A ordem liberal europeia tem um dos seus mais sólidos pilares nas praias da Normandia.
Sem a aberração do nazismo a Europa, e o mundo, seriam hoje muito diferentes.
Será que o ciclo de violência iniciado há dias por Putin, ficará circunscrito à Ucrânia, e que serão os soldados ucranianos os únicos chamados para lutar e morrer pela liberdade?
Que riscos estamos dispostos correr e que sacrifícios estamos dispostos a fazer para defender o que somos e a forma como vivemos?
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

Acho sobretudo que Putin tem de falhar. Putin e os que pensam como ele. O que tiver de ser feito nesse sentido vale a pena ser feito.
Em nome de insana descoberta de “crimes de guerra” vai-se deixando impune o real e monstruoso crime que vai sendo a própria guerra.
engasga-se quem come o bolo todo de uma só vez
Sem a aberração do nazismo
Mas alguns dos nacionalistas ucranianos glorificam Stepan Bandera, cuja milícia combateu em articulação com os nazis.
Lembremos também que os guardas de alguns campos de extermínio nazis na Polónia (Treblinka, por exemplo) não eram polacos e sim ucranianos. Por algum motivo seria que as SS engajavam os seus amigos ucranianos, e não polacos (que estavam mais à mão e semear), para fazer esse trabalho sujo.
Sim, existem nazis na Ucrânia e o partido de extrema-direita Svodoba teve 2% dos votos nas últimas eleições. E na Rússia, não? Putin pode não ser nazi, mas é sem dúvida de extrema-direita. E com maioria absoluta. E com uma lei sobre “propaganda gay” que parece vinda do Médio Oriente.
Putin é de (extrema-)direita, mas não é nazi. Os direitistas ucranianos, pelas razões que explanei no meu comentário, têm ligações aos antigos nazis. Os nacionalistas ucranianos na Segunda Guerra Mundial tiveram colaboração direta com o regime nazi. Os nacionalistas ucranianos atuais glorificam-nos.
O balio pode pesquisar pelo líder do Wagner Group, um grupo de miliutares mercenários ligado ao Kremlin…
Fechámo-nos em casa durante dois anos, impedimos a aprendizagem dos mais novos, votámos à solidão os doentes e idosos por causa de um vírus inofensivo para a grande maioria de pessoas. Que sacrifícios é que lhe parece que estamos dispostos a fazer pela liberdade, quer seja nossa, quer seja ou dos outros? Brincamos à guerra dos hashtags e dos likes… É assim.
Ora bem, excelente comentário.
Pelos observado durante a epidemia, a maioria dos portugueses tem muito pouco amor à sua própria liberdade. Que amor hão de ter à liberdade dos outros, então?
“Um vírus inofensivo para a grande maioria” quando há relatos de JOVENS que ficaram com sequelas físicas resultantes de terem contraído Covid. É incrível que dois anos depois ainda há escumalha negacionista, tenho-lhes tanto desprezo como aos oligarcas russos.
há relatos de JOVENS que ficaram com sequelas físicas resultantes de terem contraído Covid
O facto de um vírus ser inofensivo para a grande maioria, como o sars-cov-2 sem dúvida é, não significa que não seja ofensivo para alguns, incluindo eventualmente jovens.
Eu não sou negacionista. Não nego que exista o vírus sars-cov-2, nem que esse vírus possa provocar a doença covid-19 e até a morte. Somente afirmo que esse vírus é inofensivo para a grande maioria das pessoas que o contraem. E afirmo que a política que se tomou, de tentar evitar que esse vírus contaminasse a generalidade da população, foi errada, pois provocou muito mais danos do que benefícios.
Queria vê-lo a dizer isso se estivesse numa ambulância em Janeiro de 2021 sem conseguir entrar no hospital porque havia mais umas 20 ambulâncias na fila. Se há algo em que as medidas contra a Covid pecaram, foi em não serem mais restritivas.
Se há algo em que as medidas contra a Covid pecaram, foi em não serem mais restritivas.
Há pessoas que não têm mesmo amor à liberdade.
Eu tenho amor à VIDA, e se tiver de abdicar de liberdade por uns meses da minha vida para salvar dezenas de milhares de vidas, e para não sofrer de sequelas permanentes resultantes de contrair Covid, é o que farei. Se toda a gente tivesse ficado infetada com Covid logo na 1ª vaga, teriam morrido 200000 portugueses. Morreram 21000. E só lamento que os negacionistas não façam todos parte dessa estatística.
“Há pessoas que não têm mesmo amor à liberdade.”
Têm mais amor à vida. Morto não é livre.
“Que riscos estamos dispostos correr e que sacrifícios estamos dispostos a fazer para defender o que somos e a forma como vivemos?”
Nenhuns. Basta ver pela pandemia.
Foi aprovada uma lei contra as fake news tal como fez o Putin, e o que é que fizemos? Nada.
Proibido falar contra as vacinas tal como fez o Putin com a guerra, e o que é que fizemos? Nada.
Tal como com Putin, na pandemia todas as tentativas de diálogo a apelar ao bom senso saíram frustradas.
E a frase hipócrita do ” pense nos outros” revelou-se no açambarcamento do papel higiénico do início e agora nas monstruosas filas para poupar meia dúzia de tostões de combustível.
As pessoas não sabem viver em liberdade, precisam sempre de ter alguém para lhes indicar o caminho, e para fazer algum sacrifício, só mesmo se forem obrigadas.
Excelente comentário.
Carlos Sousa, volte sempre para ajudar no duro combate à miserável hipocrisia reinante.
O que você diz nem sequer é verdade. Portugal está no top 5 da vacinação a nível mundial. A escumalha anti-vacinas, essa sim é irrelevante, e limita-se às caixas de comentários.
“Que riscos estamos dispostos correr e que sacrifícios estamos dispostos a fazer para defender o que somos e a forma como vivemos?”
Nada. uattrocchi n
Quantos combatentes contra o Islamismo contemporâneo temos como nomes de Rua na Europa?
https://en.wikipedia.org/wiki/Fabrizio_Q
https://en.wikipedia.org/wiki/Pim_Fortuy
etc.
Mas por cá temos Hugo Chavez…e temos a Avenida Yasser Arafat um terrorista.
Lembrar que a Índia invadiu Goa, Damão e Diu…quais foram o heróis portugueses da defesa de Goa, Damão e Diu? Ninguém sabe.
Em que continente é que estão Goa, Damão e Diu? Tinha a ideia que era no subcontinente INDIANO (que é outra forma de perguntar que raio Portugal estava lá a fazer), mas se calhar enganei-me…
Estou a ver que ninguém vai fazer mais nada contra Putin e resgatar a Ucrânia das suas patas imundas. O chanceler alemão não pretende cortar as importações de gás.
Por mim atacávamos Putin e o que tiver de acontecer, acontece.
Tudo uma cambada de cobardes.
E depois vem a guerra nuclear. Se quer assim tanto falecer, sugiro que fale com um psicólogo.
Prefiro morrer com uma bomba nuclear nas trombas do que ter de saltar da ponte por não conseguir pagar as contas.
E ao menos os comunas que causaram tudo isto também morrem.
Para além de ter tendências suicidas (espero que consiga ultrapassar isso, de preferência mantendo-se vivo), ainda tem pesadelos com comunistas a ponto de os ver em tudo quanto é sítio. Um psiquiatra ajuda.
Não ajudam nada — eu só quero estar num país onde quem trabalha ganha mais do que quem não faz nada, o resto cura-se sozinho.
Então “V.” defende uma revolução socialista, é isso?
Não, não defendo revoluções nenhumas
Mas defende o socialismo. Ou vai dizer que o seu patrão (caso o tenha) é muito trabalhador?
Avante, camarada, avante,
Junta a tua à nossa voz!
Avante, camarada, avante, camarada
E o sol brilhará para todos nós!
Ergue da noite, clandestino,
À luz do dia a felicidade,
Que o novo sol vai nascendo
Em nossas vozes vai crescendo
Um novo hino à liberdade
A ordem liberal europeia
Eu não vejo ordem liberal em regimes que impõem sanções económicas, e outras, a países estrangeiros.
As sanções são uma contradição direta do liberalismo. O liberalismo diz que o Estado deve deixar as pessoas ser livres de negociar como quiserem e com quem quiserem. As sanções consistem em o Estado proibir as pessoas de negociar com este ou aquele, nisto ou naquilo, e portanto são uma contradição do liberalismo.
A ordem liberal europeia acabou quando os Estados europeus adotaram a moda das sanções.
“The landlords, like all other men, love to reap where they never sowed, and demand a rent even for the natural produce of the earth.”
Não, não foi Karl Marx quem disse isto. Foi mesmo o liberal Adam Smith.
Sim, Adam Smith e David Ricardo escreveram muitos textos contra os proprietários de terras que as alugavam.
Nesse tempo essa era uma questão aparentemente muito importante na Inglaterra e Escócia.
Há que ter em conta que nesse tempo era normal os proprietários das terras exigirem como renda qualquer coisa como metade das colheitas. A terra agrícola era uma coisa preciosa, o trabalho de quem a cultivava valia muito pouco. Atualmente passa-se o contrário: quem aluga uma terra ganha muito pouco por ela. O meu pai, que durante uma fase da sua vida alugava as suas terras por um terço da colheita, mais tarde acabou por entregar a terra à borla a quem a cultivasse, só para não ter que ser ele a gastar dinheiro a limpar-lhe as silvas.
Por vezes a Guerra da Ucrânia faz-me lembrar a Guerra do Paraguai. Não estará Zelensky a desempenhar um papel análogo ao do Solano López? Estarei enganada? Espero que sim. E que a Ucrânia não fique como o Paraguai no fim da guerra.
Ontem estava um comentador na televisão a sugerir um paralelismo entre a guerra da Ucrânia e a “Guerra de Inverno” URSS-Finlândia em 1939-1940. Segundo ele, os finlandeses lutaram com grande brilhantismo e sucesso, mas acabaram por perceber que a única possibilidade que lhes restava era negociarem uma rendição honrosa. A esse comentador afigura-se que a Ucrânia acabará por chegar a uma conclusão similar.
Excepto que na guerra do Paraguai foi o Paraguai que invadiu o Brasil primeiro. Não compare.