Pensamento da semana


Pedro Correia,

Os chantagistas só podem ser tratados com desprezo. Por serem gente desprezível.

Incluindo os chantagistas que ameaçam com armas nucleares.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

62 comentários em “Pensamento da semana”

  1. Afinal era tudo chantagem de a seguir à Ucrânia vinha por aí abaixo até ao Cabo da Roca.
    Uff! era só fumaça, para quê tanto alarme? Ou foi tudo muito bem “organizado” para a corrida ao armamento e despertar a NATO com um alargamento.

    1. Putin, derrotado com estrondo na decisiva batalha de Kiev que ele queria ocupar em 48 horas (e tendo os seus propagandistas tugas anunciado logo no dia seguinte a “destruição total” da força aérea ucraniana), acaba de perder também a batalha de Cracóvia.
      As duas maiores cidades continuam sob firme controlo do legítimo Governo da Ucrânia.

      O tirano russo ser forçado a tirar a pata do país que agrediu a 24 de Fevereiro, à margem de todas as normas do direito internacional, confundindo o século XXI com a Europa de Ivan, o Terrível.

      1. Afinal o Putin é fracote, e nem valia tanta tinta de ‘cuidado, agora a Ucrânia a seguir a Europa até ao Cabo da Roca’.
        Mas, valeu o ‘ai que medo’ como golpe publicitário para a venda de armamento à Ucrânia e a NATO arranjar alargamento aos sociais-democratas da neutralidade.
        Agora, parece que a Ucrânia tem que se democratizar ?? para ser atendida na UE e na NATO.

        1. Se bem entendo esse raciocínio tão penosamente passado a escrito, Putin será avençado pela indústria bélica norte-americana e britânica, apostada em escoar armamento.
          Daí o ditador russo ter decidido invadir a Ucrânia, a mando dos tubarões da tal indústria – e talvez também de Joe Biden e Boris Johnson.

      1. Mas por ser a NATO, já deixa de ser “chantagem com armas nucleares”?
        É só “chantagem” se forem os outros, que não são da nossa facção?
        A questão que o Post levanta para debate, não é essa?

  2. 1 – Não escapa um.
    2 – Destes chefes políticos europeus que aparecem agora nas TV’s — e que andaram a apoiar zelensky/eua, a enviar para lá armas e a encharcarem a Rússia de sanções — não vai escapar nenhum.
    3 – O Boris foi o desastre que se viu há uns dias. Estando agora com o maior problema na Irlanda desde há várias décadas, e em conflito com a UniãoEuropeia.
    4 – O Scholz perdeu ontem na Renânia-Vetsfália. E a opinião pública e os eleitores alemães criticaram (passo a citar): “O aumento do custo de vida devido às sanções à Rússia, e o envio de armas para a Ucrânia que prolonga o conflito indefinidamente, dando tempo a Putin para ir consolidando os ganhos territoriais e económicos”. Em vez de um Acordo, o Scholz manda armas.
    5 – O Putin deve estar a rir-se, a bom rir! Daqui a 6 meses, quando começar o Inverno, já deve ter mais 1000 mísseis Kalibr para limpar a parte da Ucrânia que não lhe interessa economicamente.

    1. Putin anda há meses escondido no bunker moscovita, enquanto Zelenski se movimenta corajosamente ao ar livre em Kiev, mesmo sob a ameaça permanente de ser liquidado por mercenários do sinistro Grupo Wagner, a soldo do Kremlin para o matarem.

      Eis a diferença entre um herói e um cobarde.

  3. 1 – Em vez de se destituir a si, por causa da destruição que permitiu que acontecesse ao seu País, por não aceitar o “Acordo de Minsk” (no qual a autonomia do Donbas não punha em causa as fronteiras da Ucrânia) … Para fugir a essa sua culpa, atira-a para cima dos outros.
    2 – Ora vejam: “O Presidente da Ucrânia, Zelensky, destituiu hoje o comandante das Forças de Defesa Territorial das Forças Armadas, Yurii Halushkin, e nomeou para o seu lugar o major-general Ihor Tantsiura”.
    3 – Então, estão a ganhar a guerra e demite um dos principais responsáveis pela defesa territorial? Se estava a ter êxito, porque o demite?
    4 – O Zelensky parece aquele ministro da propaganda do Iraque; ou o chefe da orquestra do titanic a afundar-se; ou o Raul Solnado, naquele memorável “Está lá, é da guerra?”.

  4. Muito verdadeiro. A única diferença entre eles é que, a concretizar-se a ameaça, parte da vida na Terra, a determinar, vai pelos ares. Mas tudo tem seu fim e diz o povo “Quem a ferros mata a ferros morre”, previsão que não nos serve de consolo).

      1. Estatisticamente, caro Pedro, estatisticamente. Os cães não são todos iguais e por vezes apanham raiva. Basta uma pequena flutuação, um pequeno desvio da média, e vai tudo pelos ares. O livro do Christopher Clark “Os Sonâmbulos” devia ser leitura obrigatória.

        http://wwwmeditacaonapastelaria.blogspot.com/2022/05/guerra-na-ucrania-insistir-em-pensar.html

        https://www.bfmtv.com/replay-emissions/bfm-story/story-2-henri-guaino-nous-marchons-vers-la-guerre-13-05_VN-202205130498.html

        1. Ah, depois do “falcão” Kissinger agora tornado pomba, citado até à náusea por todos quantos andaram décadas a cuspir-lhe no retrato, eis que chega agora um «ancien conseiller spécial» de Nicolas Sarkozy, investido desta qualidade especial como um áugure, para nos iluminar de sabedoria.
          Terá sido um dos mesmos conselheiros que tanto contribuíram para o arguto e competentíssimo Sarkozy ter agido como agiu na Líbia?

          1. Pois é, curiosamente pensei o mesmo. Mas a questão não é essa. A questão é onde se deve parar a guerra e começar a negociar? Enquanto estamos na “mó de cima” a derrotar o exército russo ou, em vez disso, avançamos “até Moscovo” como Napoleão? …

          2. Julgo que as comparações entre a Rússia de Putin e a Rússia czarista e/ou a Rússia estalinista, ambas invadidas por exércitos estrangeiros, fazem pouco sentido.
            Porque nos casos anteriores a Rússia era o país invadido, aqui é o país invasor.

            Ou seja, a Ucrânia faz hoje o papel da antiga Rússia neste aspecto.

            Daí o paralelo, para mim, ser muito mais com a II Guerra Mundial do que com a I Guerra Mundial, ao contrário do que esplana o antigo conselheiro de Sarkozy no seu texto do ‘Le Figaro’.
            Aqui não há um choque de impérios. Há uma potência decadente que sonha restaurar a antiga glória imperial à custa da conquista e subjugação de nações vizinhas.

            Diz o senhor Guaino que as lições da História devem ser assimiladas para evitar a repetição dos erros cometidos em 1919.
            Creio que a recomendação é desnecessária. Após a II Guerra Mundial, não houve humilhação dos derrotados. Pelo contrário, houve um auxílio imenso à sua recuperação económica, como a Alemanha e o Japão do pós-guerra bem demonstram.

          3. O Pedro está convencido, portanto, de que se Napoleão ou Hitler tivessem marchado até Moscovo em “contra-ataque” teriam tido mais sucesso?

          4. Jamais Napoleão ou Hitler andariam em contra-ataque. Não era o perfil deles nem dos exércitos que comandavam.
            É esse também o perfil de Putin.

            O ditador russo não imaginou sequer que poderia ser confrontado em território invadido por uma resistência com a fibra e a tenacidade da ucraniana. Logo numa nação cujo direito à existência ele recusa.

            Estar na condição de invadido – os vietnamitas já tinham mostrado isso aos americanos nas décadas de 60 e 70, e também os afegãos aos soviéticos na década de 80 – confere muito maior robustez psicológica do que participar nessa mesma guerra enquanto invasor. Há até supostas medições feitas por cálculos matemáticos do grau de intensidade que se emprega nos combates, mesmo que sejam desiguais.

            Nós, portugueses, sabemos isso muito bem da nossa História, pois fomos invadidos várias vezes e soubemos resistir sempre. Fosse aos castelhanos, fosse aos franceses.

          5. Sem dúvida. Mas, a par da robustez psicológica de que fala, que a defesa da sua população e do território conferem a um país invadido, os ucranianos dependem do apoio militar-político dos ocidentais. Isso faz com que os objectivos de guerra venham a ser determinados, em boa medida, por estes. Europeus e norte-americanos. E não se ganha uma guerra sem: 1. ter objectivos bem definidos (o que não é o caso dos ocidentais, até ao momento); 2. ter condições para atingir esses objectivos.

            Convém calibrar de forma fina os objectivos, bem como a sua comunicação, também para trazer para o nosso lado o significativo grupo dos países não-ocidentais (que por ora se abstêm) e não dar a menor pretexto à propaganda de Putin.

            Acresce que a Europa tem todo o interesse e cuidado em marcar os seus interesses pois, a menos de uma conflagração nuclear generalizada, o terreno de guerra é aqui, enquanto os norte-americanos têm um oceano de permeio. Isso pode torná-lo mais displicentes na análise dos custos.

          6. Não sei se os ocidentais (nós, portanto) têm os “objectivos bem definidos”.
            Sei, isso sim, que Putin tinha os objectivos da agressão à Ucrânia bem delineados. E que os falhou todos.
            Falhou a conquista-relâmpago de Kiev.
            Falhou na deposição de Zelenski e dos restantes governantes ucranianos.
            Falhou na demonstração do infalível poderio bélico russo.
            Falhou na tentativa declarada de contar a expansão da NATO.
            Falhou na aposta da divisão do eixo euro-atlântico, que há muito não estava tão sólido.
            Falhou na aposta em constituir um pólo mundial alternativo, liderado por Moscovo. As recentes derrotas da Rússia na ONU (Conselho de Segurança+Assembleia Geral) e a recente expulsão deste país da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas demonstram isso.

          7. Putin, falhou todos? Ou excedeu até os que tinha inicialmente?
            1 – Defender as regiões de Lugansk e Donetsk dos ataques do «regime zelensky&azov&EUA/Nato», e torná-las autónomas dentro das fronteiras da Ucrânia (Acordo de Minsk). Ora, já ultrapassou e conseguiu muito mais do que queria inicialmente (agora são países independentes, com um acordo de defesa com a Rússia, o que permite a Putin não violar as fronteiras da Ucrânia pois são países independentes).
            2 – Putin nunca quis Kiev, pois isso era perder a quem vai reclamar vitória no final. Por isso é que não chama “guerra” mas “intervenção especial para desnazificar e desmilitarizar”. Sem a existência de Kiev, não se sabia contra quem a Rússia lutava.
            3 – O poderio militar russo advém de ser um dos 3 maiores produtores de aramas do mundo. E isso não muda, pelo contrário, ainda faz aumentar e modernizar a produção. Putin não tem pressa, quanto mais tempo durar mais armamento novo produz. O exército ucraniano (50%) estava em Donbass, agora já saíram de lá, fugiram para Karviv, encurralados contra a fronteira russa, à mercê dos mísseis (razão porque a tropa russa saiu de lá, para não apanhar com o bombardeamento).
            4 – A expansão da Nato já ia nas “revoltas coloridas” no Cazaquistão e Bielorrússia. O Putin, com esta intervenção não apenas parou a da Ucrânia, como também no Mar Negro e nesses dois países. Ficam com a Finlândia e a Suécia que não contam, por estarem a milhares de Km’s de Moscovo, e terem a separá-los um espaço imenso onde a Rússia pode bombardear com mísseis e veículos autónomos.
            5 – Quem reivindica um mundo multipolar é a China.
            6 – A Europa sai dividida, com inflação, e perda de competitividade na aquisição de matérias-primas e energia.
            7 – Tal como eu aqui disse, hoje, Putin já está a preparar referendos em Kherson e Zaporinzhia (o que é muito mais do que Putin planeou no início).
            8 – Quem tem o país, a economia e as infraestruturas destruídas não é a Rússia ou os EUA, é a tal Ucrânia de Zelensky.
            Etc, etc.

          8. Falhou todos os objectivos. E tem visto morrer subitamente vários oligarcas que o apoiavam: parece epidemia. E já terá perdido cerca de 1/3 da capacidade militar que tinha antes da invasão.

          9. O que esta guerra está a mostrar é uma coisa diferente.
            A “capacidade militar” já não está nos soldados tradicionais, mas na capacidade de se manipularem máquinas e robots (drones, tanques, projeteis, visualização por satélite, tecnologias laser, etc.).
            O futuro da “capacidade militar” está na capacidade industrial de produzir robots e máquinas autónomas. Quem tiver as melhores fábricas e acesso a matérias-primas para construir, é quem vai ter mais “capacidade militar”.
            Um exército de soldados peritos em videojogos, consolas digitais, apoiados por peritos em Programação, Inteligência Artificial e Machine Learning.
            Mais. A questão demográfica (ter mais população do que os adversários, e um exército de soldados tradicionais) deixa de ter tanta relevância como hoje.
            Daqui a 1 ano, a Rússia, terá isso tão ou mais desenvolvido do que a Nato/EUA/China.
            É um jogo-sem-fim, no qual é impossível derrotar a Rússia.

          10. Enfraquecer o poder militar russo para que não possa repetir uma agressão em larga escala, parece-me um objectivo claro, definido e alcançável.

          11. Tenho a certeza que é.
            E serve de aviso também aos chineses, de olho guloso na ilha Formosa.
            Porque se Putin, com a bênção do demoníaco patriarca ortodoxo russo, passasse impune agora, o direito internacional seria rasgado. Voltaríamos à “lei” do mais forte e à política da canhoneira, regredindo mais de um século.
            Nem um país com 44 milhões de habitantes, como é a Ucrânia, ficaria a salvo de qualquer ameaça de um vizinho com sede imperialista e fome supremacista.

  5. Putin parece estar a ficar encurralado. Para mim é incompreensível como é que ele se meteu nesta alhada. Megalomania e informação deficiente por parte dos seus subordinados, provavelmente.
    Quanto às armas nucleares, duvido que as usem, mas é sempre uma incógnita. A melhor saída para o fim da guerra seria um golpe de estado que permitisse acusar o Putin. O próximo ditador não seria provavelmente melhor que Putin para os Russos, mas talvez se mantivesse quieto por mais umas décadas.
    PS – Se forem certas as informações que dão conta da perda de 1/3 dos efectivos russos, não sei como é que o Putin poderá continuar com a guerra.

    1. Putin apostou tudo num Ocidente frouxo, incapaz de se sacrificar seja para o que for, incapaz de se defender das maiores ameaças à segurança externa.

      Viu o que sucedeu na Tchetchénia, na Síria, na Geórgia, na Crimeia e no leste da Ucrânia ao longo de década e meia.
      Viu a vergonhosa retirada ocidental do Afeganistão, onde hoje as mulheres voltam a ver negados todos os direitos – começando pelo direito de estudar, o direito de viajar, o direito de sair à sua sem burca – imposto pelos trogloditas que tomaram o poder em Cabul, com apoio russo. *
      E pensou que o padrão iria repetir-se no momento em que decidisse engolir a Ucrânia inteira.
      Enganou-se.
      Como o mundo inteiro viu e até ele próprio já percebeu.

      * Convém lembrar àqueles tolinhos que encaram Moscovo como o mais firme obstáculo à expansão do islamismo mais fanático: a Rússia foi o primeiro Estado a reconhecer o actual regime de trevas dos talibãs.
      https://www.dn.pt/internacional/afeganistao-russia-e-o-primeiro-pais-a-reconhecer-novo-governo-taliba-com-elogios-14758772.html

      1. De acordo, Pedro. Sem dúvida que os exemplos que deu alimentaram a confiança de Putin. Mas desta vez os EUA do velhote senil, não viraram as costas e os ucranianos mostraram um espírito de combate e de sacrifício que não imaginávamos ainda existir, além de uma liderança que surpreendeu o mundo. Em face disto, pouco a pouco e muito a custo a frouxa Europa lá vai aprovando uns pacotes de sanções, tentando fugir ao essencial… Mas a adesão da Finlândia e da Suécia à NATO mostra toda a dimensão da derrota de Putin.

    2. Putin parece estar a ficar encurralado.

      Sob o ponto de vista militar, sim.

      Porém, a Rússia tem uma grande cartada: a fome.

      A humanidade atualmente (e no futuro cada vez mais) depende crucialmente dos cereais e outros produtos agrícolas da Rússia e da Ucrânia. Sem esses cereais, haverá uma data de revoluções provocadas pela fome.

      (E nós cá em Portugal não estamos imunes a isso.)

      As exportações agrícolas da Ucrânia e da Rússia estão fortemente limitadas devido ao bloqueio no Mar Negro.

      Pode vir a ser muito feio.

        1. O Holodomor não foi provocado pelos russos, mas sim pelos dirigentes soviéticos.

          O problema é que agora não serão certamente os ucranianos a morrer à fome. Serão muitos outros povos – incluindo, quiçá, o português.

          1. Você salta do Holodomor para os clamores alarmistas sobre a suposta “fome” que há-de ocorrer sabe-se lá quando em Portugal.
            É um salto digno de causar lesão até ao mais qualificado ginasta…

            Tenho lido muita bizarria sua aqui, mas esta merece lugar no pódio. Digna do quadro mental dum André Ventura.
            Faz lembrar aqueles médicos alarmistas que andaram durante os dois anos da pandemia a antecipar as maiores calamidades.

          2. Serão muitos outros povos – incluindo, quiçá, o português.

            O PS e as esquerdas andam a tentar matar os portugueses há décadas e ainda não conseguiram. Optaram por não deixar as pessoas terem filhos e até vão buscar gente ao Nepal para trabalhar. Haja esperança.

          3. Nós não morremos à fome. Os nossos matagais dão muita bolota.
            e sem custos de produção.
            Ah e tal, sabe mal, não presta.
            É tudo uma questão de habituação. Quando há fome não há ruim pão.

  6. Há também aquela chantagem do “ou me pagas em rublos ou deixo de te vender gás”. Chantagem desprezível, vil. Segundo Paulo Portas (ontem na TVI), já umas vinte empresas europeias cederam à chantagem.

          1. Sem tirar o devido mérito a Paulo Portas, não concordo. Jose Milhazes viveu na Russia como se sabe durante décadas, provavelmente ninguém conhece melhor o povo Russo no terreno como ele. Nuno Rogeiro é um homem de uma experiência ímpar que já comenta salvo erro desde a guerra do Golfo, com todo um saber de arsenal de guerra, de relações internacionais e políticas bem superior a Paulo Portas e até foi cronista pelo o Jornal Independente.

          2. Discorde à vontade, estamos cá para isso.

            Sobre Nuno Rogeiro, tive ocasião de escrever aqui. Muito antes da agressão russa à Ucrânia, muito antes de a SIC o promover ao espaço nobre, quando mantinha uma rubrica quase invisível num horário disparatado (que aliás se mantém) no canal de notícias da estação.
            https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/antes-por-as-maos-na-agua-do-que-no-12905913

          3. Fiquei sem perceber, pois ao ler esse texto de 2021 fiquei com a sensação que em poucos meses passou a preferir o Paulo Portas ao Nuno Rogeiro, talvez o horário do N.R tenha afinal contribuído para a sua nova preferência pelo P.P.

          4. Afinal o Sr. Correia tem sentido de humor, deve ser por isso que não faz um elogio a canção portuguesa da eurovisão, por ser cantada por Maro e não por Mariana.

          5. Está a ser mauzinho, é uma bela canção, quanto a canção Ucraniana, sinceramente gostei que tivesse ganho pelos motivos conhecidos. Este festival mostrou que o mundo não anda a dormir e a solidariedade é um pilar básico de sustentação da humanidade.

          6. Prometo que vou ouvir, mas sinceramente desconheço no momento em que escrevo estas linhas.
            Dessas canções da Eurovisão – certame que deixei de acompanhar há muitos anos e apenas interrompi no ano em que Salvador Sobral foi o justíssimo vencedor – a única que ouvi, e que não me canso de escutar, é esta:
            https://www.youtube.com/watch?v=obZi8fbESWw

  7. 1 – Não acreditam que o amor é a solução.
    2 – Em vez de apoiarem os «ucranianos nascidos na Ucrânia que queriam ser amigos da Rússia», escolheram apoiar os ucranianos zelenkystas americanos que exalam fel e ódio à Rússia.
    3 – Os zelenkystas cá do sítio, escolheram apoiar o ódio, em vez da amizade.
    4 – Ora ouçam: — O bolo de casamento, que era de quatro andares, tinha frutas vermelhas e creme de baunilha. No menu, pratos bem brasileiros: casquinha de siri com pimenta de cheiro, arroz de carne seca com manteiga de garrafa, bobó de camarão, entre outros… O casamento de Lula da Silva com a socióloga Rosângela Silva, um dos eventos mais agurardados do ano, movimentou a noite paulista de dia 18/05/2022.
    5 – Parafraseando Lula da Silva, na entrevista à TIME: —
    “E agora, às vezes fico vendo o presidente da Ucrânia na televisão como se estivesse festejando, sendo aplaudido em pé por todos os parlamentos… O Zelensky aparece na televisão de manhã, de tarde, de noite, aparece no parlamento inglês, no parlamento alemão, no parlamento francês, como se estivesse fazendo uma campanha. Era preciso que ele estivesse mais preocupado com a mesa de negociação. As pessoas estão a estimular o ódio contra o Putin, e por outro lado a estimular Zelensky, que, neste momento, fica se achando o rei da cocada… O comportamento do presidente ucraniano é estranho, parece que julga que faz parte de um espetáculo… A Zelensky deveria dizer-se que, apesar de ser um bom comediante, não vamos fazer uma guerra para você aparecer”.
    6 – É o amor, ou não é?

    1. Uma das diferenças mais gritantes entre Zelanski e Putin tem a ver a notória coragem física do primeiro e a óbvia cobardia física do segundo.
      O ucraniano expõe-se todos os dias, mesmo tendo sido alvo de pelo menos três tentativas de assassínio. O russo está sempre entrincheirado no búnquer moscovita. Ou rodeado de tropas por todo o lado. Nunca o vemos em contactos simples com os cidadãos comuns. Nem sequer se aproxima deles.

      1. 1 – “A insegurança dos mercados tem levado a um aumento das cotações e, como tal, a Rússia acaba por cobrar mais caro e receber mais dinheiro. As sanções comerciais aplicadas à Rússia não conseguiram arruinar as suas exportações, nem muito menos afundar o rublo ou derrubar a economia russa. Inclusive, o excedente comercial aumentou e a cotação do rublo recuperou”.
        2 – “A economia é que se está efetivamente a afundar. Quer, pela redução da atividade económica nos territórios onde decorrem os combates, quer pela impossibilidade de utilizar a tradicional via marítima para as principais exportações ucranianas”.
        … Disse hoje num conhecido blog um conhecido constitucionalista…

        1. A cobardia é, aliás, uma característica comum à grande maioria dos ditadores. Putin não foge à regra. Até as ameaças que vai fazendo de que pode pôr em acção ogivas nucleares, se o chatearem muito e acordar um dia destes mal-disposto, constituem sintoma inequívoco de cobardia. Física e moral.

  8. 1 – A “desnazificação” reclamada pela Rússia afinal era necessária… Foi essa “nazificação” que o regime zelensky usou para atacar durante 8 anos os «ucranianos que defendiam a amizade com a Rússia».
    2 – (Lusa, 19/05/2022): — “A Rússia deteve hoje o comandante adjunto do «batalhão nacionalista ucraniano Aidar», Denis Muryga, quando tentou atravessar a fronteira para a Rússia fazendo-se passar por refugiado. Denis Muryga foi acusado em 2014 pela Amnistia Internacional de ter estado envolvido em abusos generalizados, incluindo raptos, detenções ilegais, maus-tratos, roubo, extorsão e possíveis execuções na região de Lugansk”.
    3 – A pouco e pouco a verdade vem ao de cima.
    4 – Os intrépidos defensores do Zelenkysmo, de tanta raiva por perceberem que foram levados num embuste, nem sabem onde se hão-de esconder… É o que faz a cegueira e o facciosismo.

    1. É cada vez mais urgente desnazificar a Rússia. E destalinizar o Kremlin.
      Questões prioritárias em vias de solução.

      Já vocês, se gostam tanto dele, impeçam Putin de continuar a pôr tanto botox naquela tromba. Qualquer dia tenta sorrir e começa a levantar uma perna.

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