
O Dr. Ba ganhou. Já! E não há como rodear isso. Sabe-se que desde 1878 há iluminação eléctrica naquele Chiado. Desde então que por ali calcorrearam os que vieram a ser “vencidos da vida”, vigiaram-se monárquicos e republicanos só depois insurrectos, os exasperados com o Ultimatum, e terá gingado a “geração dos centuriões” conquistadores d’África, tão de facto proto-fascistas alguns o foram, os inflamados camonianos, e decerto que depois se acotovelaram carbonários e maçónicos e epígonos de Paiva Couceiro, correligionários do dr. Afonso Costa e seus opositores, todos sempre urdindo, e logo os adeptos do presidente-rei e as deste viúvas, os parcos leitores da (insuportável, há que dizê-lo) “Mensagem” pessoana, seu autor e restantes modernistas, cadetes de Maio já graduados, admiradores do governador Norton de Matos, amanuenses e funcionários do Estado Novo, afadigados no entre Terreiro do Paço e São Bento, mais os que viravam à António Maria Cardoso, entreolhando-se com os do “reviralho”, neo-realistas alguns, surrealistas outros, e mais os dignos doutores, sem falar dos crentes no tão dúbio general sem medo, e logo heróis de Abril, socialistas prontos-a-vestir, o dr. Mário Soares no seu barbeiro, excrecências m-l e rudes brejnevistas, gongóricos maçons a sonharem a “comunidade lusófona” de Salazar por naus ortográficas, terceiro-mundistas ainda não “abissais” e europeístas convictos, e até que enfim a boémia europeizada, essa que ao absinto chamou coca e ao velho “delitro” tratou de Vodka-Vodka Gin Vómito, tudo desembocando nisto do agora dos cultores do franchising e da fancaria de tapas e recuerdos ditos pátrios. Amálgama de camadas e crostas, todas, e cada uma delas à sua atrapalhada maneira, louvando execrando resmungando abominando enfatuando enfatizando chorando exultando um país, içando-o catapultando-o de um passado compósito e veemente, cru e cruel, tantas vezes desatinado tantas outras desenrascado, “humano demasiado humano” talvez, e assim fingindo-o, numa olaria mitógrafa pão para a boca. E todas elas sentindo, mesmo se não o tivessem cantado, que para tal terão faltado poetas apesar destes sempre em excesso para tanta outra coisa, como totem alumiador a vigorosa e letal “caravela portuguesa“, aquela portuguese man-of-war como até outros lhe chamam. Mas neste agora?, tendo sido já tão repetido sermos apenas corolário de séculos de medíocres e incessantes vilanias, disso triste epílogo, nisso acabrunhados, desvalidos, que fazemos ao Chiado? Alumiamo-lo, iluminamo-nos, com alforrecas, como alforrecas. Não há qualquer dúvida, o dr. Ba ganhou. Já.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

Passar a semana a pensar em Bá? ao que se chegou em 2021!
Pois foi. Bom regresso a Portugal, são os meus votos.
Não foi o dr. Ba que ganhou, nós é que perdemos.
WW
Sorrio.
Bahh
Não está boa a cerveja?…
Os contratos são para se cumprir, provavelmente foi um contrato do tempo do medina.
Ó Anónimo, eu não vim aqui protestar com o dr. Moedas, que lhe corra bem a tarefa é o desejo deste munícipe
Junho com sardinhas, Dezembro com medusas: uma pessoa até fica amareada.
Ora aí está um belo ditado, que veio para ficar. E anónimo, como o devem ser os ditados…
As caravelas portuguesas provocam urticária não só aos bás e katares mas também aos sem-vergonha e sem nascimento.
Os brasões de Belém passam a calçada portuguesa. Qualquer um os pode pisar.
E lembrar-me eu que os timorenses desviavam-se para não pisar a sombra da bandeira portuguesa.
bá e não bolte
Zurrapa, volto e voltarei.
Passei lá a semana passada. São bonitos, bá!
Maiúsculo, não discutirei os seus gostos…
As alforrecas só serão livres quando matarem as caravelas portuguesas brancas e colonizadoras.
Alforrec@s de todo o mundo, uni-vos
O primo da vizinha do cunhado da cozinheira do Moedas comprou umas centenas de alforrecas luminosas (na verdade encomendou renas e elfos, mas os chinocas da fábrica lixaram o pedido) e nao tinha onde as meter.
Os amigos são para isso mesmo.
é vontade de dizer mal de Moedas, não acha?
Mas quem é o dr. Ba?
é o Espírito destes tempos
Eu fico cá na minha de que aquilo não são alforrecas: são naves dos exploradores alienígenas que decidiram fugir em marcha acelerada deste povo meio doido.
não deixa de ser uma hipótese credível