Pensamento da semana


Rui Rocha,

Cavaco Silva condecorou pessoas sérias, pessoas competentes e Fernando Teixeira dos Santos.

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  1. O antigo Presidente da República Mário Soares disse na noite de quinta-feira que José Sócrates acabou por ceder “à evidência” de ter de pedir ajuda externa, depois de com ele ter tido uma “gravíssima” discussão.

    A revelação foi feita na Figueira da Foz, numa sessão de apresentação do seu livro “Um Político Assume-se”, onde Mário Soares recusou também que Sócrates tenha “fugido” do país após perder as eleições legislativas e se demitir de líder do PS.

    “Tive uma discussão com ele gravíssima, porque queria que ele pedisse o apoio e ele não queria. Falei muito com ele durante muito tempo, duas horas ou três, discutimos brutalmente mas amigavelmente, eu a convencê-lo e ele a não estar convencido”, afirmou Mário Soares, na sessão promovida pelo Casino da Figueira da Foz.

    Acrescentou que também o então ministro das Finanças, Teixeira dos Santos contribuiu para a decisão do Governo liderado por José Sócrates de pedir a intervenção do Fundo Monetário Internacional em Portugal.

    “Depois o ministro das Finanças também interveio mais tarde e ele [José Sócrates] acabou por ter de ceder, perante a evidência das coisas”, frisou.

    Recusou que Sócrates tenha “fugido” do país, após perder as eleições legislativas e se demitir de líder do PS: “Não fugiu nada, coitado, não podia era continuar ali. Foi atacado por toda a gente da pior maneira”, argumentou Mário Soares na sessão moderada pela jornalista Cândida Pinto.

    “É preciso ter uma coragem muito grande para aguentar o que ele aguentou”, acrescentou, argumentando que José Sócrates “fez bem” em se demitir e ter ido para França.

    Já sobre a actual liderança do Partido Socialista, Mário Soares disse que António José Seguro “tem conduzido bem o partido, com muita competência e, sobretudo, com muita prudência”.

    (Jornal Público, 17/0272012)

  2. Faltou o subcomandante da polícia de Guimarães para compor o ramalhete das pessoas sérias e competentes condecoradas pelo regime policial.

  3. Ora aqui está o que prova todas as minhas afirmações. O PSD/CDS tinha uma admiração especial e fortíssima por Sócrates. Só andava chateado por não serem eles a fazer o que o Sócrates fazia.

  4. Desta vez não posso estar mais em desacordo consigo, pelo imenso respeito que tenho pelas pessoas que aceitam sujar-se para tentar pelo menos limitar os danos que se avizinham. É incomparavelmente mais fácil apresentar a demissão e sair sem uma beliscadura na reputação. “Après moi le déluge”, não é?

        1. Concedo, Isabel. Mas não consigo desligar Teixeira dos Santos de uma grande quota de (ir)responsabilidade. Veja-se o aumento dos funcionários públicos quando o país já tinha as contas completamente rebentadas. Para uns meses mais tarde os cortar em 5%.

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