Admirável coerência: os mais fervorosos defensores do Estado laico cumprem religiosamente os feriados oficiais católicos, como o que marcou o início desta semana.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.
Admirável coerência: os mais fervorosos defensores do Estado laico cumprem religiosamente os feriados oficiais católicos, como o que marcou o início desta semana.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.
Habemus Papam.
E os monárquicos cumprem republicamente o Feriado do cinco de Outubro.
A troica é que não estava de modas, e sábados e domingos era assunto em estudo.
O republicanismo é uma religião?
Caramba, as coisas que eu aprendo com estes anónimos.
Os monárquicos não cumprem, “republicamente”, nem republicanamente, o Feriado de cinco de Outubro.
Aquilo que os monárquicos comemoram no dia 5 de Outubro é o tratado de Zamora, 1143.
Salvo melhor opinião 1143 antecedeu 1910.
Para quem professa o republicanismo como religião, a monarquia nem sequer existe. Foi uma espécie de vácuo histórico.
Para tais fanáticos, Portugal começou com a revolta de Cândido dos Reis e Machado Santos de 4 para 5 de Outubro de 1910.
O primeiro suicidou-se pensando que a revolta tinha abortado, o segundo viria a ser assassinado por carbonários onze anos depois.
Ficamos com uma ideia dessa improvável devoção, quando alguns deles mandaram o país à falência, e no pacote de medidas que assinaram, vinha também a suspensão de dois feriados religiosos, Pedro. Assistimos todos a uns momentos reveladores de uma fé bem improvável.
Amanhã regressa a militância laica, Paulo.
Até 31 de Outubro à tardinha, véspera do feriado de Todos os Santos.
hum… em resposta lembro-me deste meu postal (também) sobre isso – https://ma-schamba.blogs.sapo.pt/a-redu cao-dos-feriados-em-portugal-1303026
Sempre fui – e escrevi aqui sobre isso – contra a supressão de feriados. Não tenho registo de interesses a fazer pois não faço proselitismo político, religioso ou anti-religioso.
Mas acompanho sempre, algo divertido, o escrupuloso cumprimento dos feriados religosos – ou Dias Santos, na linguagem litúrgica – pelos activistas do laicismo mais trepidante. Nestes dias, a estridente militância emudece.
Eu confesso que fiz proselitismo – imbuí a minha filha, “desde a mais tenra idade”, de sportinguismo. O resto ela que escolha.
Quanto ao laicismo mais trepidante, como bem dizes, lembrei-me agora daquele blog Diário Ateísta – uns verdadeiros Savonarolas ateus. (depois houve quem dali “evoluísse” para outras evangelizações…)
Não surpreende. Alguns dos maiores Savonarolas do século XX professavam a fé ateia. Hitler, Estaline, Lenine, Mao, Pol Pot, Hoxha, Kim…
Hitler era ateu? Foste buscar isso aonde? Ele que até teve o apoio da igreja católica e dos “democratas” cristãos do seu tempo.
Eu leio livros.
Tu lês anedotas e vês vídeos de gatinhos que recebes no telemóvel.
A lei do descanso é anterior a todas as religiões.
Hoje cumprem religiosamente o “descanso” católico.
Amanhã voltam a pugnar pelo estado laico. Mas só amanhã. E só até ao próximo feriado católico, que voltam a cumprir religiosamente.
hum… e sobre isso dos feriados insisto no resmungo: https://ma-schamba.blogs.sapo.pt/109111 8.html
O consumismo militante e desenfreado tornou-se outra espécie de devoção. Resta ver até quando, num país que perdeu (números oficiais) 5% do poder de compra em pouco mais de meio ano.
window shopping é o futuro
Para mim é já presente. Escrevo em Windows.
O importante é que sejam feriados. Laicos ou religiosos, que mais dá? Além disso, em democracia, há que respeitar a vontade da maioria dos portugueses e a maioria é católica. Ainda que, diga-se a verdade, para católicos ou não católicos, importe apenas ser feriado.
A mim, não sei porquê, sempre me lembra o 14 de Agosto por celebrar (ou fui eu que assim o aprendi) o feito de Aljubarrota. Durante muitos anos julguei que o feriado seria por tal motivo. Que, ser um dia depois, na minha mente palerma, não desviava um centímetro o objectivo do dia. E afinal celebra a Assunção de Nossa Senhora ao céu, cuja nos deu obras de arte de grande valor e beleza. Suponho que seja importante para a igreja, para as mulheres em geral e as mães em particular. Afinal, na minha modesta perspectiva, expressa o amor filial. Pronto, é verdade que Cristo como que se esqueceu do pai adoptivo, mas, por outro lado, vejo nele um feminista, as mulheres têm grande influência sobre ele, não só o fazem transformar água em vinho, o que já é grande feito, como o levam a ressuscitar os mortos, facto por demais extraordinário. Sempre as protegeu (foi o caso de Maria Madalena) e foi nelas – em sua casa – que descansou (na casa de Marta). Nada nEle me faz supor que as considerasse abaixo do homem, ainda que lhes enalteça as diferenças, facto que me sugere justeza e adequação.
Deixa boa sugestão, Bea. 14 de Agosto também podia – e devia – ser feriado nacional.
Eu cá acho mal que os negacionistas gozem os feriados católicos.
Devia ser obrigatório possuir um certificado para gozar o feriado. Ou então aproveitar o certificado covid e assim tínhamos a certeza que só gozava o feriado quem acreditava em milagres.
A vossa fé negacionista sente-se discriminada?
Exijam já um feriado só para vós ao governo absoluto.
Lá por eu não acreditar em aparições em cima das azinheiras, não quer dizer que eu não goze o feriado. Até era pecado, cruzes canhoto.
Coma bacalhau à Brás neste mês de Agosto, contrariando a Papisa da Saúde.
Esse será um teste decisivo à sua descrença militante.
Então, deixou de acreditar na Santa Graça ou está a imitar o seu antepassado e tem de a negar três vezes antes do galo cantar?
Você, com esses trinados, procura imitar o seu émulo, São Carlos.
Canta, mas não encanta.
Vá lá, vá lá, o meu émulo ainda canta, agora o seu, o São Pedro, coitadito, desafinava à brava.
Volta, Lavoura, estás perdoado.
Isso, peça ajuda ao Lavoura, mas não sei se o émulo dele, o São Luís, canta melhor. Lá garganta tem ele, no Pontal estava era um bocadinho afónico coitado.
Lavoura é funcionário público no “activo”, não comparece nos feriados.
Hoje é dia dos funcionários passivos. Que combatem corajosamente este terrível governo do Passos.
É espantoso como tantos cristãos devotos pedem o feriado para orar e em seguida vão para a praia, sabendo que há milhares de pessoas que têm de trabalhar nesse dia para lhes garantir o lazer. Num país que se diz maioritariamente católico já quase ninguém vai à igreja.
Fiquei a saber que as pessoas que trabalham hoje, e são muitas, são todas religiosas.
O sonho molhado dos nossos liberais era um mundo sem feriados, nem férias, nem fins de semana. Isto para a ralé, que os doutores teriam direito a descansar quando fosse preciso.
Há muito mais gente nas igrejas, domingo após domingo, do que em todos os comícios de todos os partidos políticos e todas as manifestações sindicais ao longo do ano.
Não é matéria de opinião, mas de facto.
Se você é anticatólico e trabalha hoje, louvo a sua coerência. Vá proclamando hossanas ao socialismo para se manter firme nessa fé.
Num país que se diz maioritariamente católico nem 20% da população vai à missa. É um facto. Se contarmos quantos seguem as orientações do Papa no dia a dia, 20% é um exagero.
Os portugueses que se dizem católicos, têm com a igreja católica a mesma relação que têm com os parentes afastados: só os visitam em casamentos e batizados, e não lhes dão importância nenhuma.
Se não fosse alguma influência que mantém junto dos manda-chuvas do país, a Igreja já tinha fechado por falta de fregueses.
Toda essa lengalenga serve para quê? Para exigir ao governo absoluto do absolutíssimo Costa que ponha fim aos feriados religiosos?
Apenas para lhe lembrar que o Estado não é laico por imposição. É laico porque está-se toda a gente marimbando para a Igreja.
Quem gostava de abolir feriados era o governo mui cristão de Passos, Cristas e d’el beato Cavaco.
Se “toda a gente se está marimbando para a Igreja”, deves defender a extinção dos feriados religiosos. Mas depois criticas o Passos por ter feito isso, dando a entender que o teu sistema neuronal também meteu feriado.
Entretanto, toda a gente se está marimbando para as centrais sindicais: menos de 15% dos trabalhadores portugueses são sindicalizados. Ninguém quer saber.
Lembra-te disso quando propuseres a extinção do feriado do 1.º de Maio.
Quase ninguém leu “Os Lusíadas”.
Lembra-te também disso quando propuseres a extinção do 10 de Junho, Dia de Camões.
Cuidado com a familiaridade, ninguém te tratou por tu.
Extinguir feriados e fins de semana é o sonho dos nossos liberais de pacotilha, ter escravos para se poder reclamar de superior. Mesmo que isso implique ser escravo de outros.
Dividir o mundo entre comunistas e beatos é uma perspetiva interessante, ainda dizem que o Botas morreu.
Estou em minha casa, trato quem aqui aparece como quero.
Quem entra sem se identificar, como fizeste, recebe logo este tratamento. Na melhor das hipóteses.
Quanto a comunista e beato, tema que parece preocupar-te tanto, nada melhor do que perguntares ao teu querido Putin, que foi oficial do KGB e é devoto da Igreja Ortodoxa, com as ogivas abençoadas pelo sacrílego patriarca de Moscovo.
Eu gostava de saber de onde vêm essas acusações a terceiros de serem defensores do Putin (criatura essa que devia morrer… e ontem já era tarde). Se o Pedro Abrunhosa comentasse neste blog, ainda era acusado de ser defensor do Putin.
És coronel ou já foste promovido a major-general?
Estás na bicha para comentares na CNNP?
“O governo absoluto do Costa”,foi eleito ( bem ou mal),pelos Portugueses.
Atenção à vírgula entre o sujeito e o predicado.
Não sabia que os fascistas trabalhavam no 25 de Abril, os capitalistas no 1 de Maio, os monárquicos no 5 de Outubro e os espanholistas no 1 de Dezembro. Mas bom saber que toda a gente é coerente nos feriados.
Há muitas coisas que não sabes.
O teu nome e apelido, por exemplo.