Pensamento da semana


odiplomata,

Os líderes têm sido pródigos em anunciar metas irrealistas em matéria climática. E isso conduz a políticas pífias imediatistas sem consequência para o objectivo final. Ao contrário do que tem sido a tónica generalizada, este é o momento de sermos menos ambiciosos e sonhadores, para dar lugar ao racionalismo e à efectiva negociação. Há compromissos que têm de ser feitos, cedências acordadas e incentivos atribuídos. E isso não se faz com quase 200 nações sentadas à mesa, até porque a maioria delas tem pouco para oferecer em termos de capacidade de resposta na mudança de hábitos no seu tecido social e na transformação técnica do seu complexo industrial.

Não vem mal ao mundo que as vozes nas ruas se continuem a expressar entusiasticamente, mesmo que, muitas vezes, esse discurso esteja impregnado de hipocrisia e populismo. O importante para o futuro da Humanidade é que, para lá desses movimentos de massas, surjam uns quantos “wise men” com visão e capacidade de negociar acordos para serem cumpridos a curto e médio prazo. Conhecimento científico já o têm e tecnologia também. Faltam as decisões inteligentes e práticas.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

27 comentários em “Pensamento da semana”

  1. E assim se mostra o fanatismo dos fieis da religião política.
    A única religião que nos diz que consegue controlar o clima em decimas de grau…

  2. O que me faz mais confusão é que países pequenos como Portugal queiram dar o exemplo apressado nessa cruzada de limpeza, quando contribuem apenas com um cagalhãozito para essa imensa latrina, enquanto os grande não vão deixar tão cedo de inundar essa fossa dos pivetes a céu aberto..

    1. Essa cruzada de limpeza tem vantagens diretas até para países pequenos como Portugal. Quando todo o combustével fóssil consumido é importado, qualquer poupança no seu consumo é benvinda.

      1. Morrer de frio é benvindo? morrer de fome é benvindo? transferir toda a produção industrial, agrícola para esta passar a ser importada é benvinda?

        Então para quando centrais nucleares?

        1. para quando centrais nucleares?

          Quando e onde as empresas produtoras de eletricidade as quiserem instalar. Têm liberdade de o fazer.

          Há muitas empesas que produzem eletricidade em Portugal, e algumas delas podem instalar centrais nucleares se o quiserem fazer.

          Já não estamos no tempo de uma EDP monopolista e pertencente ao Estado.

        2. Morrer de frio é benvindo?

          Em Portugal ninguém morre de frio.

          Nos locais mais frios do país (Trás os Montes, etc) não falta lenha com que se aquecer.

          1. Em Portugal ninguém morre de fome.

            Nos locais mais pobres do país (Trás os Montes, etc) não falta bolos com que se alimentar.

          2. “Em Portugal ninguém morre de frio.”

            Então explique o valor do excesso de mortes em tempo frio.
            https://ionline.sapo.pt/artigo/641857/portugal-e-dos-paises-onde-as-mortes-mais-aumentam-no-inverno
            “Uma das comparações mais recentes foi publicada em 2016 no “Journal of Public Health”, com base nas estatísticas entre 1980 e 2013. Num ranking do excesso de mortalidade no inverno em 30 países europeus, Portugal surge em segundo lugar, atrás de Malta, com um acréscimo médio de 28% nas mortes ocorridas entre dezembro e março face às que têm lugar nos meses mais quentes. Seguem-se Chipre, Espanha e Irlanda.”

            Frio explica 24% da vaga de mortes em janeiro
            O país passou por uma espécie de tempestade perfeita no mês passado. À terceira vaga de covid-19 juntaram-se temperaturas muito baixas que explicam, por si só, cerca de 24% do excesso de óbitos desse mês, segundo cálculos preliminares do Instituto Ricardo Jorge.
            https://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/frio-explica-24-da-vaga-de-mortes-em-janeiro

          3. Só morre de frio quem é preguiçoso. Se saírem da sua zona de conforto e forem recolher uns tarolos, já têm aquecimento. E a recolha de lenha é actividade física, dá saúde e reduz obesidade. Só têm a ganhar. Agora o pessoal prefere ficar sentado no sofá a ver o netflix, claro que arrefece.

          4. Da próxima vez que tiver frio, levanto-me e vou cortar uns galhos à av da liberdade.

  3. Vejamos a Gâmbia, pequeno país africano encravado no Senegal e ladeado por um grande rio é o campeão das boas práticas contra as alterações climáticas.

    1. “Only Gambia has a plan “compatible” with the Paris agreement, CAT said” acrescentando que “Only one country in the world has submitted plans that will mitigate climate change by 2030, watchdog finds” (15 de setembro passado).
      O Climate Action Tracker (CAT), o tal “watchdog” diz que a Gâmbia “submeteu” mas acrescenta que não se pode fazer comparações nem tirar ilações a partir daí porque “however, its current policies are not on track to meet this target”.
      Entretanto estáo a investir nas renováveis “with partial finance from the World Bank and the European Investment Bank”.
      Dinheiro não falta e decerto será bem empregue.

      Há ainda uns problemazitos práticos a resolver por lá pois o PIB per capita nominal da Gâmbia é 33 vezes inferior ao nosso e o PIB per capita em função do poder de compra (mais útil) também não ajuda muito pois é 1/16 do nosso (nosso esse que já de si é estupendo).

  4. Mal afrouxasse a covid era inevitável o regresso da Greta, versão mini e sofisticada do taxista que vocifera cobtra “eles”.
    Entretanto uns marcham contra o lítio, documentando a sua luta em belos telemóveis.
    Os líderes, novamente, reúnem-se, e marcam datas e atiram números sem qualquer base científica, enquanto compram e vendem emissões.
    Estamos todos bem uns para os outros.

  5. Falar em alterações climáticas fica bonito no discurso e acrescenta preocupação à hipocrisia da mensagem.
    Enquanto os países ricos continuarem a fazer de África, uma lixeira a céu aberto, bem podem anunciar as metas que quiserem, mas não é a mudar o lixo de sítio que o mundo fica melhor.

  6. Há duas maneiras de aprender a fraude que é o discurso da ciência do clima hoje:

    Uma estudar a história dos eventos do clima activamente censurada pelos jornalistas.

    A segunda é saber que satelites vão ser lançados, exemplo:
    https://en.wikipedia.org/wiki/Far-infrared_Outgoing_Radiation_Understanding_and_Monitoring

    The main scientific purpose of FORUM is to better understand the Earth’s radiation budget – the balance between the incoming radiation mostly from the Sun at short wavelengths, and outgoing radiation, which is a combination of reflected radiation from the Sun and radiation emitted by the Earth system, much of it a longer wavelengths – and the way this exchange is affected by the changes in the Earth’s atmosphere caused by human activity. FORUM will especially be measuring the long-wavelength outgoing energy, which is strongly influenced by water vapour and thin ice clouds in the Earth’s atmosphere. According to available data, about 50 percent of the total energy emitted by the Earth is in this long-wavelength range, but these emissions were not monitored in detail from space until now. <… “now” sendo 2026.

    According to ESA, the FORUM mission was selected over SKIM specifically because it promises to “fill in a critical missing piece of the climate jigsaw”.

    O satelite vai ser lançado no segundo semestre de 2026…

    1. “Radiative energy flux data, downloaded from CERES, are evaluated with respect to their variations from 2001 to 2020. We found the declining outgoing shortwave radiation to be the most important contributor for a positive TOA (top of the atmosphere) net flux of 0.8 W/m2 in this time frame. We compare clear sky with cloudy areas and find that changes in the cloud structure should be the root cause for the shortwave trend. The radiative flux data are compared with ocean heat content data and analyzed in the context of a longer-term climate system enthalpy estimation going back to the year 1750. We also report differences in the trends for the Northern and Southern hemisphere. The radiative data indicate more variability in the North and higher stability in the South. The drop of cloudiness around the millennium by about 1.5% has certainly fostered the positive net radiative flux. The declining TOA SW (out) is the major heating cause (+1.42 W/m2 from 2001 to 2020). It is almost compensated by the growing chilling TOA LW (out) (−1.1 W/m2). This leads together with a reduced incoming solar of −0.17 W/m2 to a small growth of imbalance of 0.15 W/m2. We further present surface flux data which support the strong influence of the cloud cover on the radiative budget.”
      ( “Radiative Energy Flux Variation from 2001–2020”, Atmosphere 2021, 12(10), 1297; https://doi.org/10.3390/atmos12101297, publicado o mês passado)

      CERES – Clouds and the Earth’s Radiant Energy System – NASA

      Mais do mesmo paper e um bom resumo das presentes alterações climáticas:
      “The current enthalpy is still ca. 600 ZJ below the medieval maximum 1000 years ago grounded on the 2000 years OHC reconstruction reported by Gebbie and Huybers [11]. This would be compensated in only 50 years with the presently observed +0.8 W/m2 net flux and in about 100–200 years for the average rate as during the 20th century. With a possible interception by another phase of a negative radiative net flow, it would take centuries until we reach the medieval OHC maximum again.”

  7. Basta limitar o volume de tráfego aéreo e marítimo. Ajudará bastante.
    Todo aquele pessoal eco-frendli dos instagrames pode dar o mote, deixando de ir às Maldivas passear, passam a fazer as suas sessões foto shoot na Arrentela.

      1. As últimas previsões que li há anos sobre as Maldivas dizem que estão submersas desde 2018… Portanto devem ser aeroportos para submarinos lol

    1. Isso mesmo. e deixar de importar comida , comer local , e pouco , que o pessoal tem todo excesso de peso.
      que sentido faz a comida andar a voar de um lado para o outro ? nenhum.

      1. Concordo. Vivemos todos bem sem morfar umas papaias.
        Comam o que a terra vos dá. É assim um futuro mais verde e sustentável.

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