À realidade já chamava Olivier Rameau absurdie há quase cinquenta anos. Tendo em concordar com ele, que pouco é mais absurdo do que a realidade.
Fujo tantas vezes à realidade ali para a prateleira de cima onde estão o meus livros favoritos…
Uns dias entro nas Célticas e sou Puck irreverente e brincalhão, outros há que sou Rasputin, desbocado e sanguinário, isto para além de desfilar todo o elenco feminino. Perco-me por lá, como me perdi por Veneza, na fábula dos dias.
Quem não tem um livro, um conto, um personagem, uma fábula por onde se perde e se esconde ou se resguarda do absurdo? Aquele lugar onde passaria as férias da sua vida. Aquela terra sem passaporte que pode calcorrear nas páginas de um livro? Não é infantil nem constrangedor, é fabuloso!
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

Gostava de ler Michell Vaillant e o amigo-adversário Steve Warson. Se tivesse que escolher um livro para uma escapadinha, escolhia esta coleção para poder revisitar todos os Grand Prix.
Também li, também gostei de ler. Também não me importava de ser groupie e viajar com o circo da F1 a todos os grandes prémios .

Beijinho e boa semana
Olivier Rameau: belas recordações de infância.
O que eu não dava para ser a Colombe Tiredaile e poder sair para trabalhar em Rêverose, onde chato não entra.
Boa semana Pedro
Com tanta coisa má a acontecer ao mesmo tempo, perder-se na leitura de um bom livro é um escape com toda a certeza. Boa sorte é boas leituras.
Delícia de “Pensamento”, Maria Dulce.
Adoro uma fábula. É, também, uma das palavras de que mais gosto.
E achei linda a ideia (possibilidade ?) de virar costas ao dia e poisar na estante da sala, entre os livros preferidos.
Tal qual o “elf on the shelf” da Julinha …
Podem as más línguas pensar ser uma variante do síndrome da avestruz, mas nada disso, é TÃO mais interessante e divertido
Síndrome de avestruz?
Não … nada disso.
Terapia da boa!
Bom fim‑de‑semana.
Exactamente! Bom fim de Semana
Um pensamento que me pôs a pensar 🙂 Que bom!
Para mim, ler não é fugir à realidade, mas sim poder viver centenas, milhares de outras realidades. Não interessa se são realidades físicas ou imaginárias, inventadas ou recriadas, factuais ou delirantes. Foram reais na cabeça de quem os escreveu e são reais na minha cabeça quando os leio. São momentos fora do tempo e da vida de todos os dias. São aprendizagem. Fazem-me reflectir. Despertam emoções. É isso que espero dos livros, e é isso que eles me dão.
Tem sido assim desde criança, e continua a ser. E sim, é fabuloso!
“Não interessa se são realidades físicas ou imaginárias, inventadas ou recriadas, factuais ou delirantes. Foram reais na cabeça de quem os escreveu e são reais na minha cabeça quando os leio”. Tál e qual
Um belo passeio sobre belos passeios, este seu texto. Eu, seguindo-a, tive sonhos de ser Steiner. Mas, de facto, vou Rasputine.
Todos os dias há sempre um Rasputin com tendências homicidas a gritar dentro de mim… principalmente quando leio alarvidades e vejo as notícias, jpt