Pensamento da semana


Maria Dulce Fernandes,

Este sábado chorei e cantei. Não vi ao vivo, mas segui o Rock in Rio no canal Radical. Delfins,  Bush, UB 40, A-ha, DuranDuran, José Cid. Velhinhos velhinhos,  mas com o Rock nas veias. Confirmei mais uma vez aquilo que toda a gente sabe, a melhor música é a dos anos 80. Se estes últimos 40 anos foi tempo que perdemos ou tempo que ganhámos, é irrelevante. O Rock não envelhece.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

47 comentários em “Pensamento da semana”

  1. Subscrevo.
    A música dos Anos 80, é um lugar muito especial. Só quem cantou, dançou, chorou, enfim “emoções eu vivi” regressa, ao simples som de um acorde, a esse lugar.
    Muito bom!

  2. Eu nasci nos anos 80, comecei a ouvir rock e derivados nos 90, mas se tivesse de escolher a melhor década da música rock ficaria dividido entre os anos 60 e 70.

    Lembro-me de trabalhar umas horas num bar da Zambujeira do Mar há quase 20 anos e de um grupo de clientes me perguntar a idade, pois parecia demasiado novo para a música que estava a passar 😎

      1. Ainda nesta semana a aproveitar o início do mês para comprar discos: Jefferson Airplane e Jimi Hendrix.

        A sério, em termos musicais aquelas duas décadas foram inacreditáveis.

        1. A música dos anos 60 e 70 da minha juventude eram boa música também mas tive apenas verdadeiro acesso bem mais tarde, depois de 74 ( creio, por exemplo, que o filme sobre o Woodstock só estreou cá em 75).Nos anos 80 e 90 ouvia o que os meus irmãos ouviam e os classicismos do meu pai. E é essa música que recordo e que considero imbatível em qualidade nas décadas que se seguiram.

  3. Eu sou um melómano e um saudosista do passado com uma profunda tristeza pelo quase desaparecimento das lojas de música, onde passei muitas horas e gastei muito dinheiro. Comprar na Amazon é prático, mas não é mesma coisa que ir a uma loja cheia de compact discs). Também concordo que a década de 70 e 80 é divina. A musica tinha sentimento.Mesmo sabendo que gostos são gostos e não se discutem não consigo achar graça a uma Anitta um Post Malone e outros farsolas que por lá cantaram. Sou um velho caduco quase na meia idade agarrado aos meus cds de rock progressivo, mas não sou maluco, só não percebo porque é que a Dua Lipa uma nova estrela em ascensão, possivelmente a nova Madonna não foi ao Rock in Rio, pois ia estourar com aquilo tudo.

  4. Não é para me gabar mas eu sou muito parecido com o Beethoven, completamete surdo para a música, e então do rock nem se fala, nem consigo distinguir a Marisa do Zé Cabra.

      1. Ná, já tentei pelo cabelo e não deu nada.
        Experimentei com o Tony Carreira e foi-me dar umas músicas dum cantor espanhol.

  5. Maria Dulce Fernandes, a melhor musica é sempre aquela da nossa juventude.
    O seu pai gostaria, como eu, da fabulosa música dos anos 60.
    Ir ao Monumental ver a Sylvie Vartan ‘si je chante se por toi’, ou ao Império ouvir ‘guitar tango’ dos The Shadows, ou ir ao Cascais Jazz ouvir Dizzi Gillespie e ver a bófia prendê-lo por ser mais que um extraordinário músico, é também pertencer aos fabulosos anos 60

    1. O meu pai gostava muito de música clássica. Ouvia Brian Adams com as netas e adorava os Queen.
      Acertou nos Shadows, mas quem é que não gosta de Shadows? Até a minha neta de 7 anos diz que a “Cavatina” é uma música muito bonita.

      1. Mas há alguém que chegue aos calcanhares do Fausto Papetti?
        É só sentar no sofá, pôr o vinil na aparelhagem e fechar os olhos. Pronto tá bem, não é rock mas é jazz, e do bom.

        1. Ficaram para sempre um casal muito
          especial da música ligeira francesa ,
          não obstante a Sylvie só tinha presença mas
          falta-lhe a voz , o que para uma cantora é o essencial.
          ( neste momento estou no sul de França e optei o seu 4/100
          resultado: estou toda picada pelos mosquitos 😂 ).

      1. Sim, agora a Sylvie deve estar muito rouca.
        Agora, ter vinte anos, num país cinzento, ir com a namorada ao antigo Teatro Monumental, a deitar gente pelas costuras, ver a actuação da Sylvie com um vestidinho vermelho e entrar a cantar “Si je chante se por toi” apontando de dedo estendido para a assistência, queríamos lá saber se ela cantava pior que a kika. E a seguir veio o Jony dos Olivais (Johnny Hallyday) para arrasar.

        1. Eu não fui ver a Sylvie ou o Johnny, mas fui ver os Genesis a Cascais, o Godspell ao Villaret, o Cats ao Coliseu e ao Campo Pequeno e o Phantom também ao Campo pequeno. Sou super fã dos musicais do Andrew Lloyd Webber ( ninguém é perfeito) e a emoção era absolutamente palpável por isso compreendo-o bem.

          1. “…a emoção era absolutamente palpável …”,
            Era mais … apertável, lá isso era.

          2. Nos Genesis sim. Convenhamos que foi em 75 . Miudagem sedenta de novidades e nunca se tinha visto nada assim cá por estas paragens. Ainda por cima era num pavilhão e não se compravam ingressos online ( conceito de estar na vida, completamente desconhecido na altura). Foi uma experiência única. Tenho o duplo ” The Lamb Lies Down on Broadway” em vinil. Ainda o sei todo de cor

  6. Não, não! A melhor música é a dos anos noventa!

    Mas gostava de ter visto Duran Duran. José Cid já o vi um par de vezes, a última aliás num clima quase intimista, ali no Alto Minho. Sobre os Delfins, ainda há poucas semanas estive quase encostado a Miguel Ângelo, numa esplanada no Porto, e não fazia a menor ideia de que regressaria agora com a banda de sempre. Os Bush já são dos anos noventa, grunge à inglesa, mas curiosamente nem gosto tanto deles.
    Mas por acaso tive a sorte de ver duas pérolas dos anos noventa, há bem pouco tempo, no Primavera Sound: o imparável Beck e os regressados Pavement.

    1. Também gosto muito da música dos anos 90. Nessa altura, com duas crianças, eu já era mais selectiva e mais baladeira. Continuo a afirmar ( e ninguém me conseguirá demover) que as baladas mais bonitas são as dos metaleiros.

      1. “…as baladas mais bonitas são as dos metaleiros.”
        Acho que as mornas de Cabo Verde não lhe ficam atrás.

  7. Nasci em 80, consumi compulsivamente muita música graças às lojas de música e à internet. A pirataria fez chegar até mim muita música que de outra forma seria extremamente difícil. Nunca fui saudosista dos 80’s ou 90’s, mas atualmente sou mais “preguiçoso” e oiço pouca coisa nova. Reconheço a genialidade de uns Beatles ou de um Brian Wilson, que ainda hoje influenciam a música pop. Tenho um carinho especial pela música de 80 e 90 por corresponderem à minha infância e adolescência, mas fica por aí, quase tudo o que eu venero é posterior e não passa no RIR.

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