme por Isabel II, ela própria semi-escocesa: a mãe era natural da Escócia e descendente da aristocracia local.
            A Rainha nunca escondeu que os períodos mais felizes da sua longa vida tinham decorrido na vasta propriedade rural escocesa da família, em Balmoral, que adorava, em contraste com o Palácio de Buckingham.
            O nacionalismo da Escócia preserva o monarca como Chefe do Estado e a libra esterlina como divisa. E é bem possível, sim, que Isabel II tenha prestado um último grande serviço ao Reino Unido ao sentir que, estando já o fim da vida muito próximo, queria fechar os olhos em território escocês. Assim aconteceu, o que calou fundo na nação escocesa.

      1. Eu não tenho por hábito ir a funerais de pessoas que não conheço. Mesmo que tenha votado nelas. Do mesmo modo que não gostaria que desconhecidos tivessem aparecido nos funerais dos meus avós.

        1. Você tem um hábito muito pior: aparecer como desconhecido em casa alheia, como acaba de fazer ao comentar neste blogue sem se identificar.
          Aposto que os seus avós não cometiam tamanha indelicadeza.

          1. Cada um tem os seus padrões e os padrões deste blog são muito estranhos.

          2. Funda o teu, se fores capaz.
            Não custa nada abrires um.
            Mas precisas de saber escrever e de teres leitores que tenham pachorra para ler o que escreves.

          3. Quando se tem que trabalhar para pagar contas, não há tempo para fundar blogues. Mas os burgueses do Delito de Opinião não sabem o que é isso é.

          4. E tu és o quê? Proletário?
            E se não gostas deste blogue vens aqui fazer o quê às 20.12, hora a que devias estar a comer a tua sopinha antes de ires fazer ó-ó?

    2. E ainda temos um feriado todos os anos por Portugal ser uma República. Os ingleses só têm quando o monarca falece.

          1. o dia dos reis magos….no tempo da república também se festeja o dia dos reis magos. é um feriado religioso , não político.
            e sabe , não é ? malandro.

          2. Tudo quanto é religioso de alguma forma é político. Veja-se como vários regimes, aliás muito diferentes, tornaram institucionais os feriados religiosos como a Páscoa ou o Natal.
            Até em regimes comunistas, como o de Cuba.

  5. Se a monarquia fosse referendada por centenas de milhares de pessoas de várias nacionalidades a demonstrar carinho, o Ronaldo era o Rei de Portugal.

    1. Há um amigo do ex-presidente do Benfica conhecido por Rei dos Frangos.
      É curioso: estes republicanos, quando tentam promover-se e ganhar respeitabilidade, vão buscar designações monárquicas.

      1. Cá para mim, se é para prestar vassalagem prefiro o Rei dos Leitões na Mealhada. Acompanhado pelo Marquês de Marialva tinto e fica a dinastia completa.

          1. Se vais por aí… “O Regresso do Rei” tem muito mais pinta do que “O Regresso do Presidente”

            Não discordo. Aliás, reis e rainhas têm bom lugar na literatura fantástica e no xadrez. Mas aqui até os ateus avançam com o bispo, mesmo que na diagonal.

          2. Os animalistas preferem mover o cavalo.
            Os anti-racistas jogam sempre com as negras, contestando que a abertura caiba às brancas.
            Os marxistas-leninistas usam todos os peões para derrubar o Rei.

    2. Não sei se dá para ter um rei que faz anúncios a champô para a caspa. Pessoalmente, eu preferiria ter um rei palerma.

  6. Rever este acontecimento ímpar à luz da História da Inglaterra talvez esclareça muita coisa…
    E convém prestar atenção ao parêntesis cromwelliano…e às “enxertias” continentais na descendência do Rei Alfredo…
    JSP

          1. não quero confianças com o Diabo , trato-o por você e à distância . é perigoso.
            (realmente , não sei porque fiz isso )

  7. A coisa é mais simples do que parece. A monarquia dá um sentimento de orgulho e de pertença a uma coisa bonita, organizada com bom-gosto e insígnias de luxo. A república dá um sentimento de vergonha e de pertença a uma agremiação de batoteiros com bandeiras mal-enjorcadas, tudo revestido de um horripilento sabor a repartição de finanças com A4zinhos de merda com avisos colados em portas de alumínio.

    Numa monarquia os “balios” são os bêbedos nas tabernas, não são representantes do estado socialista pró-venezuelano como são aqui.

    1. Na própria linguagem comum a superioridade da monarquia é manifesta.
      Pergunte-se a qualquer moçoila se prefere que o seu apaixonado lhe chame “princesa” ou “filha do presidente da república”.

    2. O V. não sabe o que é viver nos USA ou na França.
      Bandeiras mal-enjorcadas? Que bandeiras? E se a Escócia se tornar independente, como é que passará a ser a bandeira do Reino Unido?

      1. Os escoceses sabem muito bem que se passarem a república o país afunda-se na banalidade e na miséria moral e procedimental desses regimes, portanto duvido que se tornem independentes. Se tivessem uma casa real já seriam independentes ha muito tempo.

        A Union Jack é a sobreposiçao da bandeira de Inglaterra, cruz de sto Andre (Escócia) e cruz de Sao Patrício (Irlanda) portanto hipoteticamente se a Escócia saísse provavelmente o “saltire” seria removido o que equivaleria só a tirar o azul.

        1. O independentismo escocês, estimulado pelo Brexit, não põe em causa a Coroa nem a libra esterlina. O apego a Bruxelas não se estende ao sistema monetário europeu.

  8. É um pouco como as cerimónias do 13 de Maio em Fátima. Não compreendo totalmente, mas comove-me.
    Que descanse em paz, certa do dever cumprido e da devoção dos povos seus súbditos.

    1. Dever cumprido, com plena noção de serviço público, até às últimas horas da sua longa vida.
      Duas palavras sempre lhe foram associadas: dignidade e majestade.
      Majestade verdadeira, nada postiça.

  9. Na sua alocução na Lancaster House, em Londres, sobre a cerimónia em que estivera envolvido, num ambiente protocolar a sério, em que ali estava mergulhado, surgiu um PR Marcelo R. de Sousa com um pouco usual grau de decoro. Terá posto de lado o seu usual, preferido, protocolo de beijinhos, abraços e “selfies” fúteis.
    A ilustre Raínha, de boa memória, mesmo do lado de lá continua a actuar.

  10. Não. Meteram africanos e principalmente asiáticos dentro de portas, agora qualquer referêndo tem de contar com eles. Ainda que se pense que se abstenham ou votem pela monarquia.

    1. Também há africanos e asiáticos britânicos, tal como há portugueses africanos e asiáticos.
      Faz sentido, em países que tiveram possessões coloniais durante séculos.

  11. Passados 112 anos sobre a queda da monarquia, e sem restauração à vista, parece-me mais provável que os EUA se constituam em monarquia com Sua Majestade Imperial Donald I que ver de volta a Sereníssima Casa de Bragança ao Paço da Ribeira.

    De resto, coisas de monarquia, em Portugal e nos tempos que correm, são suspeitas. É um bocadinho coisa de gay (eles adoram jóias, coroas e genealogias), de fadistas (os quinto netos do segundo visconde restaurado de São qualquer coisa) e de moço de forcados. Nem o pobre acredita e a madame não impressiona, ou melhor, impressiona, mas é para dizer vou ali e já volto.

    1. Os americanos sentem um fascínio indisfarçável pela monarquia, tendo criado rituais de poder claramente inspirados na realeza britânica. A própria “Primeira Dama”, invenção deles, deriva desse fascínio por algo que nunca tiveram desde a independência
      Aliás têm as suas “dinastias”. Houve a Adams, a Roosevelt, a Kennedy, a Bush… e não ficam por aqui.
      O Canadá orgulha-se do seu sistema monárquico como elemento diferenciador do poderoso país vizinho.

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