“Enrolou o mapa, pensativo. Era difícil saber a melhor maneira de lidar com uma pessoa como a João, que sabendo tão pouco sobre algumas coisas, sabia tanto sobre outras.
– Ela sabe bem qual é o caminho, – afirmou a Joana, enquanto lavava uma panela. – essa gente é como os cães. Sabem sempre o caminho e nunca se perdem. Conhecem pelo cheiro as estradas que procuram.”
Os cinco e a ciganita de Enid Blyton
É certo que se o pudessem fazer, e por afronta a uma minoria étnica, uma imensidão de gente quereria queimar imediatamente e em público todas as cópias das Aventuras dos Cinco.
A única salvação dessas obras, que encantaram gerações, passaria pelo desagravo dos animalistas que argumentariam que comparar uma pessoa com um cão é um garboso elogio.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

Julgo que alguns militantes das questões genderísticas também serão agentes desse desagravo, dadas as características algo pós-modernas da protagonista Zé (dita, em linguagem de época, “maria-rapaz”). Por outro lado, simpatizantes do partido LIVRE (não-marxista e nada maçónico) e decerto que alguns dos seus trânsfugas poderão alinhar nesse desagravo, dada a similitude patenteada (sósias) entre a tal protagonista Zé e a representante da “minoria étnica” João… Enfim, é uma importante questão política, decerto que haverá um grupo de comissários políticos contratados pela Assembleia da República para discutir que passagens deverão ser expurgadas no corpo literário destinado à juventude.
Esta passagem talvez escape, mas a tesoura vai ter serviço, sim senhor…
” comparar uma pessoa com um cão é um garboso elogio.” Elogia para a pessoa, diriam eles. Convém esclarecer porque se fosse para o cão seria uma ofensa para este.
Isso. Diriam que tem de comer muita kinoa e seitam (é assim que se escreve?) para chegar às patas de um cão. Arrivistas do camandro.
Os 5 (de faive) eram uns progressistas porque o cão fazia parte da família. Por outro lado eram misóginos, racistas e sexistas. Excepto o Tim, esse era boa pessoa. Está na hora de cancelar os cinco.
A Zé pelas sua precoce crise de género e o Tim por andar sempre de quatro, talvez escapassem. O resto ia tudo. A Ana porque gostava de tarefas domésticas, o Júlio por ser um british WASP em potência e o David que andou à batatada com a João, a ciganita.
Lá na Albion, a Enid Blyton, coitada, já foi de vela – já é oficialmente “racista”, “homófoba”, “xenófoba” e o diabo a quatro. E nós temos que gramar, 46 anos depois (no mesmo mês e quase no mesmo dia) com outro cromo da esquerda psicopata a dizer que devíamos dar um uso alternativo (neste caso, não especificado) à Praça de Toiros do Campo Pequeno – refiro-me à DNI Cristina (a única DNI que passa nas tevês e jornais, porque a DNI Joacine desde que se chateou com o patrão, passou a ser menos falada que o Voldemort).
O fenómeno Joacine foi um fogo-fátuo.
Se não fizer um acordo com o PS para passear a sua epiderme nas listas socialistas, terá de ir procurar outro ofício. Basta garantir que continua a fazer o que tem feito nos últimos tempo, que é não gaguejar, e o PS aceitará de certeza.
Concordo com Cristina caras lindas.
Orçamento de estado para transformar as praças em espaços culturais.
Amanhã fazer o mesmo aos estádios de futebol
Eu acho que também deviam proibir esses livros aos putos, já que os proibiram de comer pasteis, bolos e sumos, esses livros racistas lidos assim na fraqueza, só lhes ia fazer mal.
Esquece-se que planeiam também liberalizar as ganzas, e esse novo (talvez não tanto) mundo que se abre pode ajudar a enquadrar tudo o resto.
Perfeitamente enquadrado. Essa erva faz parte da roda dos alimentos.
O politicamente correcto, é um super camaleão
Varre preconceitos, para debaixo do tapete.
Porém, ele continua. E continuará.
Res non verba