O desejo de pureza será sempre um dos males maiores da humanidade. Uma sociedade politica, étnica, religiosa ou linguisticamente pura, entre outras, será sempre o caminho para a tragédia porque implica sempre a eliminação das “impurezas”, isto é, dos “impuros” aos olhos de quem a quer “purificar”. A humanidade, sendo imperfeita e caótica, nunca poderá aspirar à pureza. Essa fica reservada ao transcendente e ao divino.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

1 – Mas não foi essa xenofobia e nazismo, da busca de uma pseudo “pureza ucraniana”, que guiou o «regime zelensky&azov (apoiado pelos EUA/Nato/UE, e demais apoiantes fervorosos desse crime monstruoso) a fazer o genocídio contra os «ucranianos nascidos na Ucrânia que queriam ser ucranianos e não-russos, mas que eram a favor da amizade com a Rússia»?
2 – Foram 8 anos desse crime hediondo do «regime zelensky&azov». Torturaram, perseguiram, bombardearam, e mataram 14 mil opositores ucranianos, proibiram a língua russa aos ucranianos que a queriam falar, proibiram os partidos políticos da oposição, mudaram o nome a mais de 55 mil localidades, aldeias e cidades fundadas pelos russos.
3 – E os fervorosos apoiantes dessa caça criminosa aos “impuros” continuam a passear aqui (cada vez expelindo mais raiva e fel, por perceberem que foram enganados), nos Media da propaganda Nato/EUA, e nos parlamentos dos países que trocaram a sua soberania pelo mando dos EUA/Nato.
“PUREZA E IMPUREZA” (2014) in revista «HAMSA: Journal of Judaic and Islamic Studies», nº 2;
DOUGLAS, Mary (1966) “Pureza e Perigo” (Purity and Danger: An Analisys of Concepts of Pollution and Taboo);
DURKHEIM, È. (1912) “As formas elementares da vida religiosa”;
ELIADE, M. (1961) “O Sagrado e o Profano: A origem das religiões”;
FREUD, E. (1913) “Totem e Tabu”;
GIRARD, R. (1972) “A Violência e o Sagrado”;
OTTO, R. (1917) “O Sagrado” (Das Heilige – Über das Irrationale in der Idee des Göttlichen und sein Verhältnis zum Rationalen);
WEBER, Max (1905) “A ética protestante e o espírito do capitalismo”…
Etc…
1 – Para quem se queira iniciar neste debate «puro/impuro» (em língua portuguesa), e pretenda dele ter uma perspectiva histórica, talvez começar pelo Vol.12, da enciclopédia Einaudi (“Mythos/logos – Sagrado/profano”), editada pela “INCM” (Imprensa Nacional – Casa da Moeda).
2 – Mas sempre com a precaução crítica de compreender que os dualismos e as dictomias foram uma estratégia de “conhecimento” adoptada pelo “Estruturalismo” (desde o início do séc. XX até aos «anos 1970»), que é herdeiro da linguística de Saussure, baseada no corte dicotómico do “signo” (palavra, discurso, narrativa, realidade) entre “significado” e “significante”.
3 – A partir dos «anos 1970» esse “estruturalismo” foi substituído pelo actual “relativismo cultural” e “interpretativismo” (que são um dislate “líquido”, um verdadeiro niilismo pós-moderno que atrasou o estudo científico das ciências sociais e humanas, do qual Bauman é um dos actuais ícones).
Puro puro só o whisky, e mesmo assim é uma sorte se não for martelado.
1 – PURO e IMPURO …
2 – De acordo com a recente Sondagem da insuspeita “Fundação Aliança das Democracias” (fundada em 2017 por Anders Fogh Rasmussen, ex-Secretário-Geral da NATO e ex-Primeiro-ministro da Dinamarca):
3 – A Sondagem mostra que o corte de laços com a Rússia divide o “Ocidente” do “resto do Mundo”. Portanto, não é como a «propaganda Ocidental» afirma, e os comentadores a ela subjugados propalam.
4 – A Sondagem mostra que, mesmo na Europa, só 55% dos inquiridos se declaram contra o corte das relações com Putin e a Rússia. Na Ásia mais de 70% dos inquiridos têm uma opinião a favor da Rússia. Em África a maioria dos inquiridos (65%) é a favor da Rússia. E na América do Sul as opiniões dividem-se «50% a favor/50% contra». Entre os países que têm uma opinião favorável da Rússia estão a China e a Índia, que são quase 3000 milhões de pessoas (das 7500 que constituem a população mundial).
PURO e IMPURO…
1 – Os “Portugueses” são quanto “Russos”?
2 – Que “purezas” e “impurezas” temos mutuamente uns dos outros?
3 – Olhemos com objectividade a composição do ADN dos actuais habitantes autóctones da Península Ibérica.
4 – “Objetividade” aqui, no sentido que lhe dou, é a que resulta do maior estudo feito sobre a genética dos habitantes da Península Ibérica, publicado na prestigiada revista “Science” (abril 2019). Refiro-me ao estudo liderado pela “Harvard Medical School” (EUA) e pelo “Instituto de Biologia Evolutiva de Barcelona”, no qual colaboraram 110 investigadores, incluindo portugueses/as das Universidades do Minho, Coimbra e Lisboa.
5 – Vejamos o resultado:
5.1 – Primeira evidência: — Os grupos de caçadores-recolectores que viviam na Península Ibérica no Mesolítico (+/- 8.000 anos a.C., logo, há 10.220 anos), tinham uma composição genética muito diferente dos que viveram há +/- 5.500 a.C. (logo, há 7.900 anos).
5.2 – A actual composição genética dos “portugueses” e “espanhóis” deriva desse segundo período. Quando houve uma radical mudança, derivada da maioria das mulheres ibéricas ter preferido procriar com as populações masculinas vindas das estepes russas (na altura nem eram Rússia nem Ucrânia).
5.3 – A análise da composição do ADN da maioria dos actuais habitantes ibéricos autóctones mostra que 50% do seu ADN é composto por essa proveniência dos povos que habitavam nessa época o território das actuais estepes russas/ucranianas. E, apesar de uma longa relação com as populações de África, o ADN africano apenas está representado no ADN ibérico em cerca de 5% (e desses 5%, 95% é de populações do Norte de África).
5.4 – A investigação também permitiu concluir que em 2.500 a.C. (logo, há 4.700 anos) não havia ancestrais recentes de fora da Península, e que 500 anos depois os ancestrais por via paterna continuaram a vir da Europa central e de leste.
5.5 – A razão para este facto deriva de, na última idade do gelo, que terminou há cerca de 12.000 anos, a Península Ibérica ter permanecido relativamente quente, mantendo plantas e animais, funcionando como refúgio e recebendo migrantes do resto da Europa.
6 – Assim sendo, talvez agora o “puro” e o “impuro” possam ser separados de alguns preconceitos políticos e ideológicos, sobretudo, dos que o facciosismo e os actuais interesses geo-económicos perpetram.
Há a pureza literal, a dos fanáticos — mas para lá disso há uma pureza mais sofisticada, que vem dos princípios da estética (ou da ética) ou até do misticismo religioso ou filosófico — das maneiras de viver. Faz parte dos métodos superficiais e politizados do nosso tempo confundir as duas, mas são bem distintas.
e que tal girarmos para o transcendente e divino.? talvez alcancemos outro tipo de pureza que o mundo dos instintos e matéria nunca nos dará.
A – Mas antes de chegarmos a esse mundo transcendental, e até para o merecermos, nem sequer a coragem temos para publicarmos aqui a realidade da “pureza” da nossa actual composição do ADN português, que resultou do maior estudo científico realizado até ao momento em populações da península ibérica (2019) pelas mais prestigiadas universidades.
B – Nessa memória bioquímica do nosso passado, camada a camada, estão lá, sem interferências partidárias ou ideológicas, «o que fomos» e «o que somos».
C – Só a partir dessa realidade é que teríamos credibilidade e honestidade suficientes para discutir e debater a tal «pureza/impureza» (a “nossa” e a dos “outros”).
PURO e IMPURO…
1 – Os “Portugueses” são quanto de “Russos”, e vice-versa?
2 – Que “purezas” e “impurezas” temos mutuamente uns dos outros?
3 – Olhemos com objectividade a composição do ADN dos actuais habitantes autóctones da Península Ibérica.
4 – “Objetividade” aqui, no sentido que lhe dou, é a que resulta do maior estudo feito sobre a genética dos habitantes da Península Ibérica, publicado na prestigiada revista “Science” (abril 2019). Refiro-me ao estudo liderado pela “Harvard Medical School” (EUA) e pelo “Instituto de Biologia Evolutiva de Barcelona”, no qual colaboraram 110 investigadores, incluindo portugueses/as das Universidades do Minho, Coimbra e Lisboa.
5 – Vejamos o resultado:
5.1 – Primeira evidência: — Os grupos de caçadores-recolectores que viviam na Península Ibérica no Mesolítico (+/- 8.000 anos a.C., logo, há 10.220 anos), tinham uma composição genética muito diferente dos que viveram há +/- 5.500 a.C. (logo, há 7.900 anos).
5.2 – A actual composição genética dos “portugueses” e “espanhóis” deriva desse segundo período. Quando houve uma radical mudança, derivada da maioria das mulheres ibéricas ter preferido procriar com as populações masculinas vindas das estepes russas (na altura nem eram Rússia nem Ucrânia).
5.3 – A análise da composição do ADN da maioria dos actuais habitantes ibéricos autóctones mostra que 50% do seu ADN é composto por essa proveniência dos povos que habitavam nessa época o território das actuais estepes russas/ucranianas. E, apesar de uma longa relação com as populações de África, o ADN africano apenas está representado no ADN ibérico em cerca de 5% (e desses 5%, 95% é de populações do Norte de África).
5.4 – A investigação também permitiu concluir que em 2.500 a.C. (logo, há 4.700 anos) não havia ancestrais recentes de fora da Península, e que 500 anos depois os ancestrais por via paterna continuaram a vir da Europa central e de leste.
5.5 – A razão para este facto deriva de, na última idade do gelo, que terminou há cerca de 12.000 anos, a Península Ibérica ter permanecido relativamente quente, mantendo plantas e animais, funcionando como refúgio e recebendo migrantes do resto da Europa.
6 – Assim sendo, talvez agora o “puro” e o “impuro” possam ser separados de alguns preconceitos políticos e ideológicos, sobretudo, dos que o facciosismo e os actuais interesses geo-económicos perpetram.
obrigada , percebi agora porque as minhas tias e até a minha mãe parecem russas.
sou galega .
Eu sou “Lusitano”, e a minha Nação é a Lusitânia. Portanto, sou de muito antes da colonização dos “Galegos-Portucalenses” deste território (a que chamam “Portugal”, aliás, apenas após 1143).
1 – Esse erro também o cometeram os “Naturalistas” anteriores à descoberta da genética.
2 – Confundirem a aparência da “forma” (anatómica) com a origem bioquímica que perpetra as formas anatómicas e proteicas dos “corpos”.
3 – Essa confusão entre “genótipo” e “fenótipo” foi ultrapassada no início do séc.XX.
4 – A origem dessa separação, aqui no planeta Terra, inicia-se com a cisão entre “eucariotes” e “procariotes”, há mais de 3 mil milhões de anos.
5 – Ou seja, no concreto (passo a citar): “Uma célula provida de um núcleo, protegido por uma membrana, no qual se guardam as informações a transmitir às gerações vindouras, independentemente das vicissitudes adaptativas que os sucessivos corpos anatómicos e proteicos terão de enfrentar face aos sucessivos contextos e ambientes exteriores no percurso da filogenia da Vida”.
6 – “Pessoa” não significa “persona” (máscara)?
Existem aproximadamente 3 maneiras de explicar o mundo: Religiosa, Politica, Cientifica.
As pessoas que acreditam numa só delas são fanáticos e potenciais genocidas.
As pessoas que acreditam em diversos graus nas três vão do autoritarismo democrático ao autoritarismo ditatorial.
As pessoas que acreditam que nem as três explicam tudo são as que menos probabilidades têm de violentar os outros.
PURO / IMPURO…
1 – “Mais de metade do corpo humano não é de facto «humano». As células consideradas humanas perfazem apenas 43% da contagem total, o resto são bactérias do microbioma” (Ruth Ley, Max Planck Institute, 2018).
2 – “Geneticamente somos mais micróbios do que humanos” (Rob Knight, Universidade da Califórnia/San Diego/EUA, 2018)